É novo » 1.12.2012

Padre Tolentino Mendonça apresenta coleção “Santos e Milagres na Idade Média Portuguesa”
O padre José Tolentino Mendonça apresenta a 10 de dezembro, em Lisboa, a coleção “Santos e Milagres na Idade Média Portuguesa – Textos e cultura da pré-nacionalidade”. Além do diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura estarão presentes na sessão D. Nuno Brás, bispo auxiliar de Lisboa, em representação do cardeal-patriarca, D. José Policarpo, e o reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa. «São textos de deslumbrante vivacidade e qualidade literária, traduzidos com o maior rigor científico, que farão o leitor curioso (vi)ver o quotidiano com outros olhos».

Festas Nicolinas agitam Capital Europeia da Cultura e recordam devoção a S. Nicolau
Começam este sábado em Guimarães, pelas 6h00 da manhã, as “novenas” das Festas Nicolinas, tradição com origem na devoção cristã a São Nicolau, bispo de Mira, atual Turquia, que morreu em meados do século IV. O culto a S. Nicolau, que se espalhou pela Europa sobretudo a partir do século X, terá chegado a Guimarães através dos peregrinos que se deslocavam à cidade para venerarem a imagem de Santa Maria, e também devido à passagem de romeiros de e para Santiago de Compostela. As celebrações eram inicialmente de cariz exclusivamente religioso. Com o passar do tempo vão sendo incluídas manifestações de caráter profano, como cantares e danças.

Paulus abre livraria em Tomar
A Paulus inaugurou esta quarta-feira uma livraria em Tomar, cerimónia que contou com a bênção do bispo de Santarém, D. Manuel Pelino. O prelado sublinhou que a livraria é um espaço de cultura e que o livro é um amigo.

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É novo » 30.11.2012

Como falar de Deus ao nosso tempo?
«O método de Deus é o da humildade – Deus faz-se um de nós – é o método realizado na Incarnação na casa simples de Nazaré e na gruta de Belém, o da parábola do grão de mostarda. É preciso não temer a humildade dos pequenos passos e confiar no fermento que penetra na massa e lentamente a faz crescer.» «O nosso modo de viver na fé e na caridade torna-se um falar de Deus no hoje, porque mostra com uma existência vivida em Cristo a credibilidade, o realismo do que dizemos com as palavras, que não são só palavras, mas mostram a realidade, a verdadeira realidade. E nesta atitude devemos estar atentos a colher os sinais dos tempos na nossa época, discernindo as potencialidades, os desejos, os obstáculos que se encontram na cultura atual, em particular o desejo de autenticidade, o anseio à transcendência, a sensibilidade pela salvaguarda da criação, e comunicar sem temor a resposta que oferece a fé em Deus.» Como falar de Deus ao nosso tempo segundo Bento XVI.

A importância do agora: os desafios de um cristianismo sapiencial (4) | VÍDEO |
Uma aproximação à espiritualidade do olhar a partir do texto evangélico Marcos 8, 22-26: «Chegaram a Betsaida e trouxeram-lhe um cego, pedindo-lhe que o tocasse. Jesus tomou-o pela mão e conduziu-o para fora da aldeia. Deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou: “Vês alguma coisa?” Ele ergueu os olhos e respondeu: “Vejo os homens; vejo-os como árvores a andar.” Em seguida, Jesus impôs-lhe outra vez as mãos sobre os olhos e ele viu perfeitamente; ficou restabelecido e distinguia tudo com nitidez. Jesus mandou-o para casa, dizendo: “Nem sequer entres na aldeia.” Precisamos criar uma intimidade com Jesus, sentir que ele nos leva pela mão para fora da nossa aldeia e que estamos a sós com ele. Um Padre do Deserto dizia: «se tu não dizes “eu e Deus estamos sós”, nunca terás paz».

Sebastião da Gama: «cantor das coisas belas da vida, dos sentimentos nobres, da pureza». Por Ruy Belo
O próprio autor, na sua Dissertação de licenciatura, a propósito da poesia de Herculano, afirmou: «Não me parece que, para que um espírito se afirme interessante e original, necessite deixar de si uma notícia muito extensa.» A verdade é que bastam os poemas que temos diante para catalogar Sebastião da Gama como aquilo que fundamentalmente ele foi: um cantor da vida, das coisas belas da vida, dos sentimentos nobres, da pureza. Ele é o oposto de um poeta maldito. Ele é a verificação de que se pode ser bom poeta cantando os bons sentimentos. Ele é, em toda a poesia portuguesa, da forma menos literária (confronte-se o paralelo que, numa conferência sobre Bocage, estabeleceu entre a forma de cantar o amor em Camões e em Bocage), o mais afirmativo cantor da cidade, donde ele seria o último dos poetas a ser expulso. E, no entanto, é um poeta. Se o não fosse, tudo o resto seria vão. Ele pertence à hoste dessa «gente de auscultar palavras».

O que a vaca e o burro (dentro ou fora) do presépio dizem sobre a espiritualidade contemporânea
Surpreende o facto de que em certos meios de comunicação o conteúdo central do livro de Bento XVI, “A infância de Jesus”, foi posto em segundo plano em relação à questão da presença ou não do boi e do burro na gruta de Belém. Desviando a atenção do ponto focal da obra que, como o próprio Papa sublinhou, não é um ato de ensinamento pontifício, mas a expressão da sua pesquisa pessoal e teológica sobre o rosto do Senhor. Talvez, além do aspeto anedótico, a confusão mediática seja um sinal da secularização e da desertificação espiritual que Bento XVI identifica como o problema principal que a Igreja deve enfrentar no nosso tempo. E um dos sintomas mais dolorosos é a marginalização silenciosa e transversal de Deus da vida pessoal e pública.

Filme sobre e vida e obra de Joseph Ratzinger chega aos ecrãs em 2014 | VÍDEO |
Uma produção internacional sobre a vida e obra de Joseph Ratzinger (papa Bento XVI), baseada na biografia de Peter Seewald, vai chegar aos ecrãs em 2014, foi hoje revelado em Munique, Alemanha. A Odeon Film anunciou um acordo entre a H & V Entertainment e Peter Weckert para uma produção internacional sobre a «extraordinária vida e obra de Joseph Ratzinger» desde o seu nascimento, em 1927, na cidade bávara de Marktl am Inn, ao seu pontificado.

Pequenos Cantores do Conservatório de Lisboa estreiam “Canções de Natal Portuguesas”
Os Pequenos Cantores do Conservatório de Lisboa e a Camerata de Lisboa estreiam esta sexta-feira, 30 de novembro, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, o CD “Canções de Natal Portuguesas”. A obra apresenta temas tradicionais de Natal portugueses que receberam novo olhar dos compositores Carlos Marecos, Vasco Pearce de Azevedo, Sérgio Azevedo, João Madureira. A gravação foi executada sob a direção da maestrina Joana Carneiro.

É novo » 29.11.2012

A importância do agora: os desafios de um cristianismo sapiencial (3) | VÍDEO |
Enquanto Deus olha para cada criatura em si, na sua integridade e beleza, a narrativa da primeira transgressão relatada no Génesis coloca a mulher, induzida pela serpente, a olhar cada coisa a partir da necessidade e do desejo. A bondade já não depende da coisa em si mas das paixões e carências. É então que eu passo a ser o critério da bondade do outro; e em vez de cantar a marca de Absoluto que existe na outro, eu é que digo o que é bom e útil. Quando isto acontece o mundo deixa de se ver. É como se a realidade ficasse escondida. Ao contrário do que diz a serpente, o olhar de Adão e Eva não se abre mas afunila-se ao deixar de ver as coisas no ser, passando a vê-las a partir da perspetiva do ter e da utilidade imediata. Este é também o drama do nosso olhar.

Qual é o preço da dignidade humana?
Eu teria preferido escrever sobre outro assunto nesta semana, mas o leilão da virgindade de uma jovem brasileira, amplamente divulgado pela imprensa, requer uma reflexão. É um facto chocante e, ao mesmo tempo, parece tão banal que, talvez, só chamou a atenção porque o leilão aconteceu de maneira aberta, pela internet, e porque o valor da licitação foi alto. Sem nos darmos conta, estamos a assimilar uma cultura do mercado, na qual o factor económico passou a ser o referencial maior: de uma cultura de valores éticos e morais, para uma cultura do valor económico; o bem maior parece ser a vantagem económica, que tudo permite e legitima, amolecendo qualquer resistência do senso moral. Tudo fica justificado se há vantagem económica. Onde vamos parar?

Bispo do Porto apresenta três primeiros volumes da coleção “Santos e Milagres da Idade Média Portuguesa”
O bispo do Porto e historiador D. Manuel Clemente vai apresentar os primeiros três volumes da coleção “Santos e Milagres da Idade Média Portuguesa”, recentemente publicada pelo Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa. Trata-se de uma coletânea em 12 volumes onde se reúnem os textos matriciais mais antigos sobre alguns dos mártires e santos com culto muito alargado na antiguidade tardia e na alta Idade Média, no território que viria mais tarde a ser Portugal. São santos e mártires com uma tradição textual hispânica anterior ao século XII, com culto em território português em tempos da pré-nacionalidade, cuja escolha obedeceu a critérios que conjugam os interesses filológicos e académicos do Centro de Estudos Clássicos e o interesse do grande público.

“Para um altar”: José Rodrigues expõe no Porto e revista “Humanística e Teologia” dedica-lhe número especial
São peças em bronze e madeira, datadas de 1999, que têm Cristo como principal protagonista. Tratam-se de obras semelhantes às que o escultor criou ao longo dos anos, que repousam em muitos altares de igrejas, catedrais e mosteiros de Norte a Sul do país. Na inauguração foi apresentado o número especial da “Humanística e Teologia”, revista da Faculdade de Teologia da Universidade Católica (Porto), dedicada ao tema “José Rodrigues – A Bíblia e a Arte Sacra”

É novo » 28.11.2012

Fernando Santos e a fé cristã
O treinador de futebol Fernando Santos participou esta terça-feira à noite no encontro “Fé: o grande método da razão”, onde expôs o seu percurso crente e as suas convicções perante centenas de pessoas reunidas na Arena do Campo Pequeno, em Lisboa. «Devemos transmitir a fé na vivência do dia a dia, e é isso que eu procuro fazer, com naturalidade, sempre que me é permitido e dada a oportunidade de a proclamar bem alto, obviamente que o faço porque acho que esse é um dever do cristão». O selecionador da Grécia recordou a sua «travessia no escuro», desde os nove anos, quando recebeu o Crisma, até aos 35. Um dia, ao dar boleia a um padre, as inquietações regressaram: «Começou a assaltar-me a vontade de dizer qualquer coisa; quando cheguei à porta disse-lhe que perguntei-lhe se não poderíamos marcar um almoço». O «primeiro passo» de reaproximação concluiu-se com a confissão, que o levou ao sacramento da Eucaristia. 

Paróquia de Lisboa reza com arte
A paróquia das Mercês, em Lisboa, propõe pelo segundo ano consecutivo uma noite de oração mensal a partir de obras de arte cristãs. «O projeto consiste em escolher um tema por mês, a partir da pintura, escultura, arquitetura ou outras expressões de arte, propondo um percurso de oração», explicou ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura o pároco, padre António Pedro Boto de Oliveira. Em cada sessão o responsável pelo Serviço de Património do Centro Cultural do Patriarcado de Lisboa começa por exibir as peças escolhidas, deixa um minuto de silêncio para os participantes as contemplarem e depois apresenta-as, referindo os seus elementos principais. O responsável salienta que «as reações têm sido muito positivas»: «Não se trata só de constatar o sucesso da iniciativa mas também de verificar que as pessoas começam a olhar para as obras de arte de forma mais atenta, percebendo como isso as pode ajudar a rezar – essa é, aliás, uma das principais funções da arte cristã, que além de catequética é celebrativa, litúrgica e orante».

A importância do agora: os desafios de um cristianismo sapiencial (2)  | VÍDEO |
Susan Sontag, autora norte-americana já desaparecida, levantava-se contra a interpretação. O mundo, dizia, encheu-se de comentários. Vivemos de coisas em segunda mão e cada vez estamos mais distantes da fonte. Uma fé vivida aqui e agora não se deixa capturar pelo comentário mas antes de tudo ajuda-nos a ser. A fé tem de ser uma escola do olhar, do odor, do sabor, do sentir, da escuta. A espiritualidade não se separa dos sentidos, que são portas interiores para o encontro profundo com Deus. Precisamos de uma mística do quotidiano. Deus não vem ao nosso encontro numa praça que nunca visitámos nem bate a uma porta onde não estamos.

Testemunhos de crentes mediáticos mostram que fé cristã não está «ultrapassada» | VÍDEO |
O Movimento Comunhão e Libertação inaugurou esta terça-feira, em Lisboa, a iniciativa “Fé: o grande método da razão”, que a par de uma exposição propõe painéis temáticos e testemunhos de vida. A iniciativa «parte do Ano da Fé», que a Igreja Católica assinala até 24 de novembro de 2013, «e também da consciência de que a fé é para ser vivida na realidade quotidiana, de maneira normal, com várias facetas e onde a inteligência também deve ser usada», explicou Aura Miguel ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. Os testemunhos dos convidados realçam que «a fé não é uma coisa antiga e ultrapassada»: «Se Cristo ressuscitou, então está vivo, e se está vivo é contemporâneo, pelo que o nosso dever é discernir onde o encontramos e como se pode identificar a sua presença no contexto de hoje», frisou a jornalista da Renascença.

Cinema: “Cloud Atlas” – cinco séculos e três horas | VÍDEO + IMAGENS |
‘Cloud Atlas’ revela-nos as vidas de várias personagens que ao longo de séculos se cruzam, se encontram e se perdem, num ciclo de nascimento e morte. Empreendimento difícil e arriscado, a transposição de um livro que implica seis segmentos a serem geridos por três mãos, no entretecer de histórias que atravessam 500 anos de História, teria a sua aposta mais elevada na capacidade de transformar a riqueza e inovação literárias do original para uma linguagem cinematográfica equivalentemente fértil. Com pleno uso dos recursos cinematográficos hoje disponíveis, quer a nível visual e sonoro, quer ao nível de uma montagem bem eficaz, as três horas de filme são um desafio e estímulo permanentes ao espetador, desenvolvendo em géneros substancialmente diferentes os seis segmentos, com a capacidade de, simultaneamente, distinguir e correlacionar as diferentes histórias.

É novo » 27.11.2012 (2.ª edição)

Treinador de futebol Fernando Santos e ator Miguel Guilherme em encontro sobre a fé
O treinador de futebol Fernando Santos e o ator Miguel Guilherme estão entre os intervenientes do encontro “Fé: o grande método da razão”, que começa esta terça-feira em Lisboa. A iniciativa, que decorre até quinta-feira na Arena do Campo Pequeno, abre às 19h00 com a inauguração de uma exposição, seguida da apresentação do livro “A infância de Jesus”, de Joseph Ratzinger – Bento XVI, lançado em Portugal na última semana.

É novo » 27.11.2012

A importância do agora: os desafios de um cristianismo sapiencial (1) | VÍDEO | «Hoje sentimos a necessidade de uma fé voltada para a vida. De uma fé que constitua uma arte de viver, e não apenas um conjunto de práticas ou credos que vamos mantendo vivos ao longo da História. Precisamos de mais. Em nós próprios observamos muitas vezes um analfabetismo perante os atos fundamentais da vida. Há momentos que nos deixam sem palavras, sem apoio: uma doença, um incidente, uma crise, uma alegria, um grande encontro, que frequentemente parecem um caminho paralelo, para o qual a fé não tem capacidade de acolhimento.» Primeira parte da conferência “A importância do agora: os desafios de um cristianismo sapiencial”, proferida pelo padre José Tolentino Mendonça, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, no âmbito do ciclo “Viver a Fé aqui e agora”.

Projeto cultural e social acolhe Coro Johann Sebastian Bach A paróquia de S. José, em Ponta Delgada, recebe este domingo, 2 de dezembro, o Coro Johann Sebastian Bach, no âmbito do projeto cultural e social “Indigências”, que visa unir diversos contributos da área das artes no espaço da igreja «como oposição consciente e ativa à degradação visível das condições do meio onde esta se insere». 

Estreia moderna de “Te Deum” de António Leal Moreira revive tradição de ação de graças a Deus pelo ano findo
A tradição de cantar o “Te Deum” no dia 31 de Dezembro, como ação de graças pelo ano que passou, deu origem a uma das cerimónias litúrgico-musicais mais importantes da Lisboa setecentista. Este ano a igreja de S. Roque, na capital, acolhe a obra homónima de António Leal Moreira, composta em 1786, para dois coros, oito solistas e orquestra, em primeira audição moderna. Jorge Matta, responsável pela direcção do Coro e da Orquestra Gulbenkian, revela alguns aspetos do concerto: «Vamos separar os dois coros, cada um ocupará um dos lados da nave, com a orquestra à frente. Isto vai permitir um efeito antifonal de diálogo, muito importante em obras deste tipo, que exigem essa noção espacial».

É novo » 23.11.2012 (2.ª edição)

Oração: A Graça de Ser  | VÍDEO |
O que te peço, Senhor, é a graça de ser./ Não te peço mapas, peço-te caminhos./ O gosto dos caminhos recomeçados,/ com suas surpresas, suas mudanças, sua beleza.

Priscos: Presépio ao vivo regressa a 23 de dezembro | IMAGENS |
Seis centenas de participantes, 70 cenários e 30 mil metros quadrados compõem a edição de 2012/13 do presépio ao vivo de Priscos, na arquidiocese de Braga, que pretende ser «uma oportunidade para fazer uma viagem ao tempo de Jesus». «Vozes, música, cheiros, sabores, sons, casas, lojas, praças e mercados» dão vida a «uma história sempre antiga e sempre nova», com referência às culturas judaica e romana.