É novo » 28.11.2012

Fernando Santos e a fé cristã
O treinador de futebol Fernando Santos participou esta terça-feira à noite no encontro “Fé: o grande método da razão”, onde expôs o seu percurso crente e as suas convicções perante centenas de pessoas reunidas na Arena do Campo Pequeno, em Lisboa. «Devemos transmitir a fé na vivência do dia a dia, e é isso que eu procuro fazer, com naturalidade, sempre que me é permitido e dada a oportunidade de a proclamar bem alto, obviamente que o faço porque acho que esse é um dever do cristão». O selecionador da Grécia recordou a sua «travessia no escuro», desde os nove anos, quando recebeu o Crisma, até aos 35. Um dia, ao dar boleia a um padre, as inquietações regressaram: «Começou a assaltar-me a vontade de dizer qualquer coisa; quando cheguei à porta disse-lhe que perguntei-lhe se não poderíamos marcar um almoço». O «primeiro passo» de reaproximação concluiu-se com a confissão, que o levou ao sacramento da Eucaristia. 

Paróquia de Lisboa reza com arte
A paróquia das Mercês, em Lisboa, propõe pelo segundo ano consecutivo uma noite de oração mensal a partir de obras de arte cristãs. «O projeto consiste em escolher um tema por mês, a partir da pintura, escultura, arquitetura ou outras expressões de arte, propondo um percurso de oração», explicou ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura o pároco, padre António Pedro Boto de Oliveira. Em cada sessão o responsável pelo Serviço de Património do Centro Cultural do Patriarcado de Lisboa começa por exibir as peças escolhidas, deixa um minuto de silêncio para os participantes as contemplarem e depois apresenta-as, referindo os seus elementos principais. O responsável salienta que «as reações têm sido muito positivas»: «Não se trata só de constatar o sucesso da iniciativa mas também de verificar que as pessoas começam a olhar para as obras de arte de forma mais atenta, percebendo como isso as pode ajudar a rezar – essa é, aliás, uma das principais funções da arte cristã, que além de catequética é celebrativa, litúrgica e orante».

A importância do agora: os desafios de um cristianismo sapiencial (2)  | VÍDEO |
Susan Sontag, autora norte-americana já desaparecida, levantava-se contra a interpretação. O mundo, dizia, encheu-se de comentários. Vivemos de coisas em segunda mão e cada vez estamos mais distantes da fonte. Uma fé vivida aqui e agora não se deixa capturar pelo comentário mas antes de tudo ajuda-nos a ser. A fé tem de ser uma escola do olhar, do odor, do sabor, do sentir, da escuta. A espiritualidade não se separa dos sentidos, que são portas interiores para o encontro profundo com Deus. Precisamos de uma mística do quotidiano. Deus não vem ao nosso encontro numa praça que nunca visitámos nem bate a uma porta onde não estamos.

Testemunhos de crentes mediáticos mostram que fé cristã não está «ultrapassada» | VÍDEO |
O Movimento Comunhão e Libertação inaugurou esta terça-feira, em Lisboa, a iniciativa “Fé: o grande método da razão”, que a par de uma exposição propõe painéis temáticos e testemunhos de vida. A iniciativa «parte do Ano da Fé», que a Igreja Católica assinala até 24 de novembro de 2013, «e também da consciência de que a fé é para ser vivida na realidade quotidiana, de maneira normal, com várias facetas e onde a inteligência também deve ser usada», explicou Aura Miguel ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. Os testemunhos dos convidados realçam que «a fé não é uma coisa antiga e ultrapassada»: «Se Cristo ressuscitou, então está vivo, e se está vivo é contemporâneo, pelo que o nosso dever é discernir onde o encontramos e como se pode identificar a sua presença no contexto de hoje», frisou a jornalista da Renascença.

Cinema: “Cloud Atlas” – cinco séculos e três horas | VÍDEO + IMAGENS |
‘Cloud Atlas’ revela-nos as vidas de várias personagens que ao longo de séculos se cruzam, se encontram e se perdem, num ciclo de nascimento e morte. Empreendimento difícil e arriscado, a transposição de um livro que implica seis segmentos a serem geridos por três mãos, no entretecer de histórias que atravessam 500 anos de História, teria a sua aposta mais elevada na capacidade de transformar a riqueza e inovação literárias do original para uma linguagem cinematográfica equivalentemente fértil. Com pleno uso dos recursos cinematográficos hoje disponíveis, quer a nível visual e sonoro, quer ao nível de uma montagem bem eficaz, as três horas de filme são um desafio e estímulo permanentes ao espetador, desenvolvendo em géneros substancialmente diferentes os seis segmentos, com a capacidade de, simultaneamente, distinguir e correlacionar as diferentes histórias.

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