É novo » 1.2.2013

De Amy Winehouse ao rock cristão dos The Sun: a Igreja Católica à procura da juventude perdida | VÍDEO |
A cantora Amy Winehouse e a banda rock cristã The Sun também entram na “playlist” do cardeal italiano Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho da Cultura. «Naquelas letras tão musicalmente e tematicamente dilaceradas emerge um pedido de sentido comum a todos»: foi com estas palavras que o prelado que vai pregar o retiro quaresmal do papa se referiu aos temas da artista inglesa que morreu em 2011, aos 27 anos, com milhões de discos vendidos. O prelado, que esta quinta-feira apresentou a assembleia plenária do Conselho Pontifício, enalteceu o «voluntariado» exercido por muitos jovens, «a paixão pela música, pelo desporto, pela amizade, que é uma maneira de dizer que o homem não vive só de pão», até à sua «original espiritualidade, sinceridade e liberdade oculta sob um manto de aparente indiferença».

“Paciência com Deus”: uma resposta «sensível», «realista» e paradoxal às «interrogações do ateísmo»
A obra agora enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura recebeu o galardão de “Melhor Livro Europeu de Teologia de 2009/10” e, nos EUA, foi destacada como “Livro do Mês” em julho de 2010. «Em contraste com a retórica fechada de alguma apologética, que com uma ingenuidade drástica tenta simplesmente contornar a ambivalência do mundo natural e as dificuldades reais do ato de crer, Tomáš Halik dá uma reposta sensível e realista, do ponto de vista cristão, às interrogações do ateísmo», lê-se na sinopse do volume. «Paciência que não é aqui uma virtude moral, mas uma atitude intelectual: perante os paradoxos da vida há que suster o juízo precipitado e dar tempo para que a verdade que assim se esconde se possa revelar», sublinha Alexandre Palma no prefácio.

Pré-publicação: “Paciência com Deus”
Enquanto eu meditava sobre o encontro de Jesus com Zaqueu e com os inúmeros outros exemplos do seu «interesse prioritário pelas pessoas situadas nas franjas», impressionou-me que talvez hoje seja necessária qualquer coisa extra para seguirmos plenamente as pegadas de Cristo: um interesse ou, melhor ainda, um interesse prioritário pelas pessoas situadas nas franjas da fé, aquelas que permanecem na antecâmara da Igreja, se realmente chegarem a aproximar-se tanto dela. Trata-se de um interesse pelas pessoas situadas na «zona cinzenta» entre a certeza religiosa e o ateísmo, um interesse pelos que duvidam e pelos que procuram.

Centro de Estudos de História Religiosa debate teologia e política
O seminário sobre as “Relações Igreja-Estado”, organizado pelo Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, prossegue a 13 de fevereiro, em Lisboa, com o tema “A teologia política pensa a política?”, por Luís Salgado de Matos. O ciclo de estudos realiza-se desde dezembro de 2006 no âmbito do projecto “A Igreja Católica e o Estado Português no século XX: os Cardeais Mendes Belo (1907-1929), Gonçalves Cerejeira (1929-1971), António Ribeiro (1971-1998) e a República Portuguesa”.

“Lincoln”: um combate pela paz que continua atual | VÍDEO + IMAGENS |
Independentemente do género, são bem patentes as questões que Spielberg levanta e os valores subjacentes que defende: o respeito pela vida, a tolerância ou respeito mútuo, para lá da diferença de espécie, raça ou credo; a relação humana com o desconhecido; a possibilidade de entendimento e cooperação nas circunstâncias mais adversas ou improváveis. “Lincoln”, mais que o olhar biográfico sobre um presidente dos Estados Unidos, é uma nova proposta de reflexão sobre a questão dos direitos humanos, especificamente centrado na abolição da escravatura – igualdade racial ou étnica. Uma obra clara e bem gerida que pretere os efeitos emocionais e visuais da guerra em favor da discussão, atual, de interesses, fundamentos e garantias da igualdade dos seres humanos, não entre si, mas perante a lei. Sem esquecer o papel preponderante, e inevitavelmente solitário, de um líder.

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