È novo » 1.3.2013

Quaresma, sexta-feira da semana II: arte contemporânea | IMAGENS |
Em cima do monumental plinto, na enorme praça, vemos a fragilidade desconcertante de um pequeno corpo manietado. A desproporção é esmagadora. O plinto ostenta agora uma simples figura humana de tamanho natural. Tão pequeno, comum e sem glória! – uma nada, comparado com os reis e generais que nos outros plintos e na coluna no centro da praça se apresentam em poses heroicas e arrogantes. Nem super-homem, nem herói: um corpo que se oferece desarmado, vulnerável, mas sereno. Em silenciosa dignidade. Enfrenta-nos de olhos fechados. Inteiro, mas impotente. Preso. Figura da vítima inocente que a história continuamente repete. E sobre a sua cabeça, uma coroa. Dourada, como a coroa real deveria ser. Mas esta é de espinhos.

Vaticano seleciona 60 fotografias e 60 frases que marcam o pontificado de Bento XVI | IMAGENS |
«Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza.» A página da Santa Sé selecionou 60 fotografias e 59 frases de Bento XVI sobre espiritualidade, evangelização e temas da vida humana para ilustrar e homenagear o pontificado que começou a 19 de abril de 2005 e terminou às 19h00 de 28 de fevereiro. Veja, leia e partilhe no Facebook da Pastoral da Cultura a sua imagem e/ou frase favorita.

«Caminhemos juntos com o Senhor para o bem da Igreja e do mundo»: o último pedido do papa Bento XVI | IMAGENS |
«Queridos amigos, estou feliz por estar aqui convosco, rodeado pela beleza da Criação e a vossa simpatia que me faz tão bem. Obrigado pela vossa amizade e o vosso afeto. Sabeis que este é um dia diferente dos anteriores… Não serei mais o Supremo Pontífice da Igreja Católica a partir das 20h00 [19h00 em Lisboa]. Serei simplesmente um peregrino que inicia a última etapa da sua peregrinação nesta Terra.» As últimas palavras do papa Bento XVI aos fiéis reunidos em Castel Gandolfo.

O adeus de Bento XVI: «Ele disse que vai subir ao monte e nós estamos a subir o monte com ele»
As mãos dos fiéis, muitas antes quietas e pousadas sobre o peito, puderam então aplaudir sem interrupções. Até a voz do Papa se voltar a ouvir, no Pai Nosso em latim, e a praça a rezar com ele, baixinho. Bento XVI sorriu e a praça aplaudiu de novo. Dois minutos durou o sorriso, um pouco mais os aplausos, os cardeais de pé, o resto da praça a gritar “Obrigado!” e “Viva o Papa!”. “Foi um momento muito difícil para ele, cheio de amor e de dor”, diz Pascal. “O que posso fazer faço, o que não posso não faço.” Foi esta, para o frade de 36 anos, a lição de Ratzinger. Pascal vê-o “como um profeta vivo”, mas despede-se com “tranquilidade” e cheio de “encorajamento”. Agora, resta esperar pelo sucessor: “A Igreja é de Cristo, não é de Bento”.

É novo » 28.2.2013

A última audiência de Bento XVI: espiritualidade e missão | IMAGENS + VÍDEO |
«Oito anos depois posso dizer que o Senhor me guiou, foi-me próximo, pude sentir a sua presença todos os dias. Foi uma parte do caminho da Igreja, que teve momentos de alegria e luz, mas também momentos difíceis; senti-me como São Pedro com os Apóstolos na barca sobre o Mar da Galileia: o Senhor deu-nos muitos dias de sol e brisa leve, dias em que a pesca foi abundante; houve também momentos em que as águas eram agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas eu sempre soube que o Senhor está naquele barca, e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas dEle. E o Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, certamente através dos homens que escolheu, porque assim o quis. Esta foi e é uma certeza, que nada pode obscurecer. E é por isso que hoje o meu coração está cheio de gratidão a Deus porque nunca fez faltar a toda a Igreja, e também a mim, a sua consolação, a sua luz, o seu amor.» O texto da última audiência de Bento XVI.

Quaresma, quinta-feira da semana II: espiritualidade
Muitas pessoas estão, hoje, descobrindo que devem encarar o facto de que existe uma diferença relevante entre pensar acerca das verdades da fé cristã e experimentá-las, entre acreditar nelas por ouvir dizer e acreditar nelas a partir da nossa própria verificação pessoal. Experienciar e verificar estas verdades não é justamente a tarefa de especialistas na oração. As Cartas inspiradoras e jubilosas de S. Paulo não foram escritas a membros de uma ordem religiosa enclausurada, mas aos talhantes e padeiros comuns de Roma, Éfeso e Corinto.

É novo » Ruy Belo, 80 anos (27.2.2013)

Ruy Belo, «extraordinário dissidente lírico»
«Se bem me lembro, não terei seguido com grande consequência o tópico da saudade de Deus. Mas li duas ou três vezes a inteira poesia de Ruy Belo e ela passou a andar comigo. (…) Ruy Belo quem é? É um extraordinário dissidente lírico. E Portugal é a Praça Ruy Belo.»

Em redor de um livro: «A solidão dos filhos de Deus»
Talvez fosse agora tempo de começar a olhar esta poética naquilo que ela também é: aventura espiritual intensa como poucas, colóquio interior, despojado mesmo quando a voz tinha a energia sagrada das falas ininterruptas, ponte estendida no território de chamas que é essa quase circularidade entre presença e silêncio, entre dúvida e crença, dialéctica que aproxima a aridez trágica da passagem do tempo desse «no sé qué», de que João da Cruz falava e que nos romances de Bernanos e Graham Green, que Ruy Belo leu, recebia o nome de Graça.

Aquele grande rio eufrates
Somos verdadeiramente pessoas seguras de si
Longe de nós — que fará ele aqui? — o pensamento
de um dia deixarmos atrás de nós um corpo
lembranças nossas em alguém vazios os lugares onde estivemos
Quem nos dirá a nós que lá no mar as ondas
não venham ainda a precisar de serem vistas
para continuar a nascer e a rebentar?

É novo » 27.2.2013

Quaresma, quarta-feira da semana II: Bíblia | VÍDEO |
A oração do Pai-nosso: os discípulos veem Jesus a rezar e pedem-lhe que os ensine. O que está fundamentalmente em causa não é uma aula mas uma relação que Cristo estabelece com Deus e que os seus seguidores também desejam ter. A oração do Pai-nosso sintetiza toda a existência humana a partir de uma relação de filhos. Não se trata de um Deus Pai distante ou abstrato, mas que convoca para a confiança, pertença, afeto e intimidade. No entanto o relacionamento com Deus nem sempre é fácil. Jesus, que por vezes parece não responder, apela a que a oração seja feita com insistência, como meio de atenuar a tendência humana para a autosuficiência. Persistir na oração mantém a relação e transforma a vida.

Leitura: “Só o Pobre se faz Pão: entrecruzar jejum, interioridade e compaixão”
O nosso itinerário existencial nada tem de linear. Bem que gostamos de nos imaginar numa linha contínua e ascendente, mas a própria vida encarrega-se de nos mostrar, até à saciedade, que não é assim. Poderíamos saber o que é a luz sem experimentar a escuridão? E o dia não é seguido pela noite e a noite pelo dia? Como também sabemos que não existe prazer sem dor, e que a capacidade para sentir prazer é proporcional à capacidade para sentir dor. Não será um erro de perspetiva fixar-nos na luz, no dia, no prazer? E a escuridão, a noite, a dor, não são igualmente mestres na vida? São Paulo, numa referência autobiográfica, não diz que, onde abundou o pecado, superabundou a graça? Será possível traçar uma fronteira rigorosamente delimitada entre bem e mal?

Ler Bento XVI e João Paulo II à luz das suas biografias | IMAGENS |
João Paulo II não ficou refém dos constrangimentos doutrinais que afetam o diálogo dos católicos com as outras religiões. Avançou na direção de uma aliança pública com as religiões, sinalizando o horizonte religioso das culturas. Para isso encorajou os gestos de reconciliação entre as grandes religiões – as imagens da “oração de Assis” permanecerão como um ícone do século XX. Bento XVI continuou boa parte destes gestos, na cena pública. No entanto, a sua biografia é diferente. O seu perfil intelectual não era tão favorável a estratégias de massificação. O discurso tomou o lugar da preponderância do gesto. Num tempo em que muitas das sensibilidades religiosas florescentes escolhem a via do acontecimento extraordinário ou da exacerbação emocional como formas privilegiadas de aceleração da possibilidade de adesão religiosa, Bento XVI emergiu, na cena pública, na figura do intelectual – essa condição permitiu o encontro com outros interlocutores.

As obras de misericórdia na Bíblia | IMAGENS |
«Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso» (Lucas 6,36). Mais do que uma ordem, estas palavras de Jesus são a revelação de uma possibilidade: elas atestam a possibilidade de o homem participar da misericórdia de Deus, ou seja, de dar vida, de mostrar ternura e amor, de perdoar, de co-sofrer com quem sofre, de sentir a unicidade do outro e de lhe estar próximo, de suportar o outro e de ter paciência com a sua lentidão e as suas incapacidades. Na Bíblia, a misericórdia não é apenas uma emoção, um frémito interno frente ao sofrimento alheio: ela nasce como ressonância aguda do sofrimento do outro dentro de mim mas, depois, torna-se ética, práxis [prática] e virtude. Este amor só pode ser concreto e visível, efetivo e não simplesmente afetivo, operante e prático, e não só íntimo e inexpressivo.

Assista a “Dance, Bailarina Dance”, da Companhia Nacional de Bailado, e ajude os Leigos para o Desenvolvimento
Os Leigos para o Desenvolvimento promovem uma campanha de donativos em troca de convites para o ensaio geral de “Dance, Bailarina Dance”, da Companhia Nacional de Bailado. Todas as pessoas que queiram assistir à criação de Clara Andermatt e João Lucas.poderão fazê-lo através de um donativo de 15 euros à organização católica. Os anos quarenta e cinquenta do século passado são justamente considerados os anos de ouro do cinema musical americano. As rotinas de dança e os temas musicais que se constituíam como parte substancial da narrativa dos filmes são os pontos de partida do espetáculo.

Museu de Arte Sacra e Etnologia apresenta exposição de fotografias e propõe curso sobre “diálogos pós-coloniais”
O Museu de Arte Sacra e Etnologia apresenta a exposição “Damas de Carvão”, com 23 fotografias obtidas pela jornalista Ana Paula Ribeiro na Costa do Marfim. A repórter da revista “Fátima Missionária” visitou as carvoarias de San Pedro, «onde dezenas de mulheres trabalham, todos os dias, na produção de carvão vegetal». «Com os desperdícios de uma serração, fazem montes de pedaços de madeira e serradura, calcam com as mãos e deixam arder durante uma semana. Separam depois o carvão da cinza, que embalam em sacos de plástico para vender». A instituição dos Missionários da Consolata que em 2011 e 2012 recebeu menções honrosas da Associação Portuguesa de Museologia, propõe a 6 de abril o curso livre “O desafio do outro: diálogos pós-coloniais”.

É novo » 26.2.2013

Humildade: a encíclica de Bento XVI na hora da despedida
Bento XVI não publicará a encíclica sobre a fé – embora em fase avançada – que devia apresentar na primavera. Já não tem tempo. E nenhum sucessor é obrigado a retomar uma encíclica incompleta do próprio predecessor. Mas existe outra encíclica de Bento XVI, escondida no seu coração, uma encíclica não escrita. Ou melhor, escrita não pela sua pena mas pelo gesto do seu pontificado. Esta encíclica não é um texto, mas uma realidade: a humildade.

Gonçalo M. Tavares e Emília Nadal conversam sobre “o transcendente presente” em iniciativa da diocese de Aveiro
A diocese de Aveiro convidou o escritor Gonçalo M. Tavares e a pintora Emília Nadal para um debate sobre “O Transcendente Presente”, marcado para este sábado, 2 de março, às 21h00. A iniciativa enquadra-se na exposição de arte sacra “Presente e Memória” patente no Museu de Aveiro até 7 de abril para assinalar os 75 anos da restauração da diocese, que se completam em 2013. Para o bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, «o diálogo entre a Igreja e a Sociedade passa necessariamente pelos caminhos abertos da Cultura, em que a Igreja soube tantas vezes ser pioneira».

Multiculturalidade, Daniel Faria, economia e sacralidade laica na revista Brotéria
No artigo “O multiculturalismo faliu?” Rui Marques sublinha que «o debate europeu sobre diversidade e identidade nacional está atualmente marcado por importantes tensões». Mário Garcia, da Companhia de Jesus, propõe-se mostrar, «em toda a sua amplitude, a explicação do verso de Daniel Faria “O meu projeto de morrer é o meu ofício”. Em “Os bancos centrais e os políticos” o jornalista Francisco Sarsfield Cabral, recorda que os responsáveis daquelas instituições entraram na área política, «o que vira do avesso o debate sobre a sua independência». «O movimento da Ideia Republicana que revolucionariamente se constitui em regime novo em outubro de 1910 transportava consigo um desígnio de transformação profunda das mentalidades por via da pedagogia, da cultura e da alteração das práticas simbólico-sociais», assinalam Fernanda Santos e José Eduardo Franco.

Quaresma, terça-feira da semana II: literatura
Com violetas na boca e falando das andorinhas que fazem ninho nos currais para comerem os mosquitos que voam em torna das vacas, chegámos a uma igrejinha guardada por dois irmãos e uma irmã. Abriram-nos a porta e vimos que o pavimento estava coberto de velas, pequenas e grandes, pegadas ao chão com gotas de cera. As velas estavam todas com as pontas apagadas viradas para o altar, em devoção, porque lá em cima há um quadro redondo com dois vidros tendo à mostra um fio de palha.

Sentido cristão da caridade
Sobre o sentido cristão da caridade, palavra de todos os dias mas particularmente presente na Quaresma e nesta Semana Nacional da Cáritas: «É precisamente pelo nosso desejo que podemos aprender a fazer bem ao outro. Revela-o Jesus ao dizer-nos que façamos aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem a nós. E o nosso desejo é ser amados, vistos, alcançados e tocados na nossa necessidade, na nossa pobreza, em suma, na nossa unicidade. Eis a paradoxal realização do desejo cristão: Exprimiu-a bem Antão, pai dos monges: «Quem faz bem ao próximo, faz bem a si mesmo» e, portanto, prossegue Antão, «quem aprende a amar-se a si mesmo, ama a todos».

Bento XVI soube entrar, estar e sair
O presidente do Conselho Pontifício da Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi – aí está, na minha opinião, um bom sucessor de Bento XVI – diz que a renúncia do Papa é um “ato teológico”. É, de fato, um sinal de grandeza e não uma fuga às responsabilidades. Traduz bem a etimologia da palavra “ministério”. Vem de “minus”, a significar “estar ao serviço de”, “ser menos”, “não ser dominador”. Assim se compreende que Bento XVI, como sublinha o cardeal Ravasi, tenha saído para deixar mais espaço a quem consiga realizar a missão de sucessor de Pedro de maneira mais plena. Bento XVI não é um desistente. Sai pela porta grande e com a dignidade dos homens de caráter. Deus queira que o novo Papa seja pedra fundamental de uma Igreja capaz de dialogar com o mundo como Jesus Cristo: com autoridade moral e com o testemunho do amor.

Contemplar a beleza na era da tecnologia
A estrada da beleza atravessa por inteiro a história da humanidade. Uma simples descrição fenomenológica mostraria claramente que, além do desejo de comunicar a sua experiência de vida, os desenhos que se encontram nas cavernas dos nossos ancestrais mostram um homem que procura contemplar a obra das suas mãos. Por paradoxal que possa parecer, enquanto procuramos o entendimento das esculturas antigas, e com elas da civilização que as produziu, hoje, para os nascidos nas duas últimas décadas que constituem a geração digital, a contemplação parece deter-se na beleza do iPad, do iPod, do último modelo de telemóvel ou computador.

Surpresa, dúvida, sonho e angústia são tudo “Notas de Amor” | VÍDEO + IMAGENS |
Num registo combinado de drama e fantasia, “Notas de Amor” é novamente uma prova da sensibilidade de Sarah Polley como realizadora, sobretudo na exploração de ambientes que transforma em quase atores desta história de interrogação, descoberta e inquietude. Muito justamente assumido pela atriz Michelle Williams, com um dom natural para a representação tão versatilmente comprovado (de “O Segredo de Brokeback Mountain” a “A Minha Semana com Marilyn”, passando por “O Atalho” e “Blue Valentine – Só Tu e Eu”), é nos diversos ambientes da casa, da rua, do café ou da praia que a transformação da sua personagem joga. Um olhar peculiar que não se propõe oferecer respostas ou soluções, que não assume uma postura sobre a relação conjugal ou afetiva, mas se “limita” a percorrer um caminho desconhecido, de que a surpresa, a dúvida, o sonho e a angústia são parte.

É novo » 25.2.2013 (2.ª edição)

Os filmes dos Óscares 2013 | VÍDEO + IMAGENS |
Na noite de entrega dos Óscares em Holywood nenhum filme se destacou pela quantidade de prémios obtidos. As estatuetas douradas de melhor filme, argumento adaptado e montagem foram para “Argo”, de Ben Affleck, narrativa que parte da invasão da embaixada dos EUA em Teerão por parte de militares iranianos em novembro de 1979. Releia as críticas publicadas nos últimos meses pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura sobre algumas das películas que mais distinções ganharam: “A vida de Pi”, “Os miseráveis”, “Django libertado”, “Lincoln”, “Guia para um final feliz” e “Amor”.

É novo » 25.2.2013

Cardeal-patriarca assina prefácio do livro sobre 75 anos da igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa
O cardeal-patriarca, D. José Policarpo, assina o prefácio do livro sobre os 75 anos da igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (1938-2013), em Lisboa. O lançamento decorre a 11 de abril, às 18h00, na primeira sessão de um ciclo de conferências no espaço da paróquia: “A Igreja de Fátima e o contexto litúrgico” (cónego António Rego) e “Edificação no contexto do tempo e do espaço. Da cidade à arquitetura” (arquiteto José Manuel Fernandes). A igreja de Nossa Senhora de Fátima começou a ser edificada em agosto de 1934, conforme projeto de Pardal Monteiro, ajudado por Rodrigues Lima, João Faria da Costa, António Martins e Fernando Batalha. O programa construtivo e iconográfico contou com a colaboração do monge beneditino belga D. Martin, da abadia de Lovaina, e de monsenhor Pereira dos Reis, sacerdotes envolvidos no movimento de Renovação Litúrgica. Os vitrais e mosaicos, incluindo do batistério, foram concebidos por Almada Negreiros, e Leopoldo de Almeida executou a imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Quaresma, segunda-feira da semana II: música | VÍDEOS |
O compositor João Madureira sugere a audição de “In Croce”, de Sofia Gubaidulina.

Porque é que o inútil é importante?
A inutilidade parece à primeira vista um valor negativo ou um contravalor. Quando é que a inutilidade é boa e libertadora? Por outro lado, a nossa cultura, que idolatra a produção e o consumo, assumiu o útil como um dos critérios máximos para avaliar as nossas vidas. Se é útil, é bom. Quando nos sabemos úteis, sentimo-nos compensados. A vida tornou-se uma espécie de grande maratona da utilidade.

«O Senhor chama-me a subir ao monte, para me dedicar ainda mais à oração», diz Bento XVI | IMAGENS |
«O Senhor chama-me a subir ao monte, para me dedicar ainda mais à oração», afirmou este domingo Bento XVI na Praça de São Pedro, no Vaticano, perante milhares de pessoas reunidas para a última oração do Angelus presidida pelo papa alemão. A decisão de Bento XVI, que às 19h00 de Lisboa desta quinta-feira renuncia ao pontificado, «não significa o abandono da Igreja», sublinhou. «Se Deus me pede isso é apenas para que eu possa continuar a servir com a mesma dedicação e o mesmo amor com que eu tentei fazer até agora, mas de modo mais adequado para a minha idade e para mim», acrescentou. Quando Bento XVI apareceu à janela do seu apartamento fez-se ouvir um longo aplauso, seguido pela repetição do seu nome. O papa foi interrompido várias vezes pelos aplausos dos fiéis, muitos com bandeiras e faixas.

Jornalista da Renascença especialista em cultura distinguida no encontro literário “Correntes d’Escritas”
A jornalista Maria João Costa, autora do programa cultural “Ensaio Geral”, da Renascença, foi distinguida com o Prémio Especial de Jornalista ou Crítico Literário, dos Prémios de Edição Ler/Booktailors. Em declarações ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura proferidas em setembro, Maria João Costa sublinhou que «a cultura é um veículo privilegiado para a Igreja se relacionar com o mundo, levando a mensagem aos outros e trazendo os outros para dentro da Igreja».