É novo » 27.2.2013

Quaresma, quarta-feira da semana II: Bíblia | VÍDEO |
A oração do Pai-nosso: os discípulos veem Jesus a rezar e pedem-lhe que os ensine. O que está fundamentalmente em causa não é uma aula mas uma relação que Cristo estabelece com Deus e que os seus seguidores também desejam ter. A oração do Pai-nosso sintetiza toda a existência humana a partir de uma relação de filhos. Não se trata de um Deus Pai distante ou abstrato, mas que convoca para a confiança, pertença, afeto e intimidade. No entanto o relacionamento com Deus nem sempre é fácil. Jesus, que por vezes parece não responder, apela a que a oração seja feita com insistência, como meio de atenuar a tendência humana para a autosuficiência. Persistir na oração mantém a relação e transforma a vida.

Leitura: “Só o Pobre se faz Pão: entrecruzar jejum, interioridade e compaixão”
O nosso itinerário existencial nada tem de linear. Bem que gostamos de nos imaginar numa linha contínua e ascendente, mas a própria vida encarrega-se de nos mostrar, até à saciedade, que não é assim. Poderíamos saber o que é a luz sem experimentar a escuridão? E o dia não é seguido pela noite e a noite pelo dia? Como também sabemos que não existe prazer sem dor, e que a capacidade para sentir prazer é proporcional à capacidade para sentir dor. Não será um erro de perspetiva fixar-nos na luz, no dia, no prazer? E a escuridão, a noite, a dor, não são igualmente mestres na vida? São Paulo, numa referência autobiográfica, não diz que, onde abundou o pecado, superabundou a graça? Será possível traçar uma fronteira rigorosamente delimitada entre bem e mal?

Ler Bento XVI e João Paulo II à luz das suas biografias | IMAGENS |
João Paulo II não ficou refém dos constrangimentos doutrinais que afetam o diálogo dos católicos com as outras religiões. Avançou na direção de uma aliança pública com as religiões, sinalizando o horizonte religioso das culturas. Para isso encorajou os gestos de reconciliação entre as grandes religiões – as imagens da “oração de Assis” permanecerão como um ícone do século XX. Bento XVI continuou boa parte destes gestos, na cena pública. No entanto, a sua biografia é diferente. O seu perfil intelectual não era tão favorável a estratégias de massificação. O discurso tomou o lugar da preponderância do gesto. Num tempo em que muitas das sensibilidades religiosas florescentes escolhem a via do acontecimento extraordinário ou da exacerbação emocional como formas privilegiadas de aceleração da possibilidade de adesão religiosa, Bento XVI emergiu, na cena pública, na figura do intelectual – essa condição permitiu o encontro com outros interlocutores.

As obras de misericórdia na Bíblia | IMAGENS |
«Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso» (Lucas 6,36). Mais do que uma ordem, estas palavras de Jesus são a revelação de uma possibilidade: elas atestam a possibilidade de o homem participar da misericórdia de Deus, ou seja, de dar vida, de mostrar ternura e amor, de perdoar, de co-sofrer com quem sofre, de sentir a unicidade do outro e de lhe estar próximo, de suportar o outro e de ter paciência com a sua lentidão e as suas incapacidades. Na Bíblia, a misericórdia não é apenas uma emoção, um frémito interno frente ao sofrimento alheio: ela nasce como ressonância aguda do sofrimento do outro dentro de mim mas, depois, torna-se ética, práxis [prática] e virtude. Este amor só pode ser concreto e visível, efetivo e não simplesmente afetivo, operante e prático, e não só íntimo e inexpressivo.

Assista a “Dance, Bailarina Dance”, da Companhia Nacional de Bailado, e ajude os Leigos para o Desenvolvimento
Os Leigos para o Desenvolvimento promovem uma campanha de donativos em troca de convites para o ensaio geral de “Dance, Bailarina Dance”, da Companhia Nacional de Bailado. Todas as pessoas que queiram assistir à criação de Clara Andermatt e João Lucas.poderão fazê-lo através de um donativo de 15 euros à organização católica. Os anos quarenta e cinquenta do século passado são justamente considerados os anos de ouro do cinema musical americano. As rotinas de dança e os temas musicais que se constituíam como parte substancial da narrativa dos filmes são os pontos de partida do espetáculo.

Museu de Arte Sacra e Etnologia apresenta exposição de fotografias e propõe curso sobre “diálogos pós-coloniais”
O Museu de Arte Sacra e Etnologia apresenta a exposição “Damas de Carvão”, com 23 fotografias obtidas pela jornalista Ana Paula Ribeiro na Costa do Marfim. A repórter da revista “Fátima Missionária” visitou as carvoarias de San Pedro, «onde dezenas de mulheres trabalham, todos os dias, na produção de carvão vegetal». «Com os desperdícios de uma serração, fazem montes de pedaços de madeira e serradura, calcam com as mãos e deixam arder durante uma semana. Separam depois o carvão da cinza, que embalam em sacos de plástico para vender». A instituição dos Missionários da Consolata que em 2011 e 2012 recebeu menções honrosas da Associação Portuguesa de Museologia, propõe a 6 de abril o curso livre “O desafio do outro: diálogos pós-coloniais”.

Anúncios