É novo » 4.12.2012

Neste Advento procurar a beleza de Deus
A bênção de Aarão augurava a cada crente israelita: «O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face» (Números 6,25), palavras que celebram e despertam a beleza de crer. Imaginar que Deus tem um rosto que refulge, luminoso, significa afirmar que Deus é beleza, que tem um coração de luz. A nossa tarefa mais urgente é repintar o ícone de Deus: descobrir um Deus luminoso, um Deus solar, rico não de tronos e de poderes, mas aquele cujo verdadeiro tabernáculo é a luminosidade de um rosto, o Deus de grandes braços e com um rosto de luz, o Deus finalmente belo, presságio de alegria. Deixamos um convite para empreender uma viagem rumo ao rosto belo de Deus, para uma pesquisa onde a viagem é verdadeira; sobre ela, uma estrela polar e, ao longo da rota, algumas regras de navegação.

S. João Damasceno: da veneração das imagens ao elogio da matéria, «o grande mar do amor de Deus pelo homem»
João Damasceno foi um dos primeiros a distinguir, no culto público e privado dos cristãos, entre adoração e veneração: a primeira só pode dirigir-se a Deus, sumamente espiritual; a segunda, no entanto, pode utilizar uma imagem para se dirigir àquele que é representado na própria imagem. Obviamente, em nenhum caso o Santo pode ser identificado com a matéria que compõe o ícone. Esta distinção revelou-se depressa muito importante para responder de modo cristão àqueles que pretendiam como universal e perene a observância da severa proibição do Antigo Testamento sobre a utilização cultual das imagens. Este era o grande debate também no mundo islâmico, que aceita esta tradição judaica da exclusão total de imagens no culto.

A importância do agora: os desafios de um cristianismo sapiencial (5) | VÍDEO |
«Escuta» é uma das palavras mais repetidas na Bíblia, muitas vezes sob a forma de imperativo. Precisamos de reaprender a escuta e neste Ano da Fé reavaliar o modo como escutamos o tempo, os sinais do Espírito, o modo como Deus passa pela nossa história. Jesus não diz que aqueles que o escutam serão poupados à tempestade, aos abalos de terra, às grandes chuvadas. Aqueles que escutam também passam por crises, noites escuras, devastações, sofrimentos. Mas quem escuta até ao fundo tem a sua casa construída sobre a rocha. A escuta é uma forma de atenção; é oração; é meditação; é o contrário de uma vida de aparências ou superficial. Eu escuto e não sei. Mas confio.

Álbum revela Pietà da catedral de Bragança
O livro “A Pietà de José Rodrigues na Catedral de Bragança” foi recentemente editado pela “Letras & Coisas”. O volume reúne textos do cardeal português D. José Saraiva Martins, anterior responsável pela Congregação para as Causas dos Santos, do Vaticano, bem como do bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, que assina os textos “A beleza da Catedral de Bragança” e “O silêncio do Mistério da Cruz”. O álbum oferece também um conjunto original de fotografias alusivas à criação da Pietà, no atelier do mestre José Rodrigues.

Fernando Lopes-Graça e as harmonizações de melodias populares portuguesas de Natal
Faz agora dois anos que a Associação Musical Lisboa Cantat publicou o primeiro tomo dum empreendimento colossal – a edição em CD da integral da obra coral a cappella de Fernando Lopes-Graça (1906-1994), um projeto que deverá ocupar cerca de duas décadas. O segundo volume, que inclui as quatro obras corais natalícias que o compositor escreveu (as duas Cantatas do Natal, os Três Cantos dos Reis e o Presente de Natal para as Crianças – estas últimas executadas pelo Coro Infantil da Universidade de Lisboa), foi lançado no início de novembro e vai ser apresentado em dois concertos em Lisboa pelo Coro Sinfónico Lisboa Cantat, sob direção de Jorge Carvalho Alves. À semelhança de muita da obra coral de Lopes Graça, as Cantatas de Natal (escritas no final dos anos 40 e no início da década de 1960, respetivamente, e inicialmente intituladas “Cantos Tradicionais Portugueses da Natividade”), consistem em conjuntos de harmonizações de melodias populares portuguesas.

Presépios de Azambuja a Reguengos de Monsaraz
A Biblioteca Municipal de Azambuja acolhe a exposição “Arte Sacra”, de Virgínia Estorninho. A Câmara Municipal de Barcelos e a paróquia da cidade promovem o concurso “Barcelos, Cidade Presépio”, que tem como objetivo proporcionar uma maior vivência da mensagem natalícia e sensibilizar a comunidade para a tradição cultural da construção do presépio. “Onde Mora o Deus Menino” é o título da exposição de presépios que vai estar patente no Museu Municipal de Esposende até 31 de janeiro. Em Lisboa uma mostra apresenta mais de 500 obras da autoria de cerca de uma centena de artistas de Norte a Sul de Portugal (com trabalhos em materiais tão diversos como cerâmica, vidro, madeira, ferro, cortiça, tecido. O Convento de Santo António recebe até 5 de janeiro a exposição «O Presépio – Coleção de Maria Cavaco Silva», iniciativa conjunta do Museu da Presidência da República e da autarquia. Um presépio de rua com figuras em tamanho real foi inaugurado este sábado na vila medieval de Monsaraz.

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