É novo » 30.11.2012

Como falar de Deus ao nosso tempo?
«O método de Deus é o da humildade – Deus faz-se um de nós – é o método realizado na Incarnação na casa simples de Nazaré e na gruta de Belém, o da parábola do grão de mostarda. É preciso não temer a humildade dos pequenos passos e confiar no fermento que penetra na massa e lentamente a faz crescer.» «O nosso modo de viver na fé e na caridade torna-se um falar de Deus no hoje, porque mostra com uma existência vivida em Cristo a credibilidade, o realismo do que dizemos com as palavras, que não são só palavras, mas mostram a realidade, a verdadeira realidade. E nesta atitude devemos estar atentos a colher os sinais dos tempos na nossa época, discernindo as potencialidades, os desejos, os obstáculos que se encontram na cultura atual, em particular o desejo de autenticidade, o anseio à transcendência, a sensibilidade pela salvaguarda da criação, e comunicar sem temor a resposta que oferece a fé em Deus.» Como falar de Deus ao nosso tempo segundo Bento XVI.

A importância do agora: os desafios de um cristianismo sapiencial (4) | VÍDEO |
Uma aproximação à espiritualidade do olhar a partir do texto evangélico Marcos 8, 22-26: «Chegaram a Betsaida e trouxeram-lhe um cego, pedindo-lhe que o tocasse. Jesus tomou-o pela mão e conduziu-o para fora da aldeia. Deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou: “Vês alguma coisa?” Ele ergueu os olhos e respondeu: “Vejo os homens; vejo-os como árvores a andar.” Em seguida, Jesus impôs-lhe outra vez as mãos sobre os olhos e ele viu perfeitamente; ficou restabelecido e distinguia tudo com nitidez. Jesus mandou-o para casa, dizendo: “Nem sequer entres na aldeia.” Precisamos criar uma intimidade com Jesus, sentir que ele nos leva pela mão para fora da nossa aldeia e que estamos a sós com ele. Um Padre do Deserto dizia: «se tu não dizes “eu e Deus estamos sós”, nunca terás paz».

Sebastião da Gama: «cantor das coisas belas da vida, dos sentimentos nobres, da pureza». Por Ruy Belo
O próprio autor, na sua Dissertação de licenciatura, a propósito da poesia de Herculano, afirmou: «Não me parece que, para que um espírito se afirme interessante e original, necessite deixar de si uma notícia muito extensa.» A verdade é que bastam os poemas que temos diante para catalogar Sebastião da Gama como aquilo que fundamentalmente ele foi: um cantor da vida, das coisas belas da vida, dos sentimentos nobres, da pureza. Ele é o oposto de um poeta maldito. Ele é a verificação de que se pode ser bom poeta cantando os bons sentimentos. Ele é, em toda a poesia portuguesa, da forma menos literária (confronte-se o paralelo que, numa conferência sobre Bocage, estabeleceu entre a forma de cantar o amor em Camões e em Bocage), o mais afirmativo cantor da cidade, donde ele seria o último dos poetas a ser expulso. E, no entanto, é um poeta. Se o não fosse, tudo o resto seria vão. Ele pertence à hoste dessa «gente de auscultar palavras».

O que a vaca e o burro (dentro ou fora) do presépio dizem sobre a espiritualidade contemporânea
Surpreende o facto de que em certos meios de comunicação o conteúdo central do livro de Bento XVI, “A infância de Jesus”, foi posto em segundo plano em relação à questão da presença ou não do boi e do burro na gruta de Belém. Desviando a atenção do ponto focal da obra que, como o próprio Papa sublinhou, não é um ato de ensinamento pontifício, mas a expressão da sua pesquisa pessoal e teológica sobre o rosto do Senhor. Talvez, além do aspeto anedótico, a confusão mediática seja um sinal da secularização e da desertificação espiritual que Bento XVI identifica como o problema principal que a Igreja deve enfrentar no nosso tempo. E um dos sintomas mais dolorosos é a marginalização silenciosa e transversal de Deus da vida pessoal e pública.

Filme sobre e vida e obra de Joseph Ratzinger chega aos ecrãs em 2014 | VÍDEO |
Uma produção internacional sobre a vida e obra de Joseph Ratzinger (papa Bento XVI), baseada na biografia de Peter Seewald, vai chegar aos ecrãs em 2014, foi hoje revelado em Munique, Alemanha. A Odeon Film anunciou um acordo entre a H & V Entertainment e Peter Weckert para uma produção internacional sobre a «extraordinária vida e obra de Joseph Ratzinger» desde o seu nascimento, em 1927, na cidade bávara de Marktl am Inn, ao seu pontificado.

Pequenos Cantores do Conservatório de Lisboa estreiam “Canções de Natal Portuguesas”
Os Pequenos Cantores do Conservatório de Lisboa e a Camerata de Lisboa estreiam esta sexta-feira, 30 de novembro, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, o CD “Canções de Natal Portuguesas”. A obra apresenta temas tradicionais de Natal portugueses que receberam novo olhar dos compositores Carlos Marecos, Vasco Pearce de Azevedo, Sérgio Azevedo, João Madureira. A gravação foi executada sob a direção da maestrina Joana Carneiro.

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