É novo » 7.12.2012

Membro do Grupo de Cinema da Pastoral da Cultura integrou júri ecuménico que premiou filme sobre culpa e redenção | VÍDEOS + IMAGENS |
Sergei Loznitsa já tinha apresentado uma figura crística no seu primeiro filme de ficção, A Minha Alegria, que realizara em 2010. Apesar de se passar num contexto completamente diferente, as personagens principais têm muitos pontos comuns: vítimas de uma sociedade corrupta, estão condenadas a carregar a sua cruz até o fim. Se os dois homens constituem figuras libertadoras, é porque permanecem incompreendidos. O cineasta questiona a natureza humana e as suas contradições: como podemos magoar o nosso irmão para salvar a nossa vida? Como podemos continuar a viver carregando a culpa desse sofrimento? Qual é o sentido da existência quando tomamos consciência da nossa profunda solidão interior? O que fazer quando todos nos abandonaram injustamente? Oleg Mutu, o diretor de fotografia romeno com quem Sergei Loznitsa trabalha, aproxima-se dos corpos, dos objetos e das árvores para nos envolver numa atmosfera plena de significações.

Jornadas “Liturgia, Arte e Arquitetura nos 50 anos do Vaticano II”: a crónica | IMAGENS + VÍDEO |
Num primeiro painel, dedicado à liturgia, o teólogo e frade Bento Domingues abordou a noção de “assembleia santa”, “comunhão” e “povo de Deus”, apoiando-se em textos fundamentais da Constituição do Concílio Vaticano II, sobretudo: “Sacrosanctum Concilium”, “Gaudium et Spes” e “Lumen Gentium”. De acordo com estas novas noções, fomos convidados a tomar consciência do modo como a liturgia e a Igreja se relacionam (reciprocamente). Frei Bento Domingues afirmou: «Não se pode ter uma boa igreja com uma decoração miserável; nem uma boa decoração com uma música péssima ou uma homília desgraçada». A ideia da beleza na ação litúrgica é essencial; e acrescentava: «Na liturgia, a envolvência é total porque é presença e símbolo e só é eficaz quanto mais simbólica for». Os católicos não podem acomodar-se e dar como adquirida e garantida a beleza na liturgia.

Advento: preparar os caminhos de Deus no coração e no mundo
Cristo vem decerto e abre o seu caminho, esteja ou não para tal preparado o homem. Ninguém pode impedir a sua vinda, mas podemos opor-nos à sua vinda na graça. Há condições do coração, da vida e do mundo que impedem de modo particular a receção da graça, que tornam infinitamente difícil a possibilidade de crer. Preparar o caminho para Cristo não significa apenas criar determinadas condições desejáveis e convenientes, por exemplo levar a cabo um programa de reformas sociais. Se é verdade que a preparação do caminho consta de intervenções concretas no mundo visível, se é verdade que a fome e a sua satisfação são concretas e visíveis, é também verdade que o facto decisivo é que semelhante ação seja uma realidade espiritual porque, em última análise, se não trata justamente de reformar as condições do mundo, mas da vinda de Jesus Cristo. Só a uma preparação espiritual do caminho se seguirá a vinda do Senhor na graça.

Dave Brubeck: o Pai-nosso mudou-lhe a vida | VÍDEO |
Morreu esta quarta-feira, na véspera do seu 92.º aniversário, o pianista e compositor norte-americano Dave Brubeck. Lenda viva do jazz, tocou com Duke Ellington e Ella Fitgerald, e nos anos 50 e 60 com The Dave Brubeck Quartet, alcançando enorme sucesso. A sua música “Take Five” (vídeo no fim deste artigo) tornou-se o single de jazz mais vendido de todos os tempos e genérico de vários programas de televisão. O músico californiano tornou-se católico em 1980 de forma singular. O seu primeiro contacto com a missa foi a obra “To Hope! A Celebration”, encomendada por Ed Murray, diretor do “Our Sunday Visitor”, quando Brubeck não tinha aderido a qualquer confissão religiosa. Pouco tempo antes da divulgação pública da obra, em 1980, um padre perguntou-lhe por que motivo o “Pai-nosso” não estava incluído na composição.

Concertos de Natal nas igrejas de Lisboa
A Câmara Municipal de Lisboa oferece a partir desta sexta-feira, 7 de dezembro, oito concertos de Natal nas igrejas de Lisboa, sempre com entrada livre. «Às portas de um novo ano viveremos um momento de trégua, de reflexão, de apaziguamento, de balanço, de esperança. Esse instante, sempre presente na nossa Cultura, ganhou o Mundo e múltiplos sentidos, dando forma e expressão ao que fomos sendo, ao que fomos tendo e ao que esquecemos.» Conheça o programa.

— Agenda para hoje —

Bispo do Porto apresenta três primeiros volumes da coleção “Santos e Milagres da Idade Média Portuguesa”
O bispo do Porto e historiador D. Manuel Clemente vai apresentar os primeiros três volumes da coleção “Santos e Milagres da Idade Média Portuguesa”, recentemente publicada pelo Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa. Trata-se de uma coletânea em 12 volumes onde se reúnem os textos matriciais mais antigos sobre alguns dos mártires e santos com culto muito alargado na antiguidade tardia e na alta Idade Média, no território que viria mais tarde a ser Portugal. São santos e mártires com uma tradição textual hispânica anterior ao século XII, com culto em território português em tempos da pré-nacionalidade, cuja escolha obedeceu a critérios que conjugam os interesses filológicos e académicos do Centro de Estudos Clássicos e o interesse do grande público.

Padre José Tolentino Mendonça no “Ensaio Geral”
O padre José Tolentino Mendonça participa a 7 de dezembro no “Ensaio Geral”, programa semanal da Renascença dedicado à cultura. O diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura vai ser o convidado da segunda emissão gravada ao vivo na Livraria Ferin, em Lisboa, às 18h30, iniciativa que vai realizar-se uma vez por mês.

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