É novo » 13.2.2013

Próximo papa deve continuar «trabalho notável» de Bento XVI no diálogo da Igreja com a cultura, diz bispo de Bragança
O bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, considera que o próximo papa deve prosseguir o diálogo com a cultura promovido por Bento XVI, que deixou «um legado assinalável de pensamento para o mundo contemporâneo».«Do próximo Papa espera-se que dê continuidade ao trabalho notável de Bento XVI nesta área tão sensível e importante para a vida da Igreja e investir num diálogo cada vez mais franco, próximo e até mais íntimo com os homens e as mulheres do pensamento e das artes», sublinha em depoimento enviado ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. O mais novo bispo em idade do episcopado português salienta que «Bento XVI mostrou brilhantemente que é mais importante a relação pessoal com as pessoas da cultura que a formalidade do magistério para o encontro com Deus».

«Qual a presença da Igreja no cinema? E na televisão? E nas fontes da cultura juvenil?», pergunta bispo auxiliar de Braga
D. Manuel Linda, um dos bispos auxiliares de Braga, considera que as instituições católicas estão «demasiadamente presas» a «jornais, prospetos, livros» e «revistas», quando é necessário «apostar em novas linguagens». «Qual a presença da Igreja no cinema? E na televisão? E nas fontes da cultura juvenil, como nos videojogos e nos vídeos musicais?», questiona em depoimento enviado ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura a propósito da relação de Bento XVI com o universo da arte e do pensamento. «Embora, muitas vezes, não possa afinar pelo diapasão que dá o tom geral, a Igreja não está no mundo para ser uma qualquer contracultura. Mas tem de conhecer bem a cultura dominante para lhe valorizar as suas potencialidades e pôr a nu as sua fraquezas», sublinha.

Quaresma, Quarta-feira de Cinzas: Bíblia | VÍDEO |
«Jacob saiu de Bercheba e tomou o caminho de Haran. Chegou a determinado sítio e resolveu ali passar a noite, porque o sol já se tinha posto. Serviu-se de uma das pedras do lugar como travesseiro e deitou-se. Teve um sonho: viu uma escada apoiada na terra, cuja extremidade tocava o céu; e, ao longo desta escada, subiam e desciam mensageiros de Deus.» No primeiro dia da Quaresma a Irmã Luísa Almendra, professora da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, comenta a narrativa do sonho de Jacob, no livro do Génesis (28, 10-21). Para além do visível está o invisível, que não é menos real. Durante a Quaresma caminhamos na direção de um Deus que vai dar a vida. Mas a visibilidade que vamos encontrar é a de Jesus crucificado. Contudo a realidade não se esgota na cruz.

Acompanhamento de namorados: aprender a rezar a dois «é uma escola para a vida» | VÍDEO |
Na terceira parte da entrevista ao padre Miguel Almeida falamos das etapas do processo de acompanhamento dos namorados. Flexibilidade é a palavra chave: a caminhada tem de adaptar-se a fatores como a idade do casal, a duração do namoro, a maturidade… O pano de fundo é sempre ajudar a que cada um se dê a conhecer e conheça mais do outro. Falar de conceitos como “fidelidade”, por exemplo: o que significa e implica para ti e para mim? Depois há «o passo de gigante»: aprender a envolver o namoro na espiritualidade. Dirigir-me a Deus para rezar a pessoa do outro; questionar se estou a deixar espaço para a liberdade e a ceder ao meu egoísmo. A seguir, rezar com o outro; muitos casais partilham quase tudo menos a oração. Por isso aprender desde cedo a rezar a dois «é uma escola para a vida».

Bento XVI e a Quarta-feira de Cinzas, princípio da Quaresma
«[Um] gesto próprio e exclusivo do primeiro dia da Quaresma, é a imposição das Cinzas. Qual é o seu significado mais profundo? Certamente não se trata de mero ritualismo, mas de algo bastante profundo, que toca o nosso coração.Ele faz-nos compreender a atualidade da admoestação do profeta Joel, que ressoou na primeira Leitura, advertência que conserva também para nós a sua validade saudável: aos gestos exteriores deve corresponder sempre a sinceridade da alma e a coerência das obras. De facto, para que serve, pergunta o autor inspirado, rasgar as vestes, se o coração permanece distante do Senhor, isto é, do bem e da justiça? Eis aquilo que conta deveras: voltar para Deus, com o coração sinceramente arrependido, para obter a sua misericórdia.»

“Passo-a-rezar” celebra três anos com nova imagem, vídeo, livro e voz | VÍDEO |
A página http://www.passo-a-rezar.net celebra este domingo, 17 de fevereiro, o terceiro aniversário, que vai ser assinalado com uma semana especial com início na Quarta-feira de Cinzas, primeiro dia da Quaresma. O projeto tem nova imagem de entrada no site, novo spot promocional e novo livro, a lançar em breve, com as introduções à oração do “passo-a-rezar”, da autoria de Elias Couto, membro da coordenação. O impacto da iniciativa mede-se pelos cerca de 10 mil downloads diários das orações, pelos mais de 15 mil seguidores na página do Facebook e pelos mais de dois mil subscritores da “newsletter” semanal.

Luís Miguel Cintra dá voz ao Sermão de Quarta-feira de Cinzas do P. António Vieira | VÍDEO |
Esta é a melhor devoção e mais útil penitência, e mais agradável a Deus, que podeis fazer nesta quaresma. Tomar uma hora cada dia, em que só por só com Deus e connosco cuidemos na nossa morte e na nossa vida. E porque espero da vossa piedade e do vosso juízo que aceitareis este bom conselho, quero acabar deixando-vos quatro pontos de consideração para os quatro quartos desta hora. Primeiro: quanto tenho vivido? Segundo: como vivi? Terceiro: quanto posso viver? Quarto: como é bem que viva? Torno a dizer para que vos fique na memória: Quanto tenho vivido? Como vivi? Quanto posso viver? Como é bem que viva?

Bento XVI: figura «ímpar» do pensamento que destruiu todos os preconceitos
Henrique Monteiro, antigo diretor do “Expresso” e colunista daquele semanário, escreve hoje que Bento XVI «deu cabo de todos os preconceitos daqueles que, à data da sua eleição, queriam vê-lo como um mero “pastor alemão”».«Eu não sou católico, mas aprendi a respeitar a coerência e a elevação onde quer que elas estejam, bem como a tolerância e a convivência como valores indispensáveis à compreensão mútua. E por ter lido e ouvido de viva voz o Papa, considero-o uma figura impar na nossa intelectualidade», observa no site do semanário. «Bento XVI surge-nos infinitamente melhor do que aquilo que dele dizem», aponta Henrique Monteiro, salientando que «a luta central» do papa «é contra a desregulação do ethos, da ética – a mesma desregulação que elevou a ganância e a especulação a deuses de pés de barro que se estatelaram no primeiro abanão».

Presidente da República expressa «admiração» por Bento XVI e ministro dos Negócios Estrangeiros destaca «humildade»
«Admiração» e «humildade» foram alguns dos termos que o presidente da República e o ministro dos Negócios Estrangeiros expressaram para se referir à resignação de Bento XVI. Depois de manifestar «sentida emoção» pela decisão do papa, Cavaco Silva destaca «a admiração profunda do Povo Português» pela «personalidade ímpar» e «sabedoria inspiradora» de Bento XVI, bem como «por um magistério que constitui exemplo de fé e de esperança, na defesa dos valores universais da tolerância e da paz».

Anúncios