É novo » 1.4.2013

Ler a Páscoa à luz do desapego e da confiança
Se a morte de Jesus fazia parte do desígnio de Deus, ela não deixou, em momento algum, de ser um destino livremente aceite. Importa, por isso, repensar (ou, em qualquer dos casos, complementar) a tradição do sacrifício a partir da lógica do dom. Pois é o enfoque no dom que deve prevalecer. «Ninguém me rouba a vida, sou eu que a dou» – afirma Jesus. Sem isso, não perceberíamos a real dimensão do gesto que a cruz representa.

Mensagem pascal do papa Francisco: que as flores tomem o lugar do deserto e a guerra dê lugar à paz
«O que significa que Jesus ressuscitou? Significa que o amor de Deus é mais forte que o mal e que a própria morte; significa que o amor de Deus pode transformar a nossa vida, fazer florir aquelas regiões de deserto que estão no nosso coração.» «Quantos desertos, também hoje, o ser humano deve atravessar. Sobretudo o deserto que está dentro dele, quando falta o amor por Deus e pelo próximo, quando falta a consciência de ser guardião de tudo o que o Criador nos deu e nos dá. Mas a misericórdia de Deus pode fazer florir também a terra mais árida, pode tornar a dar a vida aos ossos ressequidos.» Leia alguns excertos da mensagem.

«Se és indiferente [a Deus], aceita arriscar: não ficarás desiludido»: papa lança convite à confiança dos não crentes
O papa Francisco dirigiu este sábado um apelo aos não crentes e às pessoas que se afastaram de Cristo por pensarem que não conseguem ser fiéis, para que se voltem a aproximar de Deus, na confiança de que ele as espera com um abraço. «Aceita (…) que Jesus Ressuscitado entre na tua vida, acolhe-O como amigo, com confiança: Ele é a vida! Se até agora estiveste longe d’Ele, basta que faças um pequeno passo e Ele te acolherá de braços abertos. Se és indiferente, aceita arriscar: não ficarás desiludido», afirmou Francisco na homilia da sua primeira Vigília Pascal como papa, no Vaticano. «Se te parece difícil segui-lo, não tenhas medo, entrega-te a Ele, podes estar seguro de que Ele está perto de ti, está contigo e dar-te-á a paz que procuras e a força para viver como Ele quer», declarou.

Ano Europeu dos Cidadãos: as pessoas são mais importantes do que o défice
Fraternidade, igualdade, justiça, liberdade e solidariedade são valores comuns e basilares para quem acredita que a Europa pode recompor-se, não só através de poupanças orçamentais, mas antes, e acima de tudo, com a capacidade de aceitar que é mais fácil sobreviver com a sabedoria do equilíbrio, num esforço comum de encontrar esse ponto, para o qual todas as nações europeias poderão trabalhar, afirmando-se perante o mundo, com firmeza e determinação. Muito mais importante que as dívidas e os défices são as pessoas. Não permitir que caiam em depressão, que destruam a esperança, que percam os seus empregos, que nasça uma espiral de pobreza que leva a uma espiral de violência que em breve não controlamos e que desencadeará uma “crise” muito real.

A primeira Vigília Pascal e o primeiro Domingo de Páscoa do papa Francisco em imagens | IMAGENS |

Lançamento da Obra Completa do Padre António Vieira

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É novo » 31.3.2013

Tradições da Semana Santa transmitidas por missionários portugueses continuam vivas no maior país muçulmano | IMAGENS |
É um momento de fé único no mundo cristão. Numa pequena ilha das cerca de 14 mil habitadas do maior país muçulmano do mundo, a Indonésia, a Semana Santa da Páscoa é festejada nas Flores como missionários portugueses terão idealizado há cerca de quatro séculos. Só nesta ilha existe uma maioria católica no país e tudo é feito passo a passo como numa viagem ao passado. Bem-vindo a uma impressionante manifestação de fé.

É novo » 30.3.2013

Preces de Sexta-feira Santa
Por este mundo que sofre/ à espera da libertação/ por esta terra angustiada/ em tempos que não são de paz/ pelas vítimas da guerra e da discriminação racial/ por aqueles que inesperadamente são vítimas/ das calamidades naturais ou da maldade humana/ por todos os que morrem nas estradas/ e os que, de uma maneira ou de outra,/ se acham em perigo.// Tu que queres a felicidade/ e não a desgraça daqueles que amas/ ordena a violência que em nós transborda/ converte o ódio dos nossos corações/ em tolerância e em respeito pela diferença/ nós to pedimos/ por Jesus Cristo, o único inocente/ e pelo Espírito, o advogado da nossa fraqueza.

Resposta de Deus diante do mal não é o silêncio mas a cruz da misericórdia, diz papa Francisco
«Por vezes parece que Deus não responde ao mal, que permanece em silêncio. Na realidade Deus falou, respondeu, e a sua resposta é a cruz de Cristo: uma palavra que é amor, misericórdia, perdão», sublinhou. «Deus julga-nos amando-nos. Se acolho o seu amor, sou salvo; se o recuso, sou condenado, não por Ele mas por mim mesmo, porque Deus não condena; Ele só ama e salva».

Acompanhar o recolhimento de Sábado Santo com a arte contemporânea: música | VÍDEO |
Karlheinz Stockhausen (1928-2007): Stimmung (1968).

A Cruz como sabedoria
Os próprios seguidores não tinham a certeza de que aquela existência viesse a interessar a alguém para lá do círculo das pessoas que sentiram dolorosamente a sua morte, e tacteavam agora os contornos da inédita insurreição de uma Presença, num misto de embaraço e de desabalada esperança. O que parecia insignificante para o mundo ganhava para eles, nesses dias, uma incalculável significação, que mal cabia ainda sequer nas suas palavras e conceitos. Na tímida aventura humana que então construíam, individualmente ou em comunidade, Jesus emergia de forma paradoxal e cada vez mais clara como impressivo motor de sentido.

Acompanhar o recolhimento de Sábado Santo com a arte contemporânea: escultura | IMAGENS |
No espaço esvaziado do altar, a artista colocou uma cruz de ferro negro, simples e directa. Um barra vertical minimal, onde pousa um braço horizontal que apresenta nas extremidades duas mãos: uma fechada, outra aberta. O sofrimento carnal, de um lado; a abertura e a dádiva, do outro. A tensão iniludível entre a dor e a entrega, o sofrimento e o amor, o sacrifício e o dom. A Luta é, dizia Miguel de Unamuno, a essência do cristianismo. Entre corpo e espírito, fragilidade e força, peso e leveza, oração e acção… Experiência permanente de tensão.

Primeira via sacra em Roma presidida pelo papa Francisco: excertos
No mundo de hoje, existem muitos «Pilatos» que, nas suas mãos, detêm as rédeas do poder e usam-nas ao serviço dos mais fortes. Muitos são aqueles que, fracos e covardes face a estas correntes de poder, empenham a sua autoridade ao serviço da injustiça e espezinham a dignidade do homem e o seu direito à vida. Também hoje o mundo se curva a realidades que procuram expulsar Deus da vida do homem, como o laicismo cego que sufoca os valores da fé e da moral em nome duma suposta defesa do homem, ou o fundamentalismo violento que toma como pretexto a defesa dos valores religiosos.

Acompanhar o recolhimento de Sábado Santo com a arte contemporânea: cinema | VÍDEO |
Xavier Beauvois (1967): Dos homens e dos deuses (2010).

Programação religiosa e inspirada no cristianismo na RTP, SIC, TVI e Renascença até à Páscoa
Celebrações católicas, reportagens e filmes inspirados no cristianismo marcam a programação das televisões RTP, SIC e TVI entre Sexta-feira Santa e domingo de Páscoa, o mesmo acontecendo com a Renascença, emissora católica portuguesa. São mais de 20 transmissões, a que se junta a oferta dos canais por subscrição paga.

Lançamento da Obra Completa do Padre António Vieira

É novo » 29.3.2013

Papa lavou e beijou os pés a 12 jovens detidos, incluindo duas raparigas | IMAGENS |
O papa presidiu na tarde de Quinta-feira à missa que evoca de maneira particular a instituição da Eucaristia num centro de detenção de menores em Roma. «Lavar os pés significa dizer: eu estou ao teu serviço. E também para nós o que significa isto? Que nos devemos ajudar», afirmou Francisco. «Como padre e como bispo devo estar ao vosso serviço. Mas é um dever que me vem do coração», acrescentou. Após a homilia o papa lavou e beijou os pés a doze jovens detidos, entre os quais duas raparigas: uma italiana e outra proveniente da Europa de Leste. Também aqui o papa fugiu a outra regra: o Cerimonial dos Bispos prevê que sejam escolhidos homens para o lava-pés.

Quaresma, Sexta-feira Santa: meditação bíblica | VÍDEO |
A Semana Santa coloca-nos perante a cruz de Jesus, que provoca necessariamente uma reflexão sobre a nossa cruz e a cruz do mundo. Mas antes de ter sido entendida como lugar de salvação e redenção, ela foi experimentada como sinal de fracasso. A meditação bíblica que propomos baseia-se na disponibilidade de Pedro para seguir Jesus até à morte, intenção que esqueceria horas depois ao negar que o conhecia.

Papa Francisco: padres que não saem de si mesmos vivem «tristes» em vez de serem «pastores com o cheiro das ovelhas»
O padre que não sai de si mesmo passa ao lado da vocação e da alegria na sua vida, ao mesmo tempo que se distancia dos fiéis, tornando-se «um gestor», afirmou o papa Francisco esta Quinta-feira Santa, no Vaticano. «Não colocando em jogo a pele e o próprio coração, não recebem aquele agradecimento carinhoso que nasce do coração; e daqui deriva precisamente a insatisfação de alguns, que acabam por viver tristes, padres tristes, e transformados numa espécie de colecionadores de antiguidades ou então de novidades, em vez de serem pastores com o “cheiro das ovelhas”», sublinhou. Apresentamos alguns excertos da homilia na Missa Crismal.

Papa «já demonstrou enorme capacidade de mudança, de coragem e de liberdade»
O padre António Vaz Pinto, considera que o papa, jesuíta como ele, «já demonstrou enorme capacidade de mudança, de coragem e de liberdade interior». «Ele tem tido uma entrada formidável, tem conseguido uma adesão extraordinária. Mas não se lhe pode pedir tudo. É preciso baixar as expectativas senão teremos uma enorme desilusão», alerta na entrevista publicada no semanário “Expresso”. «Claro que vai ter resistências. Mas ele é muito íntegro, não fará disparates. E isso dá-lhe grande autoridade e força», acrescenta a propósito da eventual reação de alguns setores do catolicismo.

Lançamento da Obra Completa do Padre António Vieira

É novo » 28.3.2013 (2.ª edição)

Quinta-feira da Semana Santa: meditação bíblica | VÍDEO |
Depois de sair para o monte das Oliveiras com os discípulos, Jesus afasta-se para rezar. Aproxima-se a hora da cruz, e ele pressente-a: «Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua.» Depois da angústia regressa para junto dos apóstolos, que encontra a dormir. Então, avisa-os: «Levantar-vos e orai, para que não entreis em tentação». De que tentação se fala aqui? Não é certamente, o impulso para o mal, mas sim algo de muito subtil e dramaticamente mais perigoso: fugir das próprias responsabilidades; o medo de decidir-se; o medo de afrontar a realidade que nos exige uma decisão pessoal; a tentação de fugir dos problemas da vida, de fechar os olhos, esconder-se e de não sentir para não ser levado a agir.

É novo » 28.3.2013

Cardeal Jorge Bergoglio, hoje papa Francisco, ao clero de Buenos Aires na missa de Quinta-feira Santa
«Sabemos que a unidade se cuida cuidando das mediações. E a Esperança é mediadora por excelência quando está atenta aos pequenos detalhes nos quais se dá esse misterioso intercâmbio de fragilidade por misericórdia. Quando há bons mediadores, desses que cuidam dos detalhes, não se rompe a unidade. Jesus cuidava dos detalhes. O “pequeno detalhe” que faltava uma ovelha. O “pequeno detalhe” da viúva que ofereceu as suas duas moedas.» Excertos da homilia proferida há 10 anos pelo cardeal Jorge Mario Bergoglio, então arcebispo de Buenos Aires, aos padres reunidos na manhã de Quinta-feira Santa para a Missa Crismal, quando o clero se reúne na catedral junto do seu bispo como sinal de unidade e de compromisso com a opção sacerdotal.

Que sentido tem a Páscoa?
A Eucaristia, por vezes repetida como mero culto ou rotineiro signo de pertença sociológica, é, na verdade, o lugar vital da decisão sobre o que fazer da vida. Todas as vidas são pão, mas nem todas são Eucaristia, isto é, oferta radical de si, entrega, doação, serviço. Todas as vidas chegam ao fim, mas nem todas vão até ao fim no parto dessa utopia (humana e divina) que trazem inscrita.

Responsórios de Quinta-feira Santa: música de Fernando Almeida pela Capella Patriarchal | ÁUDIO + VÍDEO |
O presente CD reúne um conjunto de peças de Fernando de Almeida (ca. 1600-1660), compositor até há pouco tempo quase desconhecido cuja sólida escrita contrapontística e apreciável expressividade retórica lhe garante lugar de relevo na história da música portuguesa. Natural de Lisboa, Almeida foi aluno do grande polifonista Duarte Lobo. Era frade professo da Ordem de Cristo e foi mestre de capela no Convento de Tomar. Conta-se que D. João V ficou tão impressionado com a sua música que solicitou cópias para a sua Capela Real. Propomos para audição cinco faixas deste trabalho da Capella Patriarchal.

Como oliveira verdejante na casa de Deus: o azeite e as bênçãos dos óleos na Missa Crismal de Quinta-feira Santa | IMAGENS |
A cada Quinta-feira Santa, na Missa Crismal, os padres congregam-se em torno do seu bispo, manifestando a unidade da Igreja. É também nesta celebração que são benzidos os óleos utilizados, ao longo do ano, nos sacramentos do Baptismo, Crisma e Unção dos Doentes. Este texto recorda a relação do azeite com as religiões e explica como o Judaísmo e o Cristianismo se apropriaram em termos corporais e espirituais das propriedades do fruto da oliveira.

Música e vídeo unem tradições penitenciais católicas à criação artística contemporânea
A tradição popular quaresmal da Beira Alta inclui vários ritos de carácter penitencial, como a Procissão dos Penitentes, a Procissão do Enterro, o Canto da Verónica e a Encomendação das Almas. O título do concerto, “O vos omnes qui transites per viam” (Ò vós todos que passais pelo caminho), foi extraído do livro bíblico das Lamentações, redigido provavelmente por um discípulo do profeta Jeremias, que chora sobre a devastação de Jerusalém, entre 587 e 586 a.C.

“Terra Prometida”: imagem pascal evoca caminho para um planeta mais justo e ecológico | VÍDEO + IMAGENS |
Trazendo a lume uma velha, pertinente e nada consensual questão sobre a racionalidade do uso dos recursos naturais, Gus Van Sant propõe em ‘Terra Prometida’ uma reflexão sobre os custos e benefícios da exploração do gás natural que, embora focalizada numa região dos Estados Unidos, abrange uma discussão a nível planetário. Com uma realização escorreita e um naipe de excelentes atores, os argumentos de Van Sant pendem de forma muito evidente para a perspetiva ambientalista, o que apesar da agilidade com que o seu mais recente filme se desenvolve, não chegará para minimizar o alcance mundial da questão, num mundo, que apesar das convenções, acordos e regras que se vão estabelecendo entre países, continua a ser explorado de forma bastante desigual…

Lançamento da Obra Completa do Padre António Vieira

É novo » 27.3.2013

“A nossa Páscoa”: bispo de Lamego propõe meditações para acompanhar a Quaresma, Semana Santa e Tempo Pascal
«Só secundariamente a Quaresma “prepara” para a Ressurreição do Senhor. Na verdade, todos os “tempos” e todos os domingos do ano litúrgico – portanto, também a Quaresma e os seus domingos – estão depois da Ressurreição e por causa da Ressurreição. E é só sob a intensa luz do Senhor Ressuscitado com o Espírito Santo (Batismo consumado: Lc 12,49-50) que a Igreja – e cada um de nós – pode celebrar autenticamente a sua fé, proceder à correta “leitura” das Escrituras e encetar a “caminhada” quaresmal.» O biblista D. António Couto, bispo de Lamego e presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, assina um dos mais recentes lançamentos da Paulus Editora, de que oferecemos a introdução e um excerto.

Lançamento dos três primeiros volumes da Obra Completa do Padre António Vieira
O bispo do Porto e historiador D. Manuel Clemente é uma das personalidades que vai apresentar a 4 de abril, em Lisboa, os três primeiros volumes, de um conjunto de 30, da Obra Completa do Padre António Vieira (1608-1697). «A obra revelará a militância do missionário, a eloquência do pregador, o empenho e a argúcia política do conselheiro e diplomata ao serviço do Rei de Portugal D. João IV, o crítico vigoroso da discriminação social contra judeus e escravos, a defesa de uma sociedade cristã mais coerente que não segregasse cristãos-novos de cristãos-velhos, o denunciador da corrupção, o professor e o poeta inspirado, o anunciador de futuros de esperança em tempo de crise dolorosa com que o nosso país então se debatia.»

Quaresma, quarta-feira da Semana Santa: sabedoria e sabor dos Padres do Deserto
«Alguém perguntou ao Pai António: ‘que devo fazer para agradar a Deus?’ E o ancião respondeu: ‘Faz o que te digo: para onde quer que vás, tem sempre Deus diante de teus olhos; em tudo o que fizeres ou disseres, tem ptesente as Escrituras; mores onde morares, não fujas».