É novo » 25.1.2013

Já lestes S. Paulo? | IMAGENS |
Numa daquelas frases inesquecíveis que cunhou, Paulo de Tarso escreve: «quando sou fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12,10). E a nossa pergunta vem imediata: “que homem enigmático é este que revolve a ordem esperada das coisas, elogiando a fragilidade em vez da força?”. A verdade é que quem pretenda tornar-se leitor de Paulo tem de adequar o ouvido e o coração a uma linguagem paradoxal, que nos desconcerta, nos comove e nos forma. A gramática que ele utiliza (isto é, o seu modo de pensar e de dizer) estilhaça as convenções. A tradição judaica olhou para a pregação dele com suspeita e escândalo. Os gregos e os romanos, habituados à sofisticação do pensamento e ao poder da retórica, menosprezaram o seu discurso que lhes parecia uma loucura. E, mesmo hoje, passados dois mil anos do seu nascimento, o seu discurso não deixa de ressoar profético e desafiador.

Escutar o Absoluto no Ano da Fé: Bach (7) | VÍDEO |
Ao chegar à reta final desta sessão sobre a música de Bach, propomos três excertos de uma «versão monumental» da Paixão Segundo S. Mateus. Veremos e ouviremos o momento da condenação de Jesus e a sua morte, acompanhadas da meditação do coro. Escreve Eduardo Lourenço sobre esta Paixão: «A magia humana de Bach arranca-me por momentos da árida e solitária planície da insignificação de que sou caminheiro sem tréguas. As lágrimas correm sem vergonha na minha cara de homem rendido e humilde, e o cântico imortal rasga a minha carne até onde eu gosto de imaginar que está o mais profundo que me sustenta, com o grito inexpiável do chamamento à única presença que desde a infância eu sei que importa à minha vida».

Paulo só se alegrava no amor de Cristo
Avançava ao encontro da humilhação e das ofensas que tinha de suportar por causa da pregação, com mais entusiasmo do que o que pomos nós em alcançar o prazer das honras; punha mais empenho na morte do que nós na visa; ansiava mais pela pobreza do que nós pelas riquezas; e desejava sempre mais o trabalho sem descanso do que nós o descanso depois do trabalho. A Igreja assinala a 25 de janeiro a festa da conversão do apóstolo S. Paulo.

“Django Libertado”: Tarantino oferece tratado cinematográfico sobre vida e morte | IMAGENS |
“Django Libertado” é uma reinterpretação da questão da escravatura e de um Oeste Selvagem que, sem grandes pretensões intelectuais ou filosóficas, não deixa de desbravar vasto terreno sobre a condição humana, a liberdade interior, o valor da vida e, inerente a este, o do amor e da amizade como cumprimento, ou não, desse “estar ou ser vivo”. Magnificamente interpretado por Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington e Samuel L. Jackson, magnificamente filmado e servido por uma banda sonora de um registo eclético muito pertinente, eis um tratado cinematográfico sobre “os vivos e os mortos” que somos e que a crueza de algumas sequências não pode confundir com mero horror nem espetacularidade.

Curso de Espiritualidade da Universidade Católica quer robustecer «poço de interioridade» dos cristãos
A Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa inicia em fevereiro a 5.ª edição do Curso de Espiritualidade Cristã, com sessões em Lisboa que decorrem até dezembro aos sábados de manhã. «Vivemos num contexto cultural em que a fé cristã tende a evaporar-se e enfrenta mesmo contestação. Cada cristão tem que se responsabilizar por aprofundar as razões do seu crer. Deve robustecer o ‘poço da interioridade’, tanto vivencial como intelectualmente. Trata-se de cultivar a experiência da relação com Deus – frescura espiritual – e, ao mesmo tempo, refletir sobre essa experiência – aprofundamento intelectual».

Instituto S. Tomás de Aquino propõe ciclo de conferências sobre «as linguagens da fé»
«O que é a fé? Em quê ou em quem acreditam os cristãos? Como influencia a fé cristã a vida de milhões de seres humanos em todo o mundo? Qual a relevância do Credo como resumo das principais verdades da fé cristã?» O Instituto S. Tomás de Aquino, em Lisboa, inaugura este sábado o ciclo de conferências “As linguagens da fé” com um encontro sobre “A formação dos Credos”.

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