É novo » 22.2.2013

Quaresma, sexta-feira da semana I: arte contemporânea | IMAGENS |
Uma experiência de peregrinação em que, no processo de caminhar, na solidão e no silêncio, se dá o confronto com os seus problemas, com as suas memórias e projetos, com a natureza e o próprio corpo, com as múltiplas dificuldades do percurso e o esforço de superação… Para poder caminhar tem que se transportar apenas o essencial, aprender a paciência e a perseverança – e a ascese aí envolvida, a aprendizagem pessoal dos seus limites e capacidades, conduzem a um conhecimento de si e a um reconhecimento mais lúcido da relação com os outros e com o mundo.

«Quando uma sociedade pensa que pode dispensar a cultura chegou a um poço fundo»
«Para que servem os poetas em tempos de indigência?» – eis a pergunta lançada por José Tolentino Mendonça que prendeu a plateia do pequeno auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, durante a conferência “Perspetivas para a cultura no Quadro Estratégico Europeu 2014-2020”, no passado dia 13 de fevereiro. «Para que servem os agentes culturais em tempos de crise?», foi outra das perguntas que lançou. Respondendo imediatamente à sua própria “provocação”: «Quando uma sociedade pensa que pode dispensar a cultura chegou a um poço fundo».

Igrejas modernas em debate | ÁUDIO |
No ano em que se comemoram os 75 anos da igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, recordaram-se os avanços e recuos vividos desde então, passando pelo revivalismo dos templos associados ao Estado Novo e pelo aparecimento do MRAR – Movimento de Renovação da Arte Religiosa que no começo dos anos 1950, e pela mão de Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas, João de Almeida, António de Freitas Leal, Diogo Lino Pimentel, Luís Cunha, Manuel Cargaleiro, José Escada, Maria José de Mendonça, Madalena Cabral e muitos outros, rompeu com o anacronismo existente entre a arte e a expressão artística religiosa e levou a arquitetura ao campo da intervenção social, opções que o Concilio Vaticano II viria a confirmar.

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