É novo » 16.1.2013

Arte e teologia contemporâneas por Hans Küng
Falando de arte em sentido global, Hans Küng adverte para as consequências do retorno ao passado e a um «historicismo ideológico» espalhado nos círculos conservadores (também católicos), segundo os quais a verdadeira arte (como a verdadeira teologia) se identificam com uma época histórica precisa «como se uma determinada arte (ou teologia) do passado fossem a priori qualitativamente melhores» e «como se o antigo devesse constituir também o estímulo, o modelo por excelência, como se em vez de evocar se devesse imitar». Ao mesmo tempo o teólogo suíço nascido em 1928 alerta para as implicações de se enveredar facilmente no movimento contrário, caindo no «futurismo ideológico», isto é, a ideia pré-concebida que toda a mudança ou revolução pode ser «por princípio uma grande renovação».

O Batismo de Jesus nos mosaicos de Ravena | IMAGENS |
Para concluir o ciclo de Natal, propomos a expressão artística dos primeiros séculos da Igreja com as magníficas representações dos dois batistérios de Ravena, no centro da Itália. Nos mosaicos do século V do batistério Neoniano, ou Ortodoxo, o grande registo que envolve o medalhão central apresenta, sobre um fundo azul índigo, os doze apóstolos separados por candelabros florais. Avançam lentamente, segurando uma coroa entre as suas mãos cobertas. No Batistério dos Arianos distinguem-se duas fases estilísticas na execução do mosaico, igualmente do século V. A primeira manifesta-se no vigor do medalhão central, do trono e das figuras de Pedro e Paulo. A segunda fase, um pouco posterior, é caracterizada por composições cromáticas mais amplas e mais desmaiadas nas figuras dos apóstolos.

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