É novo » 17.1.2013

O desafio que se coloca à Igreja é mais cultural do que pastoral, diz diretor da Pastoral da Cultura
O padre José Tolentino Mendonça afirmou esta terça-feira em Viseu que «o desafio que se coloca hoje à Igreja é mais de tipo cultural do que pastoral», ou seja, pede-se-lhe que dê «sentido» à existência humana e lhe proponha «modelos e estilos de vida». Pintura, escultura, música, cinema, poesia e prosa revelam «marcas bíblico-cultuais» que pedem para ser aproveitadas, sustentou durante as Jornadas Formativas do Clero diocesano de Viseu que decorreram segunda e terça-feira. Por seu lado o sociólogo Alfredo Teixeira lembrou que nas relações humanas de hoje «pesa mais a rede do que o território», pelo que as comunidades são hoje «lugar de encontro de pessoas que têm uma determinada história e biografia crente, mais que de pessoas que vivem num determinado lugar». Já bispo viseense declarou que «a sociedade atual, na sua cultura, coloca desafios que não se compadecem com estilos de vida envelhecidos, na forma de ser Igreja».

Escutar o Absoluto no Ano da Fé: Bach (1) | VÍDEO |
O auditório da Renascença, em Lisboa, recebeu a 11 de janeiro a segunda sessão do ciclo “Escutar o Absoluto no Ano da Fé”, integralmente dedicada ao compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750). Os cinco encontros, coordenados por Aura Miguel, jornalista da Renascença, e pelo padre italiano Raffaele Cossa, da Fraternidade Sacerdotal dos Missionários de S. Carlos Borromeu, intercalam intervenções sobre os músicos selecionados com peças da sua autoria, habitualmente em vídeo. O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura começa hoje a apresentar a sessão sobre Bach, baseada no tema “A consistência da fé”. O excerto musical proposto neste vídeo é a Tocata e Fuga em Ré Menor, atribuída a Bach quando tinha 18 anos.

Igreja prefere diálogo em vez de preconceito
«É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito», dizia Albert Einstein. Temos um passado negativo de suspeitas e de anátemas que, se não nega o diálogo, polui o ambiente da convivência com as diferenças dos outros. O preconceito é muito mau conselheiro. O Concílio Vaticano II preferiu o diálogo aos anátemas. Nada disso supõe claudicação no rigor e no vigor doutrinal, mas vontade sincera de ir ao encontro dos outros. Não tivesse a Igreja, por sua natureza missionária, a pedagogia de oferecer a mensagem evangélica aberta à aculturação na diversidade dos povos e das culturas e trairia a missão que Jesus Cristo lhe confiou.

Santo Antão: deixar tudo e partir para o deserto | IMAGENS |
Em 269, um jovem egípcio toma à letra o conselho que Jesus dá um homem rico no Evangelho: “Se queres ser perfeito, vende tudo o que tens… Depois vem e segue-me” (Mateus 19, 21-22). António distribui todos os seus bens aos pobres e vai viver como eremita no deserto da Tebaida, na margem oriental do Nilo. Santo Antão incarna a figura emergente do eremita na história do cristianismo. Ele é considerado o “pai” dos anacoretas (do grego anakhôrein, “retirar-se”). As tentações a que Santo Antão foi submetido inspiraram muitos artistas. Uma das representações mais marcantes é a do surrealista Salvador Dali (1904-1989). Realizada em 1946, depois da II Guerra Mundial, reflecte o período místico do autor.

Sobre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos: talvez devêssemos ouvir Mozart juntos | VÍDEO |
Começa a 18 de janeiro a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Os passos mais consistentes no caminho ecuménico foram sempre sustentados por histórias concretas de amizade. E se há um desafio urgente a acolher, em vista dessa oração que Jesus faz («que todos sejam um»), é precisamente esse: o do mútuo conhecimento entre os cristãos, o da relação franca, tecida na gratuidade, na descoberta, no prazer de estarmos juntos, em trocas criativamente cordiais que avizinhem não só a razão.

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