É novo » 16.4.2013

Economia solidária: um lugar para aprender a interdependência
«Tanto no caso do comércio justo como na Agricultura Local Sustentável, a opção de consumo toma-se uma escolha política no sentido de que serve não só o interesse individual do consumidor, mas também um interesse coletivo. Mediante o seu ato de consumo, o consumidor faz uma opção de sociedade. Diz-se muitas vezes que o consumidor se torna «consum’ator». Por outras palavras, o consumo torna-se um ato de cidadania, ou seja, uma forma de participar na vida da cidade, tanto local como mundial. Dessa forma, entre consumidor e produtor gera-se uma espécie de interdependência, eles passam a ser coprodutores.» “O sentido do outro – A crise, uma oportunidade para reinventar laços” é um dos títulos mais recentes da Paulinas Editora, onde a autora, a uruguaia Elena Lasida, propõe um olhar alternativo sobre a economia, habitualmente associada aos bens e ao dinheiro mas que «raramente» é perspetivada como «lugar de encontro».

A privatização da experiência ética e o desinteresse pelo outro
Onde existe uma interior e vivida dicotomia entre esfera da consciência e esfera do social, entre primazia do ‘sagrado’ e marginalidade do ‘profano’, entre cuidado da alma e solicitude pelo viver público, nas suas diferentes expressões culturais e sociais, está em questão não só uma imagem de consciência, mas igualmente uma imagem de Deus. Este aspeto interpela aquele que se declara crente de modo nada secundário. Com o simples facto de expressar ao mesmo tempo uma profissão de fé, o crente que vive esta dicotomia interior afirma que o Deus em que acredita não está interessado na vida dos homens, na vida da cidade, na vida do seu vizinho. Se a fé se esgota numa relação íntima, privada, em gestos e palavras que se fixam apenas em si mesmos e em Deus, no testemunho do viver quotidiano transmite-se uma imagem de Deus não interessado nas relações inter-humanas: no fundo, o viver social não é para ele importante.

Encíclica “Pacem in terris” despertou «muitas consciências» em Portugal, diz Jorge Miranda
O constitucionalista Jorge Miranda considera que «muitas consciências foram despertadas» em Portugal com a encíclica “Pacem in terris” (A paz na terra), assinada há 50 anos pelo papa João XXIII. «Para quem vivia então em Portugal sob uma ditadura», sublinha, o que «mais impressionava» no documento era a «proclamação da dignidade e da liberdade». «Apesar de todas as dificuldades, aumentou a esperança de que o nosso país pudesse ter uma ordem política mais próxima dos princípios da encíclica e da Doutrina Social da Igreja, mais respeitadora dos direitos e liberdades fundamentais, sem censura nem polícia política, nem presos políticos, com pluralismo e com eleições livres e honestas, com mais justiça e mais solidariedade», aponta.

Padre António Vieira: «Ninguém antes dele, ninguém depois dele fez tanto com as palavras, fez tanto pelas palavras» | VÍDEO |
«São as palavras que nos prendem. São as palavras que nos libertam. A vida resume-se à procura da palavra que nem sempre encontramos. Em português, as palavras são Vieira. Ninguém antes dele, ninguém depois dele fez tanto com as palavras, fez tanto pelas palavras. Sem Vieira, não teríamos a língua que temos. Sem Vieira, que seria da língua portuguesa no Brasil? Nesse difícil século XVII da nossa história, Vieira abriu e espalhou a língua portuguesa, fez dela cultura, marcou o seu lugar no mundo.» Exatamente nesse tão difícil século XVII nosso, Vieira marcou muito mais do que o primacial destino na expansão da língua, por ter sido exímio orador e pensador rigoroso, sempre sob a capa omnipresente da teologia – é importante ter presente que Vieira era um jesuíta, e nessa condição existiu e agiu, se bem que com um aguçado espírito em que o seu génio de arguto diplomata se desenvolveu também, na selva brasileira, entre os índios, na corte portuguesa, especialmente com D. João IV, ou em Roma, junto ao Papa.

Parabéns Bento XVI: papa emérito faz 86 anos | IMAGENS |
Joseph Ratzinger completa 86 anos esta terça-feira, 16 de abril. De todo o mundo estão a chegar-lhe mensagens de parabéns, muitas das quais recordam o seu empenho na defesa dos mais fracos, como os pobres, as crianças não nascidas e as vítimas da pedofilia. Em quase oito anos de pontificado, Bento XVI não só fez 24 viagens fora do Vaticano e três dezenas na Itália, percorrendo mais de 160 mil km, feito impressionante para um homem idoso, mas sobretudo quis sempre anunciar o Evangelho. E a verdade. Como o fez nas suas três encíclicas: “Deus caritas est”, “Spe salvi”, “Caritas in veritate” e nos seus três livros sobre Jesus de Nazaré.

Missa de Beethoven abre “Dias da Música” no Centro Cultural de Belém | VÍDEO |
A “Missa Solemnis” de Ludwig van Beethoven (1770-1827), interpretada pelo Coro Lisboa Cantat, o Ensemble Vocal de Freamunde e a Orquestra Sinfónica Metropolitana de Lisboa abre esta sexta-feira os “Dias da Música” do Centro Cultural de Belém. A composição para solistas, coro e orquestra em Ré maior, op. 123, com “Kyrie”, “Gloria”, “Credo”, “Sanctus”, “Benedictus” e “Agnus Dei”, «incomparável obra-prima musical» nas palavras do papa Paulo VI, é o primeiro dos 60 concertos dedicados ao tema “O Impulso Romântico” que vão ser interpretados até domingo.

Anúncios