É novo » 1.5.2013

Jesus e o trabalho
As parábolas transmitem uma impressão particularmente instrutiva dos múltiplos mundos de trabalho e dos diferentes contextos de vida dos contemporâneos de Jesus. Na sua diversidade situacional, revelam que o trabalho, aos olhos de Jesus, constitui uma evidente missão; no seu mundo de trabalho, o homem é percebido com todos os seus talentos e riqueza de ideias. A Jesus não interessa o estatuto social de alguém ou o valor da sua atividade, por isso ele pode falar muito naturalmente de um servo ou de um senhor, de um proprietário ou de um criado, de um rei ou do seu exército. Jesus vem ele próprio do mundo do trabalho e, durante a sua atividade pública, insere-se conscientemente no mundo do homem trabalhador. Dá assim a entender que confirma o mundo com as suas condições de vida e que vê no trabalho o elemento fundamental para a realização do mundo.

Textos do Concílio Vaticano II: direito ao trabalho, direitos dos trabalhadores
Tendo em conta as funções e produtividade de cada um, bem como a situação da empresa e o bem comum, o trabalho deve ser remunerado de maneira a dar ao homem a possibilidade de cultivar dignamente a própria vida material, social, cultural e espiritual e a dos seus. Dado que a atividade económica é, na maior parte dos casos, fruto do trabalho associado dos homens, é injusto e desumano organizá-la e dispô-la de tal modo que isso resulte em prejuízo para qualquer dos que trabalham.

É novo » 30.4.2013

Diocese de Setúbal inaugura exposição “Visão do Infinito – Os artistas e a fé”
A diocese de Setúbal inaugura a 18 de maio a exposição “Visão do Infinito – Os artistas e a fé”, com cerca de 30 peças concebidas em vários suportes e técnicas, como pintura, escultura, instalação, cerâmica e fotografia. A iniciativa, promovida em parceria com a Câmara Municipal de Almada, resulta da seleção de aproximadamente 80 obras apresentadas no concurso organizado pela Comissão de Arte Sacra diocesana, no contexto do Ano da Fé. Como o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura revelou em dezembro, o bispo setubalense, D. Gilberto Reis, incentivou a participação na exposição: «Com este convite, envio também um muito obrigado e o voto das maiores felicidades na missão criadora própria dos artistas: missão que nos ensina a ir, para lá do trivial e do terreno, à busca duma novidade de vida que nada pode conter porque em última instância é Deus Vivo».

«Temos de ir sempre mais além, até às grandes coisas», diz papa Francisco
«A novidade de Deus não se assemelha às novidades mundanas, que são todas provisórias; passam e busca-se sempre algo mais. A novidade que Deus oferece à nossa vida é definitiva, e não só no futuro, quando estaremos com Ele, mas também agora.» O papa animou este domingo os católicos a resistirem às dificuldades, a confiarem na misericórdia divina e a superarem-se nos comportamentos e projetos de vida. Excertos da homilia da missa a que presidiu na Praça de S. Pedro, no Vaticano. A homilia da eucaristia desta segunda-feira centrou-se no sacramento da Reconciliação. «Muitas vezes pensamos que confessar-se é como ir à lavandaria. Mas Jesus no confessionário não é uma lavandaria.»

Portugal precisa de mais e melhor democracia
A «dimensão participativa» é um dos aspetos da democracia portuguesa que o presidente da Cáritas considera que devem ser melhorados, enquanto que o bispo do Porto advoga um equilíbrio entre «globalização» e «individualização». Os depoimentos de Eugénio Fonseca e D. Manuel Clemente integram um dossier com a participação de 55 personalidades que o jornal “Público” apresentou a 25 de abril, dia em que passaram 39 anos sobre o início da transição para o regime democrático. Isabel Allegro de Magalhães sustenta que «faltam mulheres e homens competentes, experientes, dos partidos e da sociedade civil organizada, que na AR [Assembleia da República] e Governo deem prioridade aos mais frágeis e travem os desvios». Portugal «padece de uma gravíssima injustiça social. Se uma sociedade democrática tem como responsabilidade ser inclusiva, a saúde deste corpo doente só se restabelecerá atribuindo a cada um o que lhe pertence, a começar pelos mais esbulhados», aponta D. Januário Torgal Ferreira.

«Deus queira que acabe o “inverno” da Igreja em Portugal e desponte a “primavera” de esperança
Os consultados faziam, em síntese, e muito bem, os pedidos seguintes: «uma Igreja permanentemente em estado de oração, formação, renovação e missão, cada vez mais atenta a todas as pessoas e aos sinais dos tempos; uma Igreja mais dinâmica e participativa, discipular e missionária, próxima e acolhedora, ao estilo de Jesus, Bom Pastor, e das primeiras comunidades cristãs (…); uma Igreja intensamente marcada pela prática da caridade fraterna, que não fique à espera das pessoas, mas que vá ao seu encontro; uma Igreja que se faça companheira de viagem dos jovens, sempre atenta aos seus sonhos, anseios e problemas, tendo em conta que os jovens procuram a Igreja, não para se divertirem, mas para se alimentarem interiormente; uma Igreja que sinta, viva, partilhe e se empenhe a ajudar a resolver os inúmeros problemas que hoje assolam as famílias; uma Igreja que busque sempre o empenho e a participação de todos, sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos, para juntos auscultarmos e seguirmos os rumos que Deus nos quiser indicar.»

Vaticano distingue investigação teológica com 20 mil euros
O Vaticano anunciou o concurso para o Prémio das Pontifícias Academias de 2013, dirigido a investigadores que apresentem um contributo original sobre temas eclesiológicos ou acerca da obra e figura do teólogo S. Tomás de Aquino (1225-1274). A iniciativa admite obras publicadas entre janeiro de 2008 a dezembro de 2012, além de teses de doutoramento discutidas durante o mesmo período.

O pessimismo é mais fácil
Há, de facto, um erro de avaliação que leva a considerar a jovialidade do otimista como característica espontânea de caráter, que nada deve à decisão, à maturação da vontade ou à tenacidade. Aliás, o mais comum é arrumar o otimismo na ingénua estação dos verdes anos (mesmo se ele persiste fora de época) e reservar o fruto comprovado da argúcia apenas para o seu oposto.

É novo » 29.4.2013

Uma sociedade de trabalhadores sem trabalho
Os modos da existência contemplativa foram despojados da sua áurea (e, em grande medida, dos seus direitos de cidadania) e só a vida ativa é considerada legítima. O resultado foi a transformação efetiva de todo o agregado humano numa sociedade de trabalhadores. Deixou de haver lugar para itinerários de natureza espiritual, artística ou política, dos quais pudessem brotar a evidência de dimensões humanas que a atividade laboral não cobre. Mesmo mantendo um trabalho, muitos veem-se obrigados a defendê-lo a todo o custo, com uma sensação repetida de frustração, irracionalidade e solidão. Os problemas dos limites colocam-se cada vez mais. Acentua-se o fosso entre o que é possível e o que é pedido, numa aceleração permanente contra o tempo. A implacabilidade do sistema de trabalho cada vez menos respeita e acolhe a fragilidade da vida. Os trabalhadores têm de ser perfeitos e neutros como as máquinas que os rodeiam.

Vida do papa Francisco vai dar um filme
Era inevitável, tendo em conta o carisma e a história do personagem: o percurso do papa Francisco vai brevemente passar ao grande ecrã, revela este domingo o site “Vatican Insider”. O responsável por levar aos cinemas a figura de Jorge Mario Bergoglio é o produtor e realizador Christian Peschken, de 57 anos, que segundo a página do National Catholic Register obteve um financiamento de 25 milhões de dólares por parte de investidores europeus. Peschken, recentemente convertido ao catolicismo, nasceu na Alemanha mas vive e trabalha em Hollywood. De acordo com as mesmas fontes, o título do filme será “O amigo dos pobres: a história do papa Francisco”.

“Não”: sim à democracia | IMAGENS |
Chile, 1988. Pressionado pela comunidade internacional, e com vista à obtenção do seu apoio, o governo ditatorial de Augusto Pinochet realiza um referendo nacional cujo resultado avaliará a disposição da população face à sua continuidade na liderança dos destinos do país. A maior agência publicitária chilena é contratada para realizar a campanha pelo ‘Sim’. Nela trabalha Renée Saavedra, publicitário em forte ascensão profissional, filho de um histórico opositor do regime e ex-marido de uma ativista da oposição. O realizador, Pablo Larraín, expõe de forma muito sensível e clara um momento de viragem num Chile economicamente sufocado, sem ceder à tentação de um manifesto político. Viragem que contempla, também, a passagem de um conceito e género de propaganda política basilar a tantos regimes (sobretudo nacionalistas) para o advento da publicidade tal como a conhecemos até há bem pouco tempo, o que é um dos pontos mais interessantes a refletir neste “Não”.

É novo » 28.4.2013

Cinema: Prémio Árvore da Vida no IndieLisboa distingue “Lacrau” | IMAGENS |
O Prémio Árvore da Vida, que a Igreja Católica atribui no IndieLisboa, festival internacional de cinema independente, distinguiu na edição de 2013 o filme “Lacrau”, de João Vladimiro. Os jurados aplaudiram a «viagem espiritual», a «força da experimentação», «o poder evocativo do silêncio» e a «estética narrativa sonora» do documentário de 99 minutos, que também ganhou a secção da Competição Nacional. “Lacrau” «procura o regresso “à curva onde o homem se perdeu” numa viagem que parte da cidade em direcção à natureza», aponta João Vladimiro, que já tinha conquistado o prémio de melhor realizador português de curta metragem no IndieLisboa de 2006 com o filme “Pé na Terra”. Os membros do júri decidiram também atribuir uma Menção Honrosa ao documentário “Rhoma Acans”, expressão romani que significa “Olhos Ciganos”, realizado por Leonor Teles.

É novo » 25.4.2013

Que havemos de fazer com a liberdade ou o que há-de a liberdade fazer de nós?
O rescaldo do século XX, certamente um dos mais trágicos e brutais da história humana, leva-nos a considerar que a acepção política da liberdade não basta. Apesar dos indesmentíveis ganhos conseguidos neste capítulo, ainda se fica mais pelo quantitativo e formal do que pelo qualitativo e realmente novo.

«A paz sem vencedores nem vencidos», de Sophia de Mello Breyner, por Maria Barroso, na Capela do Rato | VÍDEO |

É novo » 19.4.2013

“É o Amor”, de João Canijo, é a primeira longa do júri da Igreja Católica no IndieLisboa
“É o Amor”, o novo trabalho do realizador português João Canijo, é a primeira longa-metragem que vai ser vista pelo júri da Igreja Católica que atribui o Prémio Árvore da Vida no IndieLisboa, festival internacional de cinema que decorre até 28 de abril. «A mulher das Caxinas é um modelo da portuguesa moderna. Esta afirmação contradiz a imagem tradicional de uma peixeira enlutada do Norte de Portugal. Mas foi isso o que descobrimos durante a investigação para este filme. E foi isso que nos encantou», escreve o realizador. O filme de 135 minutos conclui, esta sexta-feira, o primeiro dia da participação do júri católico na 10.ª edição do IndieLisboa, após a exibição de quatro curtas metragens: “Dive: Approach an Exit” (Sandro Aguilar), “Má Raça” (André Santos e Marco Leão), “Sizígia” (Luís Urbano) e “O Facínora” (Paulo Abreu).

Ciclo “Eis o Homem” debate “O Sínodo da Nova Evangelização nos 50 anos do Concílio Vaticano II”
“O Sínodo da Nova Evangelização nos 50 anos do Concílio Vaticano II” é o tema do próximo ciclo de conferências “Eis o Homem”, promovido pelo Secretariado da Pastoral da Cultura da diocese do Porto. As sessões vão centrar-se na questão “Que propostas fez o Sínodo para a Nova Evangelização”, uma referência à assembleia de bispos católicos de todo o mundo que decorreu em outubro no Vaticano e que contou com a participação dos responsáveis pelas dioceses do Porto e Lamego, respetivamente D. Manuel Clemente e D. António Couto. Os encontros, que resultam de uma parceria com a Universidade Católica Portuguesa, a Pastoral Universitária e a Associação Católica do Porto, começam a 9 de maio com o tema “A sede de Deus”, pelo diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre José Tolentino Mendonça.

É novo » 18.4.2013

“O verdadeiro poder é servir”: primeira obra escrita pelo cardeal Bergoglio, papa Francisco, a chegar a Portugal
O livro “O verdadeiro poder é servir”, escrito pelo atual papa Francisco, com textos do cardeal Jorge Bergoglio quando era arcebispo da arquidiocese de Buenos Aires, chega esta quinta-feira às livrarias portuguesas com a chancela das Edições Nascente. No prefácio da obra, de que o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura já adiantou excertos a partir do original argentino, o cónego António Rego sublinha que os «escritos inéditos parecem profecias do Papa Francisco». O volume está dividida em oito capítulos que mostram «o pensamento e os ensinamentos de Jorge Bergoglio», explica o diretor editorial da Claretiana, a editora argentina que originalmente editou a obra, em 2007. «Em primeiro lugar, agrupámos os textos catequéticos, educativos e marianos. Num segundo núcleo, as homilias de Natal, Quinta-Feira Santa, Páscoa e Corpo de Cristo. Finalmente, uma série de textos dirigidos ao diálogo com o mundo da Cultura», explica.

Leitura: “Arquitetura Cisterciense – Espiritualidade, Estética, Teologia”
«Erguer uma igreja na Ordem de Cister não se prende com a mera questão artística, dando lugar aos básicos valores humanos da disputa e do orgulho de ter uma igreja cada vez maior e mais decorada, símbolo do poder territorial, como tantas vezes é referido em relação à construção das catedrais góticas da Europa medieval. Trata-se, antes de mais, de reconhecer que a morada de Deus há de ser bela na sua simplicidade, que por si mesma decorre de uma vida verdadeiramente ascética e austera, e por isso há de ser um símbolo do que universalmente se reconhece como categorias que definem o que Deus é: belo, bom, justo e verdadeiro.» A editora Paulus vai apresentar na sacristia do Mosteiro de Alcobaça a obra “Arquitetura Cisterciense” – Espiritualidade, Estética, Teologia”, de Duarte Nuno Morgado, de que oferecemos a introdução.

Paulus, Paulinas e Renascença marcam presença na Feira Internacional do Livro de Bogotá
As delegações portuguesas das editoras católicas Paulus e Paulinas marcam presença na Feira Internacional do Livro de Bogotá, que começa esta quinta-feira e se prolonga até 1 de maio, com Portugal a assumir o estatuto de país convidado. Com 30 títulos originais portugueses, a Paulus integra o expositor da San Pablo Ediciones, editora colombiana pertencente ao grupo internacional dos Paulistas. As Paulinas também estão representadas no stand da delegação colombiana e no Pavilhão de Portugal, levando para a feira 32 obras originais. No âmbito da iniciativa que decorre na capital da Colômbia está também agendada a exibição de duas reportagens multimédia da Renascença, refere o site da emissora católica.

Teatro do Ourives apresenta leitura encenada de “Job, ou a tortura pelos amigos”
O Teatro do Ourives vai apresentar a leitura encenada de “Job, ou a tortura pelos amigos”, de Fabrice Hadjadj, de 2 a 4 de maio, em Lisboa. O texto traduzido por Sara Ideias e Júlio Martín da Fonseca, que também é responsável pela dramaturgia e encenação, conta com a interpretação de nove atores. Hadjadj inspira «um Job moderno, que surge no espaço nu do teatro» e é «submetido aos ataques sucessivos daqueles que são piores que os seus inimigos: os seus amigos, demasiado compassivos», que se «esforçam por sufocar o seu queixume, com consolações melosas ou com frias desolações».

Festa das Cruzes de Serzedelo | IMAGENS |
Na paróquia de Santa Cristina de Serzedelo, a 11 km de Guimarães, celebra-se desde tempos imemoráveis a Festa das Cruzes, que se realiza no primeiro domingo de maio. São 16 cruzes latinas de carvalho ou castanheiro, espessura de 3,5 cm e altura máxima de dois metros. Cada uma cruz apresenta na face anterior símbolos litúrgicos e profanos, esculpidos de modo a permitir o preenchimento dos planos inferiores com flores naturais. O sábado é dedicado ao “asseio” (ornamentação), realizado por oito a 10 mulheres, adultas, jovens e adolescentes. A uma família corresponde uma cruz. Na manhã de domingo as cruzes são levadas para o adro da igreja, onde se colocam em nicho de pedra preparado para o efeito.

Diretor da Pastoral da Cultura profere conferência sobre Dante, “A Divina Comédia” e a fé no Museu do Fado
O padre José Tolentino Mendonça vai encerrar um conjunto de conferências que o Centro Cultural de Belém (CCB) e o Museu de Fado, em Lisboa, dedicam à canção que em 2011 foi integrada no património imaterial da Humanidade. “Dante Alighieri [c. 1265-1321], ‘A Divina Comédia’ e a ideia da Fé” é o tema proposto pelo diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura a 30 de maio, no Museu do Fado, revela a página do CCB.