É novo » 21.3.2013

Papa convida os pobres para a missa da Ceia do Senhor, Quinta-feira Santa
O papa Francisco determinou que sejam convidadas pessoas assistidas pela Cáritas de Roma e outras organizações de apoio social para a missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de Quinta-feira Santa. Durante a audiência que teve esta quarta-feira no Vaticano com representantes de Igrejas cristãs, comunidades eclesiais e tradições religiosas, Francisco sublinhou que, em conjunto, «é possível fazer muito pelo bem de quem é mais pobre, de quem é fraco e de quem sofre, para favorecer a justiça, para promover a reconciliação, para construir a paz». Esta quinta-feira o papa recebe o argentino Adolfo Pèrez Esquivel (n. 1931), arquiteto, escultor e ativista dos direitos humanos que em 1980 foi distinguido com o Prémio Nobel da Paz.

Poemas de Sophia de Mello Breyner por Luísa Cruz | VÍDEO |
«Do caos humano, confuso e hostil,/ Sobe milagroso o teu perfil/ O mais claro ensinamento.// O olhar procura/ O mais profundo fundo/ O mais longínquo além./ O nariz sente e respira/ Cada exalação da vida/ E a boca renuncia.» E ainda: “Ondas”, Reza da manhã de maio”, “Não te esqueças”, “Estátua de Buda”, “O dia”, “Os biombos Nambam”, “Cartas a Jorge de Sena”, “Tudo é nu e as estátuas ressuscitam”, “Poema de geometria e de silêncio”, “Cidade”, “Pudesse eu não ter laços nem limites”, “Paisagem”, “25 de abril”, “Inscrição”.

Dia Mundial da Árvore e da Poesia com Daniel Faria
«Ando um pouco acima do chão/ Nesse lugar onde costumam ser atingidos/ Os pássaros/ Um pouco acima dos pássaros/ No lugar onde costumam inclinar-se/ Para o voo// (…) Ando humildemente nos arredores do verbo/ Passageiro num degrau invisível sobre a terra/ Nesse lugar das árvores com fruto e das árvores/ No meio dos incêndios/ Estou um pouco no interior do que arde/ Apagando-me devagar e tendo sede/ Porque ando acima da força a saciar quem vive/ E esmago o coração para o que desce sobre mim»

O cheiro de Deus: recital de poesia de Adília Lopes | VÍDEO |
«Textos/ ensanguentados/ como feridas// Gralhas/ ensanguentadas// Textos/ gelados/ como árvores/ no Inverno// Textos/ como árvores/ cortadas/ aos bocados// Textos/ como lenha// Textos/ como linho// Textos/ brancos/ como a noite// Textos/ brancos/ como a neve// Textos/ sagrados// Textos/ bifurcados/ como ramos// Textos/ unos/ como troncos»

A primavera está por toda a parte. Até em nós?
A primavera está por toda a parte. Em nosso redor a natureza parece vencer a imobilidade do inverno e amontoa os traços insinuantes do seu reflorir. Há uma seiva que revitaliza a paisagem do mundo. Mesmo nos baldios, nos pátios e quintais abandonados, nos jardins mais desprovidos a primavera desponta com uma energia que arrebata. Penso muitas vezes nos versos do Cântico dos Cânticos, o mais primaveril poema da Bíblia.

Indícios do Divino na poesia portuguesa do século XX
Na literatura do século XX e do início deste século em Portugal, é possível identificar, mesmo se a multiplicidade impede que dela se fale em geral, uma intuição intelectual, uma sabedora pergunta pelo Transcendente, latente ou explícita. Traços de preocupação pelo religioso, o divino ou Deus, enquanto Presença outra – procurada, negada, acolhida, debatida, velada ou abertamente configurada – são visíveis em muita da poesia e da narrativa ficcional. Manifesta-se em poemas e narrativas que incorporam temas, citações, linguagens, ritmos, vindos desse quadro religioso, da Bíblia e da liturgia, visibilizando um gesto comum a muitas culturas e artes: a relação com elementos das religiões às quais até pela geografia estão mais directamente vinculadas. Isso mesmo quando parece ausente qualquer busca ou preocupação do foro religioso.

Capela do Rato acolhe sessão de poesia com escritoras portuguesas
Alice Vieira, Carminho, Leonor Xavier, Maria Barroso, Maria do Rosário Pedreira e Teolinda Gersão são algumas das escritoras portuguesas que integram uma sessão de poesia organizada pela Capela do Rato, em Lisboa. O programa da iniciativa marcada para as 21h30 de segunda-feira conta também com as participações de Carla Chambel, Clea Almeida, Filipa Leal, Maria Teresa Horta, Suzana Borges e Xinha Nery.

Conferência debate exemplos de arquitetura moderna | IMAGENS |
O Seminário dos Olivais e a igreja de Santo António de Moscavide são algumas das obras que vão ser analisadas na colóquio sobre Arquitetura Religiosa Moderna no concelho de Loures, que se realiza esta quinta-feira. Serão também analisadas pelos arquitetos Diogo Lino Pimentel e João Alves da Cunha as igrejas de Nossa Senhora dos Remédios, no antigo Bairro Sacor, na Bobadela, Nossa Senhora da Encarnação, na Apelação, Santo António dos Cavaleiros e Cristo-Rei, na Portela de Sacavém.

A poesia ainda é possível?
«A poesia é ainda possível»? Montale, no discurso em que recebeu o Prémio Nobel de 1975, interroga-se sobre o papel que pode ter «a mais discreta das artes», num tempo em que «o homem civilizado chegou ao ponto de ter horror de si próprio». Infelizmente, ninguém vê hoje o poeta como o via Platão – «uma coisa leve, alada e sagrada». Os poetas são agora uns estranhos párias, uma espécie de sonhadores que andam nas nuvens. Retenhamos estas palavras de Rainer Maria Rilke, nas suas «Cartas a um jovem Poeta»: «ser artista é amanhecer como as árvores, que não duvidam da própria seiva e que enfrentam tranquilas as tempestades da Primavera, sem recear que o Verão não chegue». Teremos de ser como elas, que não põem em causa a própria seiva e que resistem às tempestades da Primavera. Contra o desprezo pela poesia, oponhamos a nossa perseverante defesa. E ofereçamos os nossos livros, com um gesto fraterno.

O sorriso do papa Francisco | VÍDEO |
A personalidade de Jorge Mario Bergoglio na saudação aos cardeais a 15 de março, um dia depois de ser eleito papa.

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