É novo » 1.10.2012

“Nenhum caminho será longo – Para uma teologia da amizade”: excertos (2)
A despedida talvez seja a parte mais difícil da amizade. Não se pode dizer muita coisa. Acho que aprendemos devagar, por vezes com muito custo, por vezes mais serenamente, e ambas as coisas estão certas. Aprendi alguma coisa sobre a arte da despedida com o poeta italiano Tonino Guerra e a sua mulher. Parece que é uma tradição russa (ou pelo menos, eles explicavam-na assim). Antes de partir, ficávamos junto uns dos outros, por uns instantes, em puro silêncio. E, depois, despedíamo-nos de um modo leve, quase alegre, como se não nos fôssemos realmente ausentar. Aqueles instantes de silêncio, porém, tinham atado os nossos corações com uma força que raras palavras teriam. Quando, nas despedidas da vida, nos parece que ficou, inevitavelmente, alguma coisa ou quase tudo por dizer, é bom pensar naquilo que o silêncio disse, ao longo do tempo, de coração a coração.

Seminário reflete sobre Teologia Moral após o Vaticano II e lembra participação de D. António Ferreira Gomes no concílio
A Fundação Spes organiza a 13 de outubro, no Porto, o seminário “Teologia moral na dimensão política: nos 50 anos do II Concílio do Vaticano”, que também evocará o papel desempenhado na assembleia por D. António Ferreira Gomes, antigo bispo diocesano, que participou no Concílio Vaticano II enquanto membro da Comissão dos Seminários e Estudos, e nessa qualidade interveio na aula conciliar oferecendo a sua perspetiva no âmbito do ecumenismo, Igreja no mundo e liberdade religiosa. Antes, em 1959, foi aconselhado a retirar-se para férias, depois de críticas ao regime ditatorial que vigorava em Portugal. Só seria autorizado a regressar 10 anos depois.

Centro de Cultura Católica recorda Concílio Vaticano II e propõe “redescobrir o caminho da fé”
O Curso Básico de Teologia proposto pelo Centro de Cultura Católica, da diocese do Porto, vai contar com uma disciplina sobre o Vaticano II, iniciado há 50 anos (11 de outubro de 1962), que pode ser frequentada isoladamente. A 9 de outubro é exibido o documentário “O Concílio: História do Vaticano II”, de Alberto Melloni, e no dia 20 do mesmo mês Arnaldo Pinho, professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (Porto) profere a conferência “Concílio Vaticano II: Novidade e Receção”. No ano letivo de 2012-13 está igualmente previsto um conjunto de cursos e atividades formativas subordinadas ao tema “Redescobrir o Caminho da Fé”.

Dia Mundial da Música: Bento XVI e a música | IMAGENS |
Do contacto do coração com a Verdade que é Amor [Cristo] nasce a cultura, nasceu toda a grande cultura cristã. E se a fé permanecer viva, também esta herança cultural não morrerá, mas permanecerá viva e presente. Os ícones falam também hoje ao coração dos fiéis, não são realidades do passado. As catedrais não são monumentos medievais, mas casas de vida, onde nos sentimos “em casa”: encontramo-nos com Deus e encontramo-nos uns com os outros. Nem sequer a grande música o gregoriano, ou Bach, ou Mozart é algo do passado, mas vive da vitalidade da liturgia e da nossa fé. Se a fé for viva, a cultura cristã não se tornará algo do “passado”, mas permanecerá viva e presente. E se a fé for viva, também hoje poderemos responder ao imperativo que se reitera sempre de novo nos Salmos: “Cantai ao Senhor um cântico novo”.

Dia Mundial da Música: Joana Carneiro escolhe uma música para Portugal: Sinfonia da Ressurreição, de Mahler | VÍDEO |
Convidada a dedicar uma música a Portugal diante da atual situação económica e social do país, a maestrina Joana Carneiro escolheu a Sinfonia n.º 2, conhecida por Sinfonia da Ressurreição, de Gustav Mahler, e em particular o andamento “Ulricht” (luz primordial). Em declarações proferidas na 8.ª Jornada da Pastoral da Cultura, realizada no dia 22 de junho em Fátima, a diretora de orquestra sublinhou que a música do compositor austríaco (1860-1911) evoca «uma luz que sempre existiu e sempre existirá», mesmo nos cenários mais sombrios da história humana. Portugal precisa de ser inspirado por uma «música que empreende» e que promove um espírito inconformista de criação, afirmou.Veja a entrevista a Joana Carneiro e ouça o andamento escolhido.

Dia Mundial da Música: “Alma Mater”, música contemporânea com palavras de Bento XVI | VÍDEO + ÁUDIO |
O disco (CD e DVD) «Alma Mater», apresenta oito peças que combinam a música com reflexões e orações sobre a Virgem Maria que o Papa apresentou no Vaticano e nas suas peregrinações por todo o mundo, em particular pelos diversos santuários marianos.  Os compositores – o italiano Stefano Mainetti (católico), o inglês Simon Boswell (ateu) e o marroquino Nour Eddine (muçulmano) – misturam a tradição gregoriana com a música clássica contemporânea, incluindo apontamentos do mundo árabe e hindu. Escute algumas das músicas.

Dia Mundial da Música: música e religião
O mais despretensiosamente que nos fosse possível quereríamos dar uma ideia de que seja a verdadeira religiosidade na música; a sua serventia e a sua grandeza, enquanto meio -entre material e espiritual, atuante na via unitiva, o caminho místico que nos deve conduzir a Deus. Muita da pretensa religiosidade de certa música é apenas sentimentalismo ou filantropia e, repito, esse é o escolho do compositor e a pedra de toque do crítico para a separar da verdadeira religiosidade…

Dia Mundial da Música: Bruce Springsteen, entre o rock e a Bíblia, diz jornal do Vaticano | VÍDEO |
O norte-americano Bruce Springsteen, que cantou este ano em Lisboa num concerto para mais de 80 mil pessoas, pegou no mapa para voltar a uma casa feita de rock e Bíblia, diz a edição mais recente do jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano. Com o seu «novo, forte, intenso e sólido álbum», “Wrecking Ball”, o “Boss” «fez novamente enamorar de si os milhões de fãs espalhados pelo mundo» e «acrescentou uma nova página à sua narrativa, pessoal mas capaz de colher o universal, da América», refere o artigo assinado por Andrea Monda. «O facto é que Springsteen manteve sempre um diálogo à distância com o texto bíblico, revisitando-o continuamente no seu repertório», desde a música de abertura do seu primeiro álbum, lançado em 1973, em que se declarava, com um evidente eco paulino, “Blinded by the light” (cego pela luz), recorda o artigo.

Dia Mundial da Música: Joana Carneiro: dirigir «é uma forma de oração»
A maestrina Joana Carneiro considera que dirigir orquestras «é uma forma de oração» e de «sair de um plano terreno e chegar a qualquer coisa de inexplicável». «Foi-me dado o dom que tenho, Gratuitamente. O dom para a música, para a comunicação através do meu corpo. É uma história bíblica, a parábola dos talentos. O que é que fazemos com o que nos é dado? Escondemos na terra ou investimos para que os três talentos que nos dão se transformem em dez?».

Dia Mundial da Música: De Mozart aos Muse na “playlist” do Vaticano | VÍDEO + ÁUDIO |
O MySpace pediu a várias personalidades para contribuírem com as suas «playlists» para o MySpace Music. Este site, lançado a 3 de dezembro de 2009 no Reino Unido, faz «streaming» de músicas e vídeos, sendo totalmente financiado por publicidade. Na contribuição do Vaticano, compilada pelo Pe. Giulio Neroni, o mesmo que esteve por detrás do mais recente álbum “Alma Mater” com a voz do papa, podem encontrar-se artistas tão variados como Mozart e os Muse. Talvez a entrada mais surpreendente seja a 10ª. A música “Changes”, do falecido Tupac Shakur, inclui muitos versos sobre droga e racismo.

Dia Mundial da Música: “A música de Deus” – P. José Tolentino Mendonça e a entrega do Prémio Árvore da Vida 2011 a Eurico Carrapatoso
Há dimensões da verdade do homem que a música ilumina melhor do que outras linguagens. Na música, na grande música, percebemos como o Ser Humano só realmente se entende na abertura ao universal, na vizinhança do mistério e do infinito. A música é uma grafia da alma, mais do que uma técnica. Não é ao silêncio que a música se opõe, mas ao ruído. A música toma como matéria o silêncio e entreabre-o, e transfigura-o até ele ressoar, em puro fulgor.

Dia Mundial da Música: Joana Carneiro escolhe uma música para Bento XVI | ÁUDIO |
Pareceu-me apropriado escolher uma peça do nosso repertório contemporâneo. O Papa ainda há poucos meses falou para os artistas na Capela Sistina e falava da responsabilidade que nós temos, como artistas, de rodear a nossa humanidade com beleza e que a forma como nós vivemos a fé só pode melhorar a relação que o mundo tem com a beleza. E o Espírito pode alimentar esta relação com aquilo que vai para além do terreno e do que é material.

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É novo » 30.9.2012

Júri da Igreja Católica no Festroia foi recebido pelo bispo de Setúbal e distinguiu filme sobre indiferença de pais para filhos | IMAGENS + VÍDEO |
O júri da Igreja Católica no Festroia, Festival Internacional de Cinema que termina este domingo em Setúbal, atribuiu o prémio “Signis” ao filme “Às escondidas” (“A pas de loup” / “On the sly”), do belga Olivier Ringer. «Maravilhosamente realizado a partir do ponto de vista de Cathy, somos lembrados da importância da família e que as crianças têm muito a ensinar-nos, adultos, neste mundo moderno se apenas desacelerarmos um pouco e deixarmos que o invisível se torne visível», sublinha a declaração do júri. Os jurados foram recebidos por D. Gilberto Reis, bispo de Setúbal e membro do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, que mostrou abertura para estar presente na próxima edição do festival, que conta com um júri católico há mais de duas décadas.

Presidente do Pontifício Conselho da Cultura recebe doutoramento “Honoris Causa” e pede atenção ao presente e à eternidade
O presidente do Pontifício Conselho da Cultura, o cardeal italiano Gianfranco Ravasi, recebeu esta quinta-feira o doutoramento “Honoris Causa” pela Universidade Católica João Paulo II, em Lublin, na Polónia. Ao contrário das religiões que separam o divino e o humano, a revelação bíblica não se afasta da realidade «para céus míticos» mas afirma-se «no templo e na praça», pelo que a incarnação «é o confronto contínuo com o presente». «Que a nossa procura no mundo contemporâneo seja fiel à modernidade, ao presente, à “sarx” [carne], com fez Cristo», mantendo ao mesmo tempo a «tensão para o eterno e o infinito», apontou.

S. Jerónimo: um especialista da Bíblia atento à riqueza das culturas | IMAGENS |
A preparação literária e a ampla erudição permitiram que Jerónimo fizesse a revisão e a tradução de muitos textos bíblicos: um precioso trabalho para a Igreja latina e para a cultura ocidental. Com base nos textos originais em grego e em hebraico e graças ao confronto com versões anteriores, ele realizou a revisão dos quatro Evangelhos em língua latina, depois o Saltério e grande parte do Antigo Testamento. Tendo em conta o original hebraico e grego, dos Setenta, a versão grega clássica do Antigo Testamento que remontava ao tempo pré-cristão, e as precedentes versões latinas, Jerónimo, com a ajuda de outros colaboradores, pôde oferecer uma tradução melhor: ela constitui a chamada “Vulgata”, o texto “oficial” da Igreja latina, que foi reconhecido como tal pelo Concílio de Trento e que, depois da recente revisão, permanece o texto “oficial” da Igreja de língua latina.

Que mundo estamos a criar?
Provavelmente nenhum de nós encontrará alguma vez um homem a morrer na berma da estrada. E a maior parte de nós raramente será chamada a fazer um sacrifício realmente significativo por outra pessoa. Mas todos nós iremos encontrar milhares de pessoas cujas vidas podemos tornar um pouco mais ricas, um pouco mais felizes porque estávamos lá e porque demos o que tínhamos.

É novo » 29.9.2012 (segunda edição)

Os anjos | IMAGENS |
No dia em que a Igreja Católica evoca os arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael, lembramos que os anjos se inscrevem no universo de realidades imateriais criadas por Deus. Uma das suas atribuições fundamentais descobre-se em função do seu nome, que em grego significa “mensageiros”, tradução do hebraico “malak”; neste sentido, são enviados de Deus aos homens. Nos momentos de provação e sofrimento, eles vêm curar e reconfortar. É um anjo, por exemplo, que dá água a Agar, perseguida no deserto pela sua dona ou que leva o pão ao profeta Elias, esgotado e desencorajado, ao fugir da rainha Jezabel. O anjo é aquele que guia, guarda e combate. No livro de Daniel, salva os três jovens atirados ao fogo na sequência da ordem do rei Nabucodonosor (3,49). Ao longo da História, os anjos anunciam a Salvação. Esta perspectiva está especialmente presente no anúncio, feito a Maria pelo anjo Gabriel, do nascimento do Filho de Deus.

É novo » 29.9.2012

Padre José Tolentino Mendonça abre ano letivo no Instituto de Estudos Pastorais da diocese de Bragança-Miranda
“Haverá uma beleza que nos salve?” é o título da oração de sapiência que o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre José Tolentino Mendonça, profere esta segunda-feira em Bragança. A lição ocorre durante a sessão solene de abertura do primeiro ano letivo do Instituto Diocesano de Estudos Pastorais.

Porto recebe obras do organista holandês Sweelinck | ÁUDIO |
A igreja de São Lourenço (Grilos), no Porto, recebe este sábado, pelas 17h00, o quarto concerto do Festival Sweelinck, com interpretação do organista italiano Giampaolo Di Rosa. A iniciativa, com entrada livre, inscreve-se na série dedicada ao mestre organista holandês Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621), compositor, organista e pedagogo musical que trabalhou no final do período Renascentista e início do Barroco.

É novo » 28.9.2012

Igreja tem de ganhar «atitude de encontro» e rejeitar «distanciamentos, hostilidades e indiferenças»
«Na cultura contemporânea, e pensando no caso português, a Igreja ainda é olhada como adversário cultural. Precisamos de explicar e explicarmo-nos, para que a Igreja seja vista como aliada e não como adversária. Esta mudança que nós temos de protagonizar. Nós, cristãos, temos de fazer sentir aos outros que não têm de ter medo de nós, da nossa presença, do nosso modo de viver, do nosso estilo, dos nossos valores, do que celebramos na fé, da nossa liturgia, das nossas procissões, dos nossos jornais, da nossa agência noticiosa… Não têm de temer porque nós somos aliados do que a cultura e a civilização têm de mais fundamental, que é a pessoa humana e a sua vida, em todos os momentos. Que é, no fundo, as suas dificuldades e a situação concreta em que ela vive. Mas esta viragem – passar de adversário a aliado – compromete-nos e hipoteca-nos. E não podemos ficar à espera diante de uma porta aberta. Temos de ensaiar passos.» Excerto da intervenção do diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre José Tolentino Mendonça, nas Jornadas Nacionais da Comunicação Social da Igreja Católica que decorrem nos dias 27 e 28 de setembro em Fátima.

«Igreja é uma boa plataforma para conversarmos uns com os outros», diz presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social
O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Carlos Magno, considera que a Igreja Católica é um espaço favorável para o encontro de pontos de vista diferentes sobre a vida humana e a sociedade. «A Igreja é uma boa plataforma para conversarmos uns com os outros, e nem todas as plataformas são assim», afirmou ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. O responsável pensa que a Igreja «está mais aberta do que outras instituições que supostamente são muito progressistas e liberais». «Costumo dizer que sou filho de Roma, Atenas e Jerusalém. Roma é por causa do papa e da Igreja Romana. E é nesse sentido que foi um disparate completo ter banido da célebre Constituição Europeia as referências ao cristianismo», frisou.

Livraria Fundamentos oferece traduções inéditas de teólogos consagrados
A Livraria Fundamentos, em Braga, lançou o seu segundo “Caderno”, relativo ao mês de outubro, dedicado ao teólogo jesuíta Karl Rahner. Os “Cadernos” nascem de traduções de artigos ou capítulos de obras que não se encontram disponíveis em português, com o objetivo de aproximar os leitores de teólogos contemporâneos. O primeiro número, lançado em setembro, foi dedicado ao redentorista Bernhard Häring, que introduziu novas perspetivas no domínio da Moral.

É novo » 27.9.2012

Artistas e teólogos falam de oração na 3.ª Jornada de Teologia Prática
Personalidades do mundo do teatro, música e poesia, como Luís Miguel Cintra, João Madureira e D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda, vão falar da oração na 3.ª Jornada de Teologia Prática, que decorrerá a 26 de outubro em Lisboa. A iniciativa organizada pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa é dedicada ao tema “‘Quando rezardes, rezai assim’ – Sentidos, práticas, figuras orantes”. O encontro abre com as intervenções introdutórias de Alfredo Teixeira, diretor do Instituto Universitário de Ciências Religiosas, e do padre José Tolentino Mendonça, que dirige o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, naquela que é a sua primeira atividade pública enquanto novo diretor do Centro de Estudos de Religiões e Culturas, pertencente à Faculdade de Teologia.

“Nenhum caminho será longo – Para uma teologia da amizade”: excertos do novo livro de Tolentino Mendonça
O acento da nossa cultura está de tal modo colocado sobre o amor, que nos sentimos muitas vezes sem recursos para pensar devidamente as formas e o lugar da amizade. Falamos dela com monossílabos, de modo evasivo e chão, como se não fôssemos afinal herdeiros de um património de experiência, de ensinamento e de palavra multisseculares. Ora, se há motivo que o cristianismo aprofundou no tempo é o da amizade, e entendendo-a não apenas como componente da formação humana, mas como traço privilegiadíssimo do itinerário espiritual.

Marcelo Rebelo de Sousa apresenta novo livro de José Tolentino Mendonça
Marcelo Rebelo de Sousa vai apresentar o novo livro do padre José Tolentino Mendonça, “Nenhum caminho será longo – Para uma teologia da amizade”, editado pelas Paulinas. «Não é por acaso que, nas nossas sociedades, o amor é tutelado institucionalmente. Não há, porém, nenhuma lei que tutele a amizade. Contudo, ela constitui um património humano sem o qual a nossa vida não seria a mesma ou simplesmente não seria. Falamos muito do amor e pouco da amizade».

Bem-aventuranças e sabedoria bíblica trazem monge de Bose a Portugal
Luciano Manicardi, monge italiano do mosteiro de Bose, vem a Portugal no dia 19 de outubro para proferir a conferência “Que santidade para o nosso tempo? A sabedoria bíblica e os desafios do mundo contemporâneo”. «Visto que a pobreza não é vergonhosa, mas sim a injustiça que cria a pobreza, um objetivo da ação caritativa para com o pobre é libertá-lo da vergonha de ser pobre», escreveu no livro ” A caridade dá que fazer”.

É novo » 26.9.2012

Jornadas “Liturgia, Arte e Arquitetura nos 50 anos do Vaticano II” reúnem em Lisboa cardeal-patriarca e presidente do Conselho Pontifício da Cultura
O cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e o presidente do Conselho Pontifício da Cultura, cardeal D. Gianfranco Ravasi, são dois dos intervenientes nas Jornadas “Liturgia, Arte e Arquitetura nos 50 anos do Concílio Vaticano II”, que decorrem em Lisboa a 15 e 16 de novembro. A iniciativa, apoiada pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC), é organizada pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e Patriarcado de Lisboa. “Liturgia”, “Liturgia e Arte”, “Liturgia e Arquitetura” e “Liturgia, Arte e Arquitetura. Que futuro” são os temas em debate. Conheça o programa.

Átrio dos Gentios em Portugal é «porta» e «ponte» da Igreja para o mundo | VÍDEO |
O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais considera que «a Igreja não pode nem deve estar fechada sobre si mesma», pelo que o Átrio dos Gentios em Portugal, que decorre a 16 e 17 de novembro, «é mais uma porta, é mais uma ponte que se abre para o mundo». As cidades de Guimarães e Braga, que em 2012 são capitais europeias da Cultura e da Juventude, constituem um «cenário cultural e social» para a iniciativa coordenada pelo Conselho Pontifício da Cultura. D. Pio Alves sublinhou ainda que a Pastoral da Cultura em Portugal tem sido «marcante» pela «pessoa» e pelas «iniciativas» do seu diretor, o padre e poeta José Tolentino Mendonça, que goza de «prestígio» e «reconhecimento que o mundo da cultura lhe outorga». Veja a entrevista e conheça os outros projetos da comissão episcopal no âmbito dos bens culturais e das comunicações sociais da Igreja.

Jornalista da Renascença e padre de Setúbal são o júri da Igreja Católica no Festroia
A jornalista Maria João Costa, da Renascença, e o padre Daniel Nascimento, da diocese de Setúbal, integram o júri católico do Festroia 2012, em representação da Signis, Associação Católica Mundial para a Comunicação, que atribui um prémio no festival. «É um desafio e uma oportunidade para ver e apreciar uma cinematografia independente que se demarca do “cinema-pipoca”», afirmou Maria João Costa. O sacerdote, por seu lado, vai com expectativas «elevadas» para o Festroia, «festival prestigiado» que decorre de 21 a 30 de setembro. Referindo-se ao diálogo dos católicos com a arte e o pensamento, Maria João Costa considera que «a cultura é um veículo privilegiado para a Igreja se relacionar com o mundo, levando a mensagem aos outros e trazendo os outros para dentro da Igreja».

“Inverno”: «Job somos nós» | VÍDEO |
A ideia partiu de João Pedro Vaz, o diretor artístico das Comédias do Minho: fazer espetáculos a partir de textos da Bíblia. «Há no Livro de Job um conjunto de interpelações a Deus que não têm resposta, e até muito tarde na narrativa o problema de Job não está resolvido», diz o encenador. Trata-se de compreender e de acreditar, de aceitar o que parece inaceitável, trata-se de conciliar a fé e a razão terrena. O processo de criação passou por um longo período de improvisações, por parte dos atores, sem que nunca as palavras utilizadas deixassem de ser as do texto bíblico. Procuraram, em conjunto, apropriar-se desse texto, torná-lo inteligível e relevante hoje, uma altura em que os homens estão perplexos com questões terrenas que têm dificuldade em entender.

Átrio dos Gentios: Diálogo da Igreja Católica com não crentes em Assis vai abrir com presidente da República de Itália
O presidente da República de Itália abre a 5 de outubro, em Assis, uma nova sessão do ‘Átrio dos Gentios’, plataforma da Igreja Católica para o diálogo entre crentes e não crentes. Giorgio Napolitano vai dialogar com o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, estrutura do Vaticano que coordena o ‘Átrio dos Gentios”, revelou a Sala de Imprensa da Santa Sé. “Trabalho, empresa e responsabilidade”, “contemplação e meditação”, “O diálogo intercultural e inter-religioso pela paz”, “Os jovens, entre fé e niilismo”, “O grito da terra”, “Arte e fé” e “O grito dos pobres, crise económica mundial, desenvolvimento sustentável” são os temas dos painéis que se realizam a 6 de outubro.

Ano da Fé: entre a narrativa do extraordinário e a poesia do mistério
É um mistério a razão pela qual «muitos dos nossos contemporâneos não percecionam esta íntima e vital ligação a Deus, ou até a rejeitam explicitamente» (Gaudium et spes 19). Estes contemporâneos têm vários nomes. São os ateus, os agnósticos, os que procuram Deus. Mas também aqueles que vivem um cristianismo formal. Aqueles que recitam sem meditar, que consolam sem chorar. Por diversas vezes, o Santo Padre alertou para o facto de darmos a fé por garantida, quando na verdade isso pode não ser uma realidade. A gramática para encontrar Cristo é também a poesia. A poesia é a imagem do esforço humano necessário para encontrar Cristo e do trabalho que é exigido às comunidades cristãs para promoverem ambientes e tempos onde nasça a disponibilidade para o imprevisível. A poesia é a coragem de inventar palavras para narrar o inesperado.

Cinema nas escolas: um novo plano para a Sétima Arte | VÍDEOS |
Depois de uma nova e muito discutida lei do cinema e audiovisual, a Lei nº 55/2012 publicada no passado dia 6 de setembro, acaba de ser anunciado o novo Plano Nacional de Cinema. Num ensino obrigatório que ao longo de 12 anos ignora de modo crasso a formação aprofundada e abrangente em comunicação audiovisual e novas tecnologias, resumindo-a à perspetiva utilitária e a competências técnicas no âmbito da disciplina TIC (tecnologias de informação e comunicação) – que invariavelmente os alunos já dominam no ano de escolaridade a que lhes acedem -, a possibilidade de abordagem cinematográfica pode constituir uma porta aberta ao aprofundamento e reflexão sobre a criação, a técnica, a comunicação e as formas, enfim, como através do cinema a vida se projeta.