É novo » 27.1.2013

Fazer da palavra de Deus motivo de alegria: comentário à 1.ª leitura da missa de 27.1.2013
Esdras, o sacerdote, e Neemias, o governador, podem dar-se por satisfeitos: ganharam o desafio! O desafio é voltar a dar uma alma a este povo. Porque ele, uma vez mais, atravessa um período difícil. Estamos em Jerusalém, cerca de 450 anos antes de Cristo. O exílio na Babilónia terminou, o templo de Jerusalém está finalmente reconstruído (mesmo se ele é muito menos belo do que o de Salomão), a vida retomou o seu curso. Visto à distância, poder-se-ia pensar que tudo estava esquecido. No entanto a moral anda por baixo. Este povo parece ter perdido a esperança que foi sempre a sua característica principal.

A união faz a força: comentário à 2.ª leitura da missa de 27.1.2013
Para oferecer um ensinamento aos seus fiéis, Paulo recorre a um método que tem mais resultados do que todos os discursos: propõe-lhes uma comparação. Na verdade ela não foi completamente inventada, mas é ainda melhor: ele utiliza uma fábula e adapta-a ao seu objetivo. Como todas as fábulas começa por «Era uma vez». «Era uma vez», então, um homem como todos os outros… à exceção do facto de todos os membros do seu corpo falarem e discutirem entre si! E, aparentemente, não tinham bom feitio. E, provavelmente, alguns deviam ter a impressão de ser menos considerados ou de terem as suas capacidades menos exploradas.

Do início da narrativa de Lucas ao início da missão de Jesus: comentário ao Evangelho de 27.1.2013
Jesus de Nazaré, o filho do carpinteiro, não podia, claramente, pretender ser este Rei-Messias aguardado. Sejamos francos, Jesus nunca deixou de surpreender os seus contemporâneos: ele é verdadeiramente o Messias que esperavam, mas totalmente diferente daquele que era esperado! Lucas, para ajudar os seus leitores, teve o cuidado desde o início do seu livro de lhes dizer que se tinha informado diligentemente de tudo desde as origens. E, por outro lado, sublinhou na introdução a esta passagem que Jesus estava acompanhado do poder do Espírito, o que era precisamente a característica do Messias. Mas é Lucas, o cristão, quem o afirma, os habitantes de Nazaré não sabem que, realmente, o Espírito de Deus repousa sobre Jesus.

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