É novo » 22.3.2013

Quaresma, sexta-feira da semana V: Rui Chafes | IMAGENS |
Uma escultura que se esconde. Que revela escondendo. Que se apresenta como nuvem de fumo negro que rasga a terra em direção ao alto. Supreende-nos imediatamente a estranha contradição do material que se nega, o ferro que parece recusar o poder da gravidade e do seu peso, transformando-se em fumo imaterial. Ao aproximarmo-nos dela percebemos que vem de longe, de muito longe. Abre uma brecha de escuridão em direção a um abismo. Rasga uma fenda no mundo. O que vemos dela é apenas uma parte, uma pequena parte, porque ela está enterrada – e essa posição é-lhe fundamental. É constituída não apenas pelo ferro, mas por essa escuridão aberta – uma obscuridade que é o subsolo inacessível de toda a obra.

Reduzir caridade à «esmola material» implica «negação da fé enquanto relação pessoal»
O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Pio Alves, considera que «a redução da caridade à esmola material», mesmo que esta seja importante, «compromete seriamente o núcleo da caridade». «Não podemos deixar empobrecer o amor ao próximo, a caridade, reduzindo-o ao gesto impessoal, material, da esmola: qual fatura que pagamos, com ar pesado, sem pensar no bem do próximo, mas apenas no alívio da nossa consciência», frisou esta quinta-feira o bispo auxiliar do Porto na catequese quaresmal que pronunciou na sé local. Na intervenção o prelado sublinhou que «a funcionalização da caridade seria a negação da fé como relação pessoal; seria o esvaziamento do núcleo central do cristianismo, com a agravante de manter apenas a sua aparência».

No Dia Mundial da Água, a água na Bíblia | IMAGENS |
No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo e o espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas (Génesis 1). Ao cabo de sete dias, as águas do dilúvio submergiram a Terra. Tendo Noé seiscentos anos de vida, no dia dezassete do segundo mês, nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e abriram-se as cataratas do céu. A chuva caiu sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites (Génesis 7). Uma vez batizado, Jesus saiu da água e eis que se rasgaram os céus, e viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele. E uma voz vinda do Céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado.» (Mateus 3). Se alguém tem sede, venha a mim; e quem crê em mim que sacie a sua sede! Como diz a Escritura, hão de correr do seu coração rios de água viva (João 7).

Didaqué: o catecismo dos primeiros cristãos
Didaqué significa “instrução”, “ensino” ou “doutrina” e é também conhecida como a Instrução dos Doze Apóstolos. Trata-se de uma obra do fim do primeiro século, constituída por dezasseis pequenos capítulos de grande relevância histórica e teológica. Poderíamos dizer que é o primeiro catecismo cristão, o primeiro documento utilizado na catequese das comunidades nascentes. A Didaqué já foi considerada «o documento mais importante da era pós-apostólica, a mais antiga fonte de legislação eclesiástica que possuímos» (Quasten). Exatamente por isso pode inspirar e auxiliar muito os cristãos do nosso tempo, principalmente neste caminho de valorização do que é essencial, de volta às origens.

Quaresma, quinta-feira da semana V: Santa Teresa do Menino Jesus
Como amou Jesus os seus discípulos, e porque os amou? Ah! não eram as qualidades naturais deles que O podiam atrair; havia entre eles e Ele uma distância infinita: Ele era a Ciência, a Sabedoria eterna; eles eram pobres pescadores, ignorantes e cheios de pensamentos terrestres. Apesar disso, Jesus chama-lhes seus amigos, seus irmãos. Ah! compreendo agora que a caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros, em não se escandalizar com as suas fraquezas, em edificar-se com os mais pequenos atos de virtude que se lhes vir praticar; mas compreendi, sobretudo, que a caridade não deve ficar encerrada no fundo do coração.

Museu da Presidência da República apresenta catálogo da exposição “E um filho nos foi dado”
O Museu da Presidência da República, em Lisboa, apresenta este sábado, 23 de março, o catálogo da exposição “E um filho nos foi dado – Iconografia do Menino Deus no Alentejo Meridional”. «Trata-se de uma obra de síntese teológica, historiográfica e artística em torno do tema da Natividade», explica uma nota de imprensa. «A contextualização das peças no seu tempo histórico e na simbologia cristã permite uma aproximação à narrativa fundadora do cristianismo e o entendimento iconográfico das suas representações», sublinha o comunicado.

S. Francisco de Assis por Sophia de Mello Breyner
Poeta do Redentor/ Poeta do Criador/ Procuraste/ A inocência primeira que a Redenção reergue

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