É novo » 23.11.2012

António Pinho Vargas: um Requiem «para o ser humano, para aquilo que lhe é absolutamente essencial»
Há uns dias, o maestro Paulo Lourenço discutia com António Pinho Vargas a última nota da obra que estreou esta quarta-feira. Um Mi maior com nota Lá, ou seja, «fora da perfeição do acorde», explica o compositor. Disse-lhe Paulo Lourenço: «Aquele Lá existe para colocar o ponto de interrogação fundamental. Porque depois, não sabemos». Não sabemos o que existe depois do fim. Essa é a questão fundamental. É por ela que o Requiem atravessou tempos e estéticas, éticas e religiões. Tornou-se património cultural (principalmente) ocidental e matéria determinante na história da música. O Requiem de António Pinho Vargas reunir-se-á às centenas que atravessam a história da música. Que se reunirá ao mítico de Mozart («a obra máxima do compositor máximo», definirá o maestro e compositor Pedro Amaral), ao alemão de Brahms, ao épico de Berlioz, ao Canticles de Stravinski. E ao do oitocentista Domingos Bomtempo, dedicado a Camões, e ao de Fernando Lopes-Graça, ateu, como Pinho Vargas.

Coleção de pintura da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa inspira concerto | VÍDEOS + IMAGENS |
O concerto “‘Salve, Mater Misericordiæ’ – Cenas da Vida da Virgem”, inspirado na coleção de pintura da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e interpretado pelo grupo coral Voces Caelestes, vai ser apresentado este domingo na igreja de São Roque, em Lisboa, monumento nacional. No sábado, às 21h30, atua na igreja de São Roque o Coro de Câmara de Lisboa. O repertório evoca as obras de “Marcos Portugal e os seus contemporâneos”, compositores portugueses e brasileiros que nos séculos XVII e XVIII aproximaram a história da música destes dois países. Conheça o programa.

Conferência sobre “as novas linguagens na transmissão da fé”
«Não é mais possível dar crédito à tese de que a secularização é eclipse do sagrado (já de si muito presente). É muito mais importante colocar-se à escuta da transformação que ela operou no interior da experiência religiosa e compreender qual reinterpretação do mundo que ela inspira». Carmelo Dotolo, leigo italiano, casado e pai, professor de Teologia Fundamental na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, vem a Portugal para falar sobre “Novas linguagens na transmissão da fé”.

Anúncios