É novo » 21.1.2013

Alegrias, tristezas e convicções de um pároco que procura o diálogo da Igreja com a cultura
«O processo evangelizador passa pela cultura, pela capacidade de intervir e de estar junto de pessoas que possam atuar na transformação da realidade, percebendo que não temos a exclusividade da virtude nem da verdade. Por outro lado não temos de ter medo da nossa proposta e podemos afirmá-la positivamente, acolhendo outros contributos igualmente positivos. Dentro da Igreja há setores que têm muito mais dificuldade em aceitar este diálogo do que aqueles que estão fora; é daí que vem a maior resistência.» A paróquia de Cantanhede acolhe esta quinta-feira uma conversa sobre o crer entre o deputado comunista Bernardino Soares e o jornalista católico Jorge Wemans. O pároco, padre Luís Marques, de 34 anos, falou ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura dos propósitos, alegrias e tristezas da sua opção pelo diálogo entre a Igreja e outras correntes de pensamento.

Escutar o Absoluto no Ano da Fé: Bach (3) | VÍDEO |
Imaginemos uma praça que ao domingo se enche de gente, falando entre si com grande alegria e vontade de viver: eis o Concerto de Brandeburgo n.º 3, de que se apresenta um excerto «vertiginoso».

Casa de Chá de Santa Isabel: o «aconchego» das Vicentinas a «trabalhar para algo maior»
Há um meio século que aqui não falta o aconchego do chá e de muito mais. Muitas gerações passaram pelo salão de chá das Vicentinas, criado por um grupo de beneméritas. Mas o tempo não perdoa e, com o desaparecimento das impulsionadoras, a paróquia local mudou para outras vicentinas. A casa foi remodelada há pouco, ficou mais «fresca», arrumada, «com cores mais leves», e reabriu no outono, rejuvenescida, como Casa de Chá de Santa Isabel. Neste salão rústico, quase conventual, as paredes guardam sinais e ícones religiosos. “Roma”, “Amor”, lê-se em dois quadros enquanto se pode beber chás (dos tradicionais às tisanas portuguesas de cidreira ou erva-príncipe e novas misturas) e provar os afamados scones, beber um chocolate quente caseiro, saborear os bolos que conjugam muitos fiéis (o russo, o de caramelo, o de chocolate ou moka…).

Parar, escutar, crescer
B Fachada é um dos cantautores da presente geração. Não falta quem o encoste já à linhagem dos José Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Jorge Palma e por aí fora. Com menos de 30 anos, produziu 12 reluzentes caixas de música que desarrumaram a música portuguesa e a infestaram de talento, ironia e más maneiras. (…) Porém, no final do ano de 2012 (…) o músico anuncia que se despede para uma estação de silêncio. (…) Fiquei a pensar na escolha de B Fachada, no que é essa necessidade de parar para a qual a vida, num momento ou noutro nos encaminha.

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