É novo » 1.8.2012

Átio dos Gentios em Assis vai ser a primeira iniciativa do Ano da Fé | IMAGENS |
A realização do Átrio dos Gentios em Assis, a 6 de outubro, vai ser o primeiro ato do Ano da Fé, mesmo antes da sua abertura oficial, marcada para o dia 11 do mesmo mês, revela o calendário publicado na edição desta quarta-feira do jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano. A sessão que decorre na cidade italiana onde nasceu S. Francisco (1182-1226) é dedicada ao tema “Deus, este desconhecido”.. «O Átrio dos Gentios, integrado no Conselho Pontifício da Cultura, quer reunir e dar forma ao grito muitas vezes silencioso e despedaçado do homem contemporâneo em direção a um Deus que para um número crescente de pessoas permanece um “Deus desconhecido”», sublinha o texto de apresentação.

Arte e oração
Talvez vos tenha acontecido algumas vezes, diante de uma escultura, de um quadro, de certos versos de uma poesia ou de uma peça musical, sentir uma emoção íntima, ter uma sensação de alegria, ou seja, sentir claramente que diante de vós não havia apenas matéria, um pedaço de mármore ou de bronze, uma tela pintada, um conjunto de letras ou um cúmulo de sons, mas algo maior, algo que «fala», capaz de sensibilizar o coração, de comunicar uma mensagem e de elevar a alma. A arte é capaz de expressar e de tornar visível a necessidade que o homem tem de ir além daquilo que se vê, pois manifesta a sede e a busca do infinito. Aliás, é como uma porta aberta para o infinito, para uma beleza e para uma verdade que vão mais além da vida quotidiana. E uma obra de arte pode abrir os olhos da mente e do coração, impelindo-nos rumo ao alto.

Jesuítas e investigação científica em Portugal: factos e enganos
Um dos eixos centrais das campanhas e da abundante propaganda levada a cabo pelo Marquês de Pombal contra a Companhia de Jesus consistiu em apresentar os Jesuítas como os principais responsáveis pelo atraso educativo e científico português em contexto europeu. Este conceito de que os Jesuítas eram incultos e contrários ao progresso científico foi apropriado, com grande competência, pela sociedade portuguesa no período pós-Pombalino e manteve-se praticamente inalterado até ao restabelecimento oficial da Companhia em Portugal, no ano de 1880. Num Portugal dominado pela visão positivista de Auguste Comte (1798-1857), o argumento utilizado pelo Partido Republicano Português para a expulsão das ordens religiosas a 8 de outubro de 1910 foi ainda o de que os Jesuítas eram o maior obstáculo ao progresso científico em Portugal. A longevidade e influência do argumento que relaciona os Jesuítas com o atraso científico foi de tal modo significativa na cultura portuguesa que se tornou quase que uma premissa universalmente aceite (com poucas exceções) até meados do século XX.

Exposição: Luísa Jacinto, “Basta um só dia” | IMAGENS |
Quase sempre – se não sempre [a pintura de Luísa Jacinto] – e como ela tanto se amplia nas pequenas dimensões – está no mundo (dessa mesma pintura) como o coração num organismo. Quase sempre para deixar que surja numa espécie de ensaio pictórico – muito simples, com uma ou duas figuras – sobre a aparição de quem tenta e falha e hesita e silencia na cor do reduzido espaço em que se fecha (enquanto personagem em cena) na sua aventura do outro (e de si mesmo) e permanece em queda e erro no acerto sobre as palavras acerca do que nós amamos e muito, provavelmente, também acerca de quem é amado. A figuração de Luísa Jacinto diz a cada instante: «Nós somos deste mundo, mas neste mundo sentimo-nos entre estrangeiros.» E, todavia, gravita quase sempre numa aparente serenidade.

Deus é de todos porque todos lhe pertencem
Cada um diz: “Meu Deus”. Ele é de todos, dando a todos indistintamente a graça de poderem usufruir dele, estando todo em todos e em cada um. Que o pobre diga: “Meus Deus” e que o rico diga: “Meu Deus”. O pobre tem menos, o rico tem mais, mas prata, não Deus. Para poder chegar a Deus, o rico Zaqueu deu metade do seu património. Para poder chegar a Deus, Pedro deixou as redes e o barco. Para chegar até Deus, a viúva deu duas pequenas moedas. Para poder chegar até Deus, o que é mais pobre deu um copo de água fresca. Para poder chegar até Deus, o que é completamente pobre e necessitado, partilhou apenas a boa vontade. Todos deram coisas diversas, mas chegaram ao uno, porque não amaram a diversidade.

“As flores da guerra”: da desconfiança ao altruísmo | VÍDEO + IMAGENS |
Em 1937, em plena segunda Guerra Sino-Japonesa, tropas japonesas invadem a então capital da República da China de forma violenta, no que ficaria conhecido como o Massacre de Nanjing. Entre a disputa pela sobrevivência e a disparidade de valores dos vários ocupantes, o convívio inicial é francamente complicado. No entanto, perante a imprevista ocupação do convento por um grupo desgovernado de soldados japoneses, novos valores se levantam conduzindo os fugitivos a unirem-se em defesa do bem comum. Os laços entre todos estreitam-se de tal forma que uns virão a provar ser capazes de dar a vida não já pelos “outros”, mas pelos que entretanto assumem como “seus”.

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É novo » 31.7.2012

Diocese de Aveiro aposta na Cultura para assinalar 75 anos de restauração
Os 75 anos da restauração da diocese de Aveiro, que se assinalam em 2013, vão ser marcados por diversas atividades culturais, como uma exposição, debates, concertos, uma encenação, um ciclo de cinema e um congresso. A organização pretende convidar alguns artistas a participar através da criação de uma obra inspirada no tema “O transcendente presente”. «Acreditamos que é através da cultura que as pessoas evoluem, criam conhecimentos, desenvolvem sensibilidades e afetos, alargam horizontes e assim criam bases mais fortes que lhes permitirão sair deste desânimo que o momento de crise atual provoca, com uma nova atitude de esperança». Conheça o programa.

Arte, diálogo, denúncia: pároco apresenta projeto “Indigências” | IMAGENS |
O projeto “Indigências”, promovido pela Pastoral da Cultura da paróquia de S. José, em Ponta Delgada, pretende que a arte contemporânea contribua para interpelar as consciências diante da exclusão que se manifesta na cidade politicamente mais importante dos Açores. Em entrevista ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, o responsável pela paróquia explicou as motivações da iniciativa, revelou os artistas que vão ocupar os espaços da igreja até ao primeiro semestre de 2014 e falou sobre as consequências que o projeto está a suscitar na paróquia e na cidade. «Além da exposição das obras há grupos de trabalho ligados à música e à literatura. São cristãos e não cristãos que estão a conviver, a dialogar e a produzir a partir da sua criatividade e pensamento. Por isso este é um projeto muito aberto, solto e que foge à rigidez, ao mesmo tempo que mantém sempre o compromisso perante a solidariedade e a justiça, porque a beleza fala-nos disso.»

Catarina Branco sucede a Urbano em instalação de arte contemporânea em igreja de Ponta Delgada
As peças “Piece of Me” e “Em Viagem”, de Catarina Branco, vão suceder à obra “Kenosis”, de Urbano, instalada na igreja de S. José, em Ponta Delgada, aquando da inauguração do projeto “Indigências”. «A amplitude e profundidade» do trabalho de Catarina Branco, «jovem e promissora artista», segue «a geografia de um imaginário popular, estabelecendo relações internas e coesas, que cruzam a abstração». A sessão inclui um recital de aproximadamente 20 minutos «que percorre mais de quatro séculos da história da música europeia, dando simultaneamente a conhecer as possibilidades tímbricas do órgão da igreja de São José».

Oração pelas férias
Dá-nos, Senhor,/ depois de todas as fadigas/ um tempo verdadeiro de paz.// Dá-nos,/ depois de tantas palavras/ o dom do silêncio/ que purifica e recria.

Um bispo em duas rodas: quando a fé acelera de moto | IMAGENS |
Ao automóvel prefere a moto com que percorre as estradas da sua diocese. É um bispo sobre duas rodas: D. Giulio Mencuccini vive há 38 anos no Bornéu, a maior ilha do arquipélago da Indonésia. No último domingo, 29 de julho, D. Giulio Mencuccini pilotou uma mota de 1200 cc. e encabeçou cerca de 100 motociclistas num passeio de solidariedade até ao santuário de S. Gabriel, em Itália.

É novo » 30.7.2012

Novo número da revista “Cultura e Fé”, do Conselho Pontifício da Cultura, é dedicado ao envelhecimento
O envelhecimento é o tema central do número mais recente da revista “Cultura e Fé”, editada pelo Conselho Pontifício da Cultura, que se propõe apresentar diversos olhares sobre a pessoa idosa. O crescimento positivo da esperança de vida e a diminuição da natalidade, mesmo que com taxas desiguais, «provocam desequilíbrios intergeracionais com muitas expressões», sublinha o bispo português D. Carlos Azevedo, que assina o editorial. A presença portuguesa nesta edição inclui o artigo “O envelhecimento: uma leitura psicológica”, de António Fonseca, diretor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade Católica Portuguesa-Porto, e um registo sobre o realizador Manoel de Oliveira, que em 2007 recebeu o Prémio Árvore da Vida-Padre Manuel Antunes, atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Daniel Faria: uma obra singular na poesia portuguesa contemporânea
A poesia de Daniel Faria pertence ao seu tempo, porque supõe um vazio ou uma ausência. Mas é também “inatual”, e por isso marcante, porque descobre um sentido, um sentido que religa. Faria acreditava que no princípio era o verbo, uma convicção tão religiosa quanto poética: «É ele que conserva o mecanismo dos pássaros/ É ele que move os moleiros quando param os moinhos/ É ele que puxa a corda dos bois e a linha/ Do céu que assinala os limites dos montes// Ele é que eleva o corpo dos santos, é ele/ Que amestra o pólen para o mel, ele decide/ A medida da flor na farinha/ Ele deixa-nos tocar a orla dos seus mantos.»

Deitar a mão ao arado e não olhar para trás
É muito fácil esquecer quem somos e para onde vamos. Em determinadas alturas das nossas vidas, é tudo muito claro. O casal jovem no altar, o padre acabado de ordenar, o jovem sagaz que se dirige à primeira aula na Faculdade de Direito: todos sabem para onde vão; sabem que haverá um preço a pagar e estão prontos a pagá-lo. É tudo muito claro e muito simples.

Museus do Vaticano: uma cadeira e um padre à espera de diálogo | IMAGENS |
Os Museus do Vaticano vão ter a partir de agosto dois padres que todos os dias estão à disposição dos visitantes para o diálogo simples e despretensioso, longe do institucional. Os sacerdotes vão estar em pontos estratégicos do museu e qualquer pessoa poderá aproximar-se deles «para trocar duas palavras, obter um conselho, uma reflexão, um conforto». Outra das iniciativas dos museus é a abertura noturna, todas as sextas-feiras.

É novo » 29.7.2012

Arte de Jardinagem
Sophia de Mello Breyner escreveu: «Em todos os jardins hei de florir…». Acho que a podemos compreender bem, pois quem conhece minimamente o seu próprio coração sabe quanto ele se assemelha a um jardim. Por saber isso é que nos tornamos, claro está, nos primeiros interessados na peculiar arte de jardinagem que é o cuidado do nosso mundo interior.

Jogos Olímpicos: a herança grega | IMAGENS |
Qual era a origem e antiguidade dos Jogos Olímpicos, que decorriam sob a garantia de tréguas sagradas, e que reduziam a prisioneiros de guerra quem entrasse armado no seu território? Note-se um facto muito significativo, que define o espírito olímpico: é que a partir do século IV a. C., as vitórias nos Jogos perdem o seu prestígio, pelo facto de neles começarem a competir profissionais. Efetivamente, o esplendor da vitória decorria sobretudo da honra que ela proporcionava ao laureado, e não de qualquer vantagem material. Uma prática em que se consagra o ideal da perfeição física e da coragem e que dá lugar ao desenvolvimento das artes, sobretudo da arquitetura e da escultura, e à difusão da literatura em prosa e em verso, proporcionando o encontro de representantes de toda a Hélade, essa é a grande mensagem dos antigos Jogos Olímpicos.

Balada dos Aflitos
Talvez Deus esteja a ser crucificado/ neste reino onde tudo se avalia/ irmãos meus sem valor acrescentado/ rogai por nós Senhora da Agonia/ irmãos meus a quem tudo é recusado/ talvez o poema traga um novo dia.

É novo » 28.7.2012

Férias: dar tempo à natureza, repouso, renovação, espiritualidade e cultura | IMAGENS |
O repouso faz parte não só da ordem humana, mas também do programa divino da vida humana. Repousa bem aquele que trabalha bem e, por sua vez, aquele que trabalha bem deve repousar bem. No mundo em que vivemos, torna-se quase uma necessidade poder-se retemperar no corpo e no espírito, especialmente para quem vive na cidade, onde as condições de vida, muitas vezes frenéticas, deixam pouco espaço ao silêncio, à reflexão e ao contacto descontraído com a natureza. As férias constituem também uma preciosa oportunidade para passar mais tempo com os familiares, para reencontrar parentes e amigos, numa palavra, para dar mais espaço àqueles contactos humanos que o ritmo dos compromissos de todos os dias impede que se cultive como se gostaria.

Quer um bom livro de férias? Leve a Bíblia
Numa época em que os críticos literários e as livrarias aconselham leituras para as férias, o Papa sugere a Bíblia, desde as narrativas mais pequenas, como Tobias, Ester ou Rute, às “obras-primas” como Job, Qohélet ou Cântico dos Cânticos. «Não somos feitos só para trabalhar, mas também para pensar, refletir ou simplesmente seguir com a mente e com o coração» uma história na qual «em certo sentido nos ‘perdemos’ para depois nos enriquecermos», afirmou Bento XVI.

É novo » 27.7.2012

“Indigências”: Igreja acolhe arte contemporânea e alerta para problemas sociais | VÍDEO + IMAGENS |
“Indigências” é um projeto da Pastoral Cultural da paróquia de São José, em Ponta Delgada, que nasce a partir da constatação de uma realidade de extrema pobreza instalada no Campo de São Francisco. A Igreja, enquanto realidade de convocados, presente nas circunstâncias do tempo e do mundo, deve procurar encontrar-se com a indigência e com a beleza, promovendo a diversidade cultural. Para a Igreja, a cultura é um campo fundamental no anúncio da novidade que surpreende. “Indigências”, como projeto cultural, tem por missão dar a conhecer variadas toponímias criativas e espirituais da contemporaneidade, vivenciadas e experimentadas em território nosso.

Jesus, o pecado e o perdão
Com essa atitude «libertina», relaxada de estar na vida, o que aconteceria aos padrões morais? Que aconteceria à fibra moral da nação? Que aconteceria à vizinhança? Que aconteceria à família, à igreja, à cidade, ao escritório, à escola, se tolerássemos os desvios, se não os travássemos, se não exigíssemos comportamentos morais bons, respeitáveis? Na verdade, é precisamente esse o problema dos nossos dias, ou não? É a palavra começada por «L». Temos sido «liberais». Tornamo-nos laxistas. Decaímos. Ou melhor: eles decaíram. Nós não. E, assim, a nova religião, que, na verdade, é apenas uma extensão da anterior, revestida de indignação e de gritos amargos anunciando a condenação, está a instalar-se. A forma de ser castigadora, autoritária, conservadora – na verdade, reacionária – é agora um lugar comum.

Tempo livre, tempo de graça | IMAGENS |
Este tempo gratuito é por excelência o tempo da relação, daquela que nos liga profundamente com as pessoas, com a realidade no tempo e para além do tempo, que nos liga no espaço e para além do espaço, aqui e agora e libertos de cada momento e lugar. O tempo livre só por si pode tornar-se um tempo vazio. Tempo de isolamento em casa e na rua, de isolamento não porque não estejam com outras pessoas – até estarão muitas vezes com gente demais – não porque não façam isto e aquilo, não porque não pairem sem conversar, mas porque não têm com quem crescer. Saber estar, saber conversar à vontade, ser capaz de meditar, saber até observar e também relaxar são dimensões da vida, vivida connosco, com Deus e com os outros que é preciso voltar a desenvolver.

É novo » 26.7.2012

Jogos Olímpicos: o desporto na Bíblia
As alusões ao desporto são recorrentes na Bíblia para encorajar os fiéis a perseverar na fidelidade a Deus. Disciplina no treino, autocontrolo e respeito pelas regras são tão essenciais para conseguir medalhas como para desenvolver a vida espiritual. São Paulo é o campeão das imagens. «Não sabeis que os que correm no estádio correm todos, mas só um ganha o prémio? Correi, pois, assim, para o alcançardes. Os atletas impõem a si mesmos toda a espécie de privações: eles, para ganhar uma coroa corruptível; nós, porém, para ganhar uma coroa incorruptível. Assim, também eu corro, mas não às cegas; dou golpes, mas não no ar. Castigo o meu corpo e mantenho-o submisso, para que não aconteça que, tendo pregado aos outros, venha eu próprio a ser eliminado.» A Bíblia também menciona atividades vitais para a subsistência que com o tempo se transformaram em desporto.

Futuro do cristianismo está nas origens, diz sociólogo português
O sociólogo José Pereira Coutinho, autor de um estudo que envolveu 500 alunos de quatro universidades públicas de Lisboa, considera que o cristianismo tende para a realidade que caracterizou as suas origens, com uma minoria de fiéis convictos mas minoritários. «Ainda que continuem a existir pessoas que se dizem católicas por tradição, a maior parte só será por convicção», enquanto que ateus e agnósticos serão uma fatia «cada vez maior» e as minorias religiosas tendam a crescer devido à imigração.
João Pereira Coutinho sublinha que a sociedade respira um «ambiente que não desenvolve o valor da paciência e da introspeção, muito importantes para desenvolver a religiosidade», fator a que se acrescenta a «erosão gradual da família tradicional» e do «casamento religioso», a par do «aumento do divórcio e das uniões de facto».

Cinema: Elena | VÍDEO + IMAGENS |
Em Moscovo, Elena e Vladimir são um casal em segunda união aparentemente sólida. Elena, de origens simples, esposa dócil e dedicada, gere o seu dia a dia entre as tarefas domésticas, a atenção ao marido e ao filho. Vladimir é um homem que goza confortavelmente dos rendimentos pós-reforma. Vivendo um dia a dia sem grande diálogo nem sobressalto, um ponto no entanto os separa: a visão sobre os respetivos filhos.
Em “Elena”, obra dramática bem filmada e melhor interpretada pela atriz Nadezhda Markina, a possibilidade, ou não, de (re)construção do amor está de novo em causa. Desta feita numa teia em que se implicam relações não só filiais mas conjugais, a morte, a vida e a sobrevivência, tendo sempre subjacente a questão da diferença de classes, dos papéis sociais masculino e feminino e a forma como o tempo, também geracional, os contextualiza.

Oração: confiar
É quando começamos a tomar a vida por garantida que mais necessitamos de aprender a rezar. A verdade é que, durante todo o tempo em que estamos a fazer planos para o que vamos fazer a seguir e como havemos de o fazer, a vida vai acontecendo. As ações caem na Bolsa, perde-se o emprego, o avião não parte a tempo, o projeto falha. Tudo o que planeámos para as nossas vidas, para o nosso futuro, para o momento, dá para o torto. Então, o deus-problema levanta a sua cabeça feia. Porque é que Deus me fez isto? Que fiz eu para merecer isto? Porque é que Deus não dá um jeito a isto? Como é possível que Deus ignore a nossa oração? Como escreveu George Bernard Shaw: «A maior parte das pessoas não reza; só pede».

Prémio Gulbenkian 2012 atribuído à última orquestra que tocou para o papa | IMAGENS |
A West-Eastern Divan, a última orquestra a tocar para o papa, foi distinguida com o Prémio Calouste Gulbenkian 2012 pelo «inestimável contributo» para «o diálogo e a aproximação no Médio Oriente, mas também para a educação e o desenvolvimento dos dois povos». A orquestra, composta por jovens israelitas e árabes, foi fundada em 1999 pelo intelectual palestiniano exilado Edward Saïd, falecido em 2003, e Daniel Barenboim, atual diretor.
A 11 de julho, dia em que a Igreja Católica celebra a festa de São Bento, padroeiro da Europa, Bento XVI assistiu na sua residência de verão, em Castel Gandolfo, próximo do Vaticano, a um concerto em sua honra interpretado pela West-Eastern Divan Orchestra. Na nota de imprensa alusiva ao concerto, a que também assistiu o presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, recordava-se o empenho do papa «no diálogo entre judeus, cristãos e muçulmanos». Veja imagens do concerto em Castel Gandolfo.