É novo » 20.12.2012

A vida espiritual é a arte da espera
No Advento é preciso tomar consciência de que é a vinda de Cristo que é preciso esperar; e não esta festa consumista e pagã onde Jesus sufoca sob as ondas do materialismo. Mais profundamente creio que devemos evitar esta espécie de afetividade infantil que consiste em crer que o Menino Jesus vai voltar a nascer em 2012. Jesus nasceu num período preciso, há mais de dois mil anos. Este nascimento pertence à História. Funda a entrada na Nova Aliança. O que esperamos é o seu regresso, a sua vinda na glória. A espera do Advento não é tanto aquela, algo piegas, de um “bebé”, mas a esperança escatológica do regresso de Cristo ressuscitado que virá dar a plenitude às nossas vidas e à História. Esquecemos uma expressão que os primeiros cristãos diziam muito: «Maranatha», «Vem, Senhor!».

Presidente da República elogia diocese de Beja pelo trabalho de preservação e divulgação da arte sacra | IMAGENS |
Cavaco Silva inaugurou a 14 de dezembro a exposição de Natal do Museu da Presidência da República, em Lisboa, composta por obras de arte sacra alentejana, tendo felicitado a diocese de Beja pelo trabalho realizado na preservação e divulgação das suas peças artísticas. A mostra E um Filho nos foi dado – Iconografia do Menino Deus no Alentejo Meridional reúne cerca de uma centena de obras de arte, entre pinturas, esculturas e exemplos de artes decorativas, da Idade Média a 2012. A exposição «dá a primazia à vivência comunitária da devoção ao Deus Menino, sinal da identidade de uma região que se orgulha das suas tradições natalícias, mas propõe uma reflexão mais alargada em torno do diálogo da cultura com a religião».

“Nenhum caminho será longo” é «companhia notável de releitura do evangelho cristão», diz Francisco José Viegas
Francisco José Viegas, escritor e anterior secretário de Estado da Cultura, analisa o pensamento da Igreja Católica em Portugal e elege para as suas «escolhas» o livro “Nenhum caminho será longo”, do padre José Tolentino Mendonça, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. A obra recoloca «a amizade no centro da terra árida que é o nosso tempo, falando do silêncio, da imperfeição, do humor, da alegria, da vulnerabilidade, da hospitalidade, da felicidade», salienta em artigo publicado na edição do último domingo do jornal “Correio da Manhã”, que transcrevemos.

— Agenda para hoje —

Lançamento: Investigação multidisciplinar analisa “Identidades religiosas em Portugal”
As ciências sociais da religião mostraram, ao longo das últimas duas décadas, que a religião continua na agenda social, não deixando de estar presente na construção do espaço público, segundo modalidades diversas, no contexto das múltiplas modernidades. Esta nova atenção pública facilitou a proliferação dos discursos acerca do “regresso” da religião, como antes se propagaram os vaticínios acerca da sua obsolescência. A implementação dos estudos sobre as identidades religiosas na sociedade portuguesa poderá contribuir, por um lado, para cultivar, no espaço público, uma racionalidade aberta à crítica das práticas sociais com origem nas tradições e comunidades religiosas, por outro, poderá estimular as comunidades de pertença religiosa na procura de tradução da sua singularidade numa cidadania partilhada, assumindo o risco de uma palavra pública.

Anúncios