É novo » 18.3.2013

O primeiro domingo do papa Francisco: «Deus nunca se cansa de perdoar; nós é que, por vezes, nos cansamos de pedir perdão» | VÍDEOS + IMAGENS |
O papa Francisco cumprimentou na manhã deste domingo cada uma das pessoas que participou na missa a que presidiu na paróquia de Santa Ana, dentro do Vaticano, tendo falado sobretudo com rapazes e raparigas e pedido a todos os fiéis que rezassem por ele. «A mensagem de Jesus é a da misericórdia», a que não é fácil «confiar-se» porque é «um abismo incompreensível», afirmou o papa na homilia, acrescentando que Deus «nunca se cansa de perdoar»: «Nós é que nos cansamos de lhe pedir perdão». Após cumprimentar os fiéis o papa dirigiu-se à janela do seu apartamento pontifício, de onde recitou o primeiro Angelus do seu pontificado. Francisco lembrou a visita, em 1992, da imagem de Nossa Senhora de Fátima a Buenos Aires, arquidiocese que dirigiu até à eleição no conclave.

Leitura: “A oração”, segundo Bento XVI
O homem “digital”, como o das cavernas, procura na experiência religiosa os caminhos para superar a sua finitude e para assegurar a sua precária aventura terrena. A oração não está ligada a um contexto particular, mas encontra -se inscrita no coração de cada pessoa e de cada civilização. Naturalmente, quando falamos da oração como experiência do homem enquanto tal, do homo orans, é necessário ter presente que ela é uma atitude interior, e não só uma série de práticas e fórmulas, um modo de ser diante de Deus, e não só o cumprir gestos de culto ou o pronunciar palavras. A oração tem o seu centro e afunda as suas raízes no mais profundo da pessoa; por isso não é facilmente decifrável e, pelo mesmo motivo, pode estar sujeita a mal-entendidos e a mistificações. Também neste sentido podemos entender a expressão: rezar é difícil.

Quaresma, segunda-feira da semana V: música contemporânea | VÍDEO + ÁUDIO |
O compositor João Madureira apresenta a peça “Proverb”, de Steve Reich (1936), criada em 1995 para três sopranos, dois tenores, dois vibrafones e dois órgãos elétricos.

Eleição do papa é «sinal» de que «a redenção já não vem com o fausto» mas com a «humildade», diz Henrique Monteiro | VÍDEO |
O anterior diretor do “Expresso”, o semanário português com maior tiragem, considera que com a eleição do papa Francisco a Igreja dá um «sinal» de que «a redenção já não vem com o fausto» mas com a «humildade». «O que me atrai é a procura. Saber quem sou, para onde vou, de onde venho», vincou Henrique Monteiro, que se afirmou «crente em Deus», ainda que, como referiu, esse testemunho cause perplexidade nos meios profissionais onde circula. «O papa é um referencial da nossa cultura», afirmou Henrique Monteiro, embora não se deva ver nem ser visto como «um Deus na terra». Ao colunista desagrada a ideia de um catolicismo «a surfar na espuma dos tempos»: «Eu quero que a Igreja seja conservadora», o que não significa que ela «não tenha de fazer mudanças». «Cada vez que é eleito um papa, estamos sempre à espera de alguém que torne a Igreja melhor. Acho que isso se tem conseguido das últimas vezes. Não vejo motivo para que não se consiga desta vez», concluiu.

Carta aberta ao novo Papa
Deus queira que o novo Papa seja um homem cheio de fé e conhecedor do nosso tempo. A missão da Igreja, com Vossa Santidade à cabeça, não é nada fácil para a aproximar aos homens e às mulheres de Deus, no meio da turbulência das culturas que propõem hoje paradigmas contrários aos do Evangelho. Confio nas qualidades humanas espirituais do meu querido Papa. Aposto que é exímio na humildade, perspicaz na inteligência e mestre na sabedoria; dotado de fortaleza física e espiritual, corajoso, bom comunicador e jovem de espírito para animar a Igreja e merecer crédito no Mundo com o prestígio da sua autoridade moral. Tenha a coragem, meu querido Papa, de abrir as janelas do seu palácio para que entre o ar que sacuda o pó e limpe todas as sujidades. Que essa limpeza seja modelar para arejar a Igreja onde quer que ela se constitua e se reúna em assembleia de povo crente, num ambiente saudável para que as maçãs não apodreçam.

“Ferrugem e osso”: entre ser para si e ser para os outros | VÍDEO + IMAGENS |
Mesmo sem escapar aos habituais excessos dramáticos e gráficos de Audiard, “Ferrugem e Osso” é uma das boas propostas de cinema desta semana, com a solidez suficiente para nos fazer pensar sobre a falsa liberdade que o individualismo promete, sobre a importância da dedicação aos que nos são confiados, sobre o que há de surpreendente para lá dos obstáculos e, sobretudo, nos riscos que vale a pena corrermos ao sairmos da nossa zona de aparente conforto para assumir a responsabilidade de nos aproximarmos do outro.

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