É novo » 6.12.2012

“A Palavra para os Homens”: coletânea de textos do padre João Resina
O livro “A Palavra para os Homens”, coletânea de textos do padre João Resina (1930-2010) publicada pela Paulus Editora, vai ser apresentado no dia 13 de dezembro na paróquia do Campo Grande, em Lisboa, onde foi coadjutor. «A atenção constante ao mundo foi paradigma de toda a sua vida. Era um homem do mundo, um engenheiro químico, que se apaixonara pelo sacerdócio, mas que não deixara de estar no mundo, para com a sua reflexão e ação trazer a todos os acontecimentos a luz do Evangelho. Por isso ajudou a formar inúmeros cristãos, hoje pessoas responsáveis na cultura, na economia, na vida pública, na ação social. Formar cristãos, para atuarem como cristãos no mundo, foi esse o objetivo, sempre, que ele se exigia na orientação das consciências. (…) Sacerdote exemplar, homem de fé e de cultura, com um apaixonado amor a Jesus Cristo e uma grande devoção à Igreja, que não deixou de reconhecer santa e pecadora, o padre João não foi uma luz que se apagou, mas é uma presença que continua viva.»

A oração é o primeiro lugar onde se aprende a esperança
Primeiro e essencial lugar de aprendizagem da esperança é a oração. Quando já ninguém me escuta, Deus ainda me ouve. Quando já não posso falar com ninguém, nem invocar mais ninguém, a Deus sempre posso falar. Se não há mais ninguém que me possa ajudar – por tratar-se de uma necessidade ou de uma expectativa que supera a capacidade humana de esperar – Ele pode ajudar-me. Se me encontro confinado numa extrema solidão… Orar não significa sair da história e retirar-se para o canto privado da própria felicidade. O modo correto de rezar é um processo de purificação interior que nos torna aptos para Deus e, precisamente desta forma, aptos também para os homens. Na oração, o homem deve aprender o que verdadeiramente pode pedir a Deus, o que é digno de Deus.

A importância do agora: os desafios de um cristianismo sapiencial (6) | VÍDEO |
O odor como aproximação a Deus: para os profetas, o perfume que mais agrada a Deus não é o dos animais imolados ou das madeiras queimadas sobre o altar dos sacrifícios, mas o próprio povo. O perfume é também símbolo do supérfluo. Judas indigna-se com o desperdício do perfume derramado sobre Jesus; teria sido mais útil vendê-lo e dar o dinheiro aos pobres. Mas nós precisamos dos símbolos da alegria, do dom, da alegria e do excesso. Precisamos do bem mas também do belo. O cheiro da festa tem de encher a nossa casa neste Ano da Fé.

Luís Miguel Cintra lê “A Missa sobre o mundo”
«Quero que neste momento o meu ser ressoe ao murmúrio profundo dessa multidão agitada, confusa ou distinta, cuja imensidão nos espanta, – desse oceano humano cujas lentas e monótonas oscilações lançam a inquietação nos corações mais crentes. Tudo aquilo que vai aumentar no Mundo, ao longo deste dia, tudo aquilo que vai diminuir, – tudo aquilo que vai morrer, também, – eis, Senhor, o que me esforço por reunir em mim para vos oferecer; eis a matéria de meu sacrifício, o único que vós podeis desejar.» O ator e encenador Luís Miguel Cintra vai ler esta quinta-feira na Capela do Rato, em Lisboa, o texto “A Missa sobre o mundo”, do padre e investigador francês Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955). O texto, de que apresentamos um excerto, foi redigido quando o religioso jesuíta estava na China e ficou sem pão e vinho para celebrar a eucaristia.

«Relevo» de Almada no teatro internacional deve muito ao «prestígio» de Joaquim Benite, diz padre da diocese de Setúbal
«O relevo que Almada tem hoje no mapa do teatro a nível nacional e internacional devido ao seu festival, que é um dos mais celebrados na Europa, muito deve ao prestígio de Joaquim Benite», afirmou hoje o padre Pedro Quintella, da diocese de Setúbal. O sacerdote ligado ao grupo “Teatro do Ourives”, nascido da Vale de Acór, associação dedicada à recuperação de toxicodependentes, a que preside, manifestou a sua surpresa pela morte do encenador, esta quarta-feira, na sequência de complicações respiratórias causadas por uma pneumonia. O pároco de Monte de Caparica está convicto de que o Teatro Municipal de Almada, inaugurado em 2005, será um espaço «onde se perpetuará a memória» do «grande encenador e produtor».

“Amor”: incómodo e imensamente belo | VÍDEO + IMAGENS |
Três anos após conquistar uma vasta gama de prémios pelo seu “O Laço Branco”, profunda e perturbante meditação sobre a condição humana, Michael Haneke voltou a arrebatar a mente e o coração de júris, crítica e público com o seu mais recente filme: “Amor”. Magnificamente interpretado por Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, os dois atores que em tempos atraíram uma geração às salas de cinema pela sua sedutora vitalidade física e emocional, emprestam os mesmíssimos dons artísticos à encarnação de duas personagens no final das suas vidas. Incómodo e imensamente belo, eis um filme que trata, de modo igualmente notável e delicado, a questão do amor e da morte, em intimíssima relação e definindo claramente o que na nossa natureza prevalece.

Arquidiocese de Belo Horizonte publica «nota de solidariedade» pela morte de Oscar Niemeyer
A arquidiocese de Belo Horizonte, no Brasil, publicou esta quarta-feira uma nota de condolências pelo falecimento de Oscar Niemeyer, autor do projeto da nova catedral e da igreja de S. Francisco de Assis, ambas na capital de Minas Gerais. O texto refere que a arquidiocese «manifesta solidariedade aos familiares e amigos do arquiteto Oscar Niemeyer, «reconhecido internacionalmente por suas obras», que faleceu na noite desta quarta-feira, dia 5, em decorrência de uma infeção respiratória».

In memoriam: Oscar Niemeyer e a nova catedral de Belo Horizonte | IMAGENS + VÍDEO |
O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer morreu esta quarta-feira aos 104 anos, num hospital do Rio de Janeiro, onde tinha sido internado no início de novembro. Nascido no Rio de Janeiro, a 15 de dezembro de 1907, estava perto de celebrar os 105 anos. Nascido no Rio de Janeiro, a 15 de dezembro de 1907, estava perto de celebrar os 105 anos. Um dos seus últimos projetos foi a nova catedral de Belo Horizonte, sede do estado brasileiro de Minas Gerais, no centro-leste do país. A catedral, com capacidade para cinco mil lugares sentados, pode receber até 20 mil pessoas. O espaço «será um grande centro de espiritualidade, com força de congregação de pessoas, de irradiação de ideias e princípios básicos para o sustento da vida cidadã», afirmou o arcebispo de Belo Horizonte, D. Walmor Azevedo.

In memoriam: Oscar Niemeyer e a igreja de S. Francisco de Assis | IMAGENS SLIDE SHOW |
Dela escreveu o arquiteto português Nuno Teotónio Pereira: «Das numerosas e notáveis obras que Óscar Niemeyer construiu ao longo da sua vida, foi esta igreja que mais profundamente me tocou, talvez pelo simples facto de ter sido a primeira. Foi um choque emocional que não esqueço, passados que foram mais de 60 anos: a ousada curva parabólica, transformando paredes e cobertura numa perfeita forma unitária. E também o enorme e deslumbrante mural azulejado de Portinari, recobrindo por inteiro a fachada de tardoz. Tudo isto em volumes puros, recortados contra o céu».

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