É novo » 1.7.2012

Entrega do Prémio Árvore da Vida 2012 a Nuno Teotónio Pereira. A entrada é livre: participe!

Da missa para o mundo, do mundo para a missa
Aquilo que fará a eternidade dos homens é só e apenas a capacidade de eles conseguirem encontrar Deus em todos os homens, Deus no próximo, e Deus, de entre os próximos, no mais próximo e no mais pequeno. (…) A religião ainda não ganhou a dimensão social, não no aspeto político da palavra mas no seu aspeto sociológico (…); ainda não entendeu que a direita do Pai é a construção do mundo na justiça, é a construção duma comunidade onde os homens partilhem mais, sejam mais fraternos, tenham mais direito à cultura, tenham mais direito à verdade, tenham mais direito à informação, tenham mais direito a uma capacidade de serem livres até à medida da liberdade dos filhos da terra e dos filhos de Deus.

Conhece bem a Bíblia? (2)
Hoje entramos no texto dos livros bíblicos, com perguntas sobre os primeiros livros da Sagrada Escritura. São questões acessíveis, mas se errar na resposta de alguma delas basta abrir a sua Bíblia para encontrar a maior parte das soluções.

É novo » 30.6.2012

Entrega do Prémio Árvore da Vida 2012 a Nuno Teotónio Pereira. A entrada é livre: participe!

A Fé vê-se na prática da justiça e do bem
Muitos andam a ouvir a palavra de Deus há tantos anos… Tantos a ouviram no tempo de Cristo e tão poucos foram tocados, apanhados vitalmente pelo mesmo Cristo. Os que voltam atrás, depois de o ouvirem, os que nunca se vão, os que são capazes de aceitar a marcha dolorosa do continuar a ser com Ele e por Ele, esses entenderam que a Fé é mais do que a aceitação intelectual de verdades apanhadas na linha de inteligência, é mais do que um esforço da linha vontade, ou é mais do que um deixar-se deslumbrar pela sensibilidade. É, acima de tudo, ser tocado de amizade profunda e de confiança absoluta. É descobrir naquele homem alguém que dá sentido à própria vida. E isso foi um estrangeiro que descobriu. É impressionante que Cristo três vezes diz no Evangelho: «Nunca vi Fé semelhante a esta em Israel».

Daniel Faria: poesia com «sopro divino» e próxima do humano, diz padre Tolentino Mendonça
«Daniel Faria traz uma poesia ainda com o sopro divino e, ao mesmo tempo, extraordinariamente humana, próxima do corpo, do desejo, da descoberta do mundo, mas também do grande combate da fé e do conhecimento de si», sublinhou o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

É novo » 29.6.2012

Entrega do Prémio Árvore da Vida 2012 a Nuno Teotónio Pereira. A entrada é livre: participe!

Igreja Católica tem de ser mais clara no debate cultural, diz Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou esta terça-feira que a Igreja Católica em Portugal tem uma ação importante no setor social mas manifesta uma presença «menos clara» em áreas como a comunicação social, educação e debates culturais. A arquidiocese de Braga convidou o comentador para intervir na conferência “Sacerdotes e a Cultura – A Igreja na Capital Europeia da Cultura”. Um dos principais desafios da Igreja é o facto de parte da geração mais nova não perceber o fenómeno religioso e as suas práticas: «Acham que não é importante porque se vive um clima de relativismo. Não há valores absolutos». «A Igreja Católica é minoritária em muitos países e em muitas sociedades. Ser minoritária não é nenhum drama», sublinhou.

“O mundo com ou sem Deus?”: Átrio dos Gentios em Estocolmo
Estocolmo, a capital da Suécia, recebe a 13 e 14 de setembro uma nova sessão do Átrio dos Gentios, estrutura da Igreja Católica para o diálogo entre crentes e não crentes promovida pelo Conselho Pontifício da Cultura. O núcleo do encontro «é tão atual quanto provocatório, dado que se ocupa da relação entre Ciência e Fé», refere o site do Átrio dos Gentios. Os avanços científicos no âmbito médico «colocam a Igreja e a Ética humana diante de um novo desafio, muitas vezes perigoso e controverso», refere o texto de apresentação. A sessão vai introduzir «muitas interrogações e desafios» para os humanistas «cristãos e não cristãos»: pode escolher-se “um mundo sem Deus”? Até onde pode ir o homem no campo da criação? Há limites, e se os houver quais serão?

Secretário de Estado entrega Prémio Internacional Terras Sem Sombra 2012
O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, vai entregar no dia 7 de julho os galardões correspondentes ao Prémio Internacional Terras Sem Sombra, promovidos pelo festival de música sacra com o mesmo nome organizado pela Igreja Católica. Na cerimónia, que decorre às 18h30 no Auditório Municipal de Grândola, serão distinguidas a soprano grega Dimitra Theodossiou na categoria de Música, a conservadora de museus e investigadora portuguesa Maria Helena Mendes Pinto, no âmbito do Património Cultural, e o biólogo espanhol Miguel Ángel Simón, que recebe o prémio da Salvaguarda da Biodiversidade.

É novo » 27.6.2012

Entrega do Prémio Árvore da Vida 2012 a Nuno Teotónio Pereira. A entrada é livre: participe!

Nuno Teotónio Pereira recebe Prémio Árvore da Vida em julho
O arquiteto Nuno Teotónio Pereira vai receber a edição de 2012 do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes, atribuído pela Igreja Católica, no dia 11 de julho, em Lisboa. A sessão decorre às 18h00 na sala de conferências da igreja do Sagrado Coração de Jesus, monumento nacional desenhado por Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas. O prémio, composto por um cheque no valor de 2500 euros patrocinado pela Rádio Renascença, e uma escultura de Alberto Carneiro, vai ser entregue no dia em que a Igreja Católica assinala a festa de São Bento, Padroeiro da Europa.

Pintura: Ciclo “Árvore da Vida”, de Ilda David’ | IMAGENS |
Aos intervenientes na 8.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, realizada a 22 de junho de 2012 em Fátima, foi oferecida uma obra de Ilda David’. Estas integram um ciclo de desenhos da artista intitulado “Árvore da Vida”. É uma forma que o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura encontrou de estimular o diálogo criativo entre as artes e a reflexão cristã.

Cinema: O moinho e a cruz | VÍDEO + IMAGENS |
Em 1564 a Flandres sofre a brutal ocupação pela Espanha de Filipe II. Liderando o movimento da Contrarreforma, o monarca, católico devoto, procurava assim dominar o ímpeto crescente da corrente calvinista fortemente presente naquela região. É nesse mesmo ano, no contexto de profundas divisões na Europa, que o pintor Peter Bruegel, originário do então ducado de Brabante, cria “A Subida ao Calvário”. A pintura, resultado da encomenda de um mecenas, utiliza de forma extraordinária uma alegoria para, a partir da paixão e crucifixão de Cristo, a contextualizar na situação da Flandres de então. Centrado na vida de 12 das mais de 500 figuras representadas no original, “O moinho e a cruz”, resulta numa criação cinematográfica capaz de exprimir a composição intricada e pluridimensional de Bruegel e imprimir a vida, o movimento e a frescura necessárias à adesão do espetador.

Art Basel: curto circuíto entre criadores, galeristas, críticos e público | IMAGENS |
É um curto-circuito de elementos explosivos. Mal se entra no grande pavilhão da Feira da arte de Basileia, na Suíça, sente-se no ar a electricidade desta formidável encenação e da estrutura organizativa que a sustenta. E os artistas? Não se pode pressupor que sejam indiferentes e estejam desatentos à contínua evolução de um vaivém de modas, nem que sejam almas inocentes que se questionam a si mesmos em solidão, nem se pode pensar que estejam animados por más intenções. Mas uma certa monotonia de intenções por parte da arte contemporânea não pode passar despercebida nem sequer aos mais distraídos: trata-se de um batimento constante que expressa o desejo de melhorar o mundo, denunciar os abusos, revelar conspirações e, por conseguinte, de representar o mal, os desastres ecológicos, a destruição da natureza.

É novo » 25.6.2012

«Há uma alegria e uma Esperança para nós»: D. Pio Alves na 8.ª Jornada da Pastoral da Cultura
«Nunca gostei de vender o que não tenho. Nunca gostei de prometer o que não sei se posso cumprir. Esse des-gosto é tanto mais assumido quanto mais sei do impacto, das espectativas de realização que tal anúncio pode gerar nos desprotegidos buscadores de algum produto. Com a não desejada mas inevitável carga institucional que devo assumir, posso afirmar, convictamente, que “Há uma Alegria e uma Esperança para nós”? Posso, devo e quero. Sem entrar na definição de outros termos, ouso explicar já que entendo “nós” igual a “todos”, a todo ser humano, independentemente de credos ou outras condições pessoais e sociais; “há”, por sua vez, na minha leitura, quer significar viabilidade de acesso ou até meta já suficientemente alcançada.» Intervenção de D. Pio Alves, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, na 8.ª Jornada da Pastoral da Cultura.

D. Pio Alves espera que todas as dioceses de Portugal tenham Referente da Pastoral da Cultura | VÍDEO |
O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Pio Alves, espera que todas as dioceses de Portugal tenham Referente da Pastoral da Cultura. Em declarações proferidas durante a 8.ª Jornada da Pastoral da Cultura, realizada em Fátima a 22 de junho, o bispo auxiliar do Porto fala sobre a possibilidade de alegria e esperança na atual situação económica e social de Portugal. O responsável sublinha a importância do diálogo cultural para que a Igreja não se feche em si própria, assinala que a Jornada Nacional da Pastoral da Cultura é uma realidade já consolidada e perspetiva a relação do catolicismo com a arte contemporânea em Portugal, especialmente no campo da arquitetura.

A criação artística como vislumbre da eternidade
«”A minha fé nasceu da fornalha da dúvida”, dizia o romancista Dostoievsky. O espaço de liberdade reivindicado pelos artistas ou pelo ser humano no seu percurso de consciência não se vira contra a afirmação ou construção da atitude crente; pelo contrário: a fé supõe esse caminho de interrogação.» A demarcação dos artistas face à tutela da religião, a visão do cristianismo segundo Gil Vicente, «o primeiro grande teólogo português», o criador enquanto sondador da alma e do silêncio, o Átrio dos Gentios, que chega a Portugal em novembro, e a arte como possibilidade de sugerir um vislumbre da eternidade foram alguns dos temas abordados pelo diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre José Tolentino Mendonça, em entrevista à Renascença, após a 8.ª Jornada da Pastoral da Cultura realizada no dia 22 de junho, em Fátima.

Joana Carneiro escolhe uma música para Portugal: Sinfonia da Ressurreição, de Gustav Mahler | VÍDEOS |
Convidada a dedicar uma música a Portugal diante da atual situação económica e social do país, a maestrina Joana Carneiro escolheu a Sinfonia n.º 2, conhecida por Sinfonia da Ressurreição, de Gustav Mahler, e em particular o andamento “Ulricht” (luz primordial). Em declarações proferidas na 8.ª Jornada da Pastoral da Cultura, realizada no dia 22 de junho em Fátima, a diretora de orquestra sublinhou que a música do compositor austríaco (1860-1911) evoca «uma luz que sempre existiu e sempre existirá», mesmo nos cenários mais sombrios da história humana. Portugal precisa de ser inspirado por uma «música que empreende» e que promove um espírito inconformista de criação, afirmou.Veja a entrevista a Joana Carneiro e ouça o andamento escolhido.

D. Manuel Clemente: «O “meu” Concílio, 50 anos depois»

Tudo parecia ir bem, como fundamentalmente foi, apesar de muitos e alguns graves “acidentes de percurso”, que melhor se chamariam incursões de fora no percurso eclesial autêntico. Aconteceu – naturalmente aconteceu – que a relação entre a Igreja e o mundo consentiu, em alguns casos e alguns tempos, fortíssimas inclusões do mundo na Igreja, que puderam pôr em causa a identidade desta, da sua ação, do seu sacerdócio, da sua tradição essencial. Aconteceu realmente, dando ao pontificado de Paulo VI (1963-1978) uma nota dramática que por vezes lhe transparecia nos olhos e nas palavras, apesar de tudo serenas e geralmente esperançosas. Para mim, como para tantos outros, a aplicação do Concílio foi sobretudo – e continua a ser – um constante desafio de discernimento e identificação cristã e eclesial, para catolicamente servir o mundo.

— Em agenda para HOJE —

A fé como experiência de amizade: Padre Tolentino Mendonça apresenta retiro aberto
Os cinco «fins de tarde de silêncio e de paz» começam sempre às 18h00 com uma conferência de 45 minutos, prosseguem com um tempo de oração de meia hora e terminam com a celebração da missa, que se inicia às 19h15. A conferência inaugural no Mosteiro do Lumiar intitula-se “Em vez de dizer ‘No princípio era o Verbo’, aprender a dizer ‘No princípio era a relação’”.

É novo » 23.6.2012

8.ª Jornada da Pastoral da Cultura: Alegria e esperança para além do efémero
O presidente da Comissão Episcopal responsável pelo setor da Cultura defendeu esta sexta-feira em Fátima a necessidade de que a alegria e a esperança sejam manifestações de «algo mais profundo» e não apenas vivências «transitórias». A maestrina Joana Carneiro identificou «sinais de esperança» na criação musical e destacou o facto de haver obras que «sobrevivem» ao tempo, oferecendo uma «noção de eternidade». «Através das coisas visíveis o homem chega às coisas invisíveis», referiu, falando na «alegria imaterial”, uma esperança e alegria «fáceis de transmitir» numa prática diária dedicada à criação e à beleza. Duarte Goes, do mesmo grupo, falou da esperança como uma «matriz» da existência, sublinhando a confiança e a «certeza» que, do seu ponto de vista, marcam a perspetiva cristã: «Este é o momento em que podemos fazer a diferença». O encenador Nuno Carinhas falou da experiência «marcante» da receção do Concílio Vaticano II na paróquia de Santa Maria de Belém, no Patriarcado de Lisboa.

8.ª Jornada da Pastoral da Cultura: Mundo precisa de mais «sonho», «poesia» e «valores espirituais»
«Uma crise de civilização não pode ser resolvida por receitas economicistas e tecnocráticas – as mesmas que estiveram na origem da crise actual. Há outra dimensão da vida e o mundo precisa de valores espirituais, da busca de um outro sentido», sustentou Manuel Alegre.

8.ª Jornada da Pastoral da Cultura: Austeridade limita a esperança, diz Manuel Alegre
À margem da 8.ª Jornada da Pastoral da Cultura, sobre o documento do Concílio Vaticano II “Gaudium et spes” (alegria e esperança), o poeta considerou que «não se cortam só subsídios e salários, cortam-se a esperança, o sonho e o direito a ter uma perspetiva para o futuro», o que é «uma grande responsabilidade quer para os da Igreja quer para os que não são da Igreja». Referindo-se ao concílio convocado pelo papa João XXIII, Manuel Alegre afirmou que os jovens não têm consciência da sua importância, mas enaltece o que se passou. «Nessa altura, os horizontes estavam abertos e havia esperança. Hoje, os horizontes estão tapados e não temos solução, nem inspiração. São precisas palavras de alegria», disse.

8.ª Jornada da Pastoral da Cultura: Concílio Vaticano II mudou atitude dos católicos
O poeta e ex-candidato à Presidência da República, Manuel Alegre, destacou hoje em Fátima a importância do Concílio Vaticano II (1962-1965) para redefinir a «relação da Igreja com o mundo», bem com a atualidade da sua mensagem. «Impressiona ainda hoje a alegria e a esperança que brotam das suas páginas» e o otimismo com que se encara o futuro, segundo o poeta. Afirmando-se «honrado, mas também embaraçado” pelo convite, o ex-deputado afirmou que »João XXIII (1881-1963), o papa que convocou o Concílio, «soube ler os sinais dos tempos».

É novo » 22.6.2012

8.ª Jornada da Pastoral da Cultura: Quando Manuel Alegre estava preso e escreveu um poema ao papa
O poeta e ex-candidato à Presidência da República, Manuel Alegre, contará esta sexta-feira, 22 de junho, perante bispos e responsáveis da cultura da Igreja, como um seu pedido à polícia política fascista o levou a escrever um poema dedicado ao papa João XXIII. Foi no verão de 1963, conta o escritor ao jornal “Público”, antecipando a sua participação na 8.ª Jornada da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica, em Fátima. Alegre tinha sido preso em Angola, então colónia portuguesa, depois de participar num levantamento contra o regime. Detido em Luanda, na cadeia da PIDE, a polícia política, Alegre ouviu falar de uma encíclica do papa João XXIII, sobre a paz no mundo, a Pacem in terris, publicada em abril de 1963. «Para quem lutava pela liberdade, a encíclica foi uma inspiração», diz o autor de Praça da Canção. Por isso, Alegre acabou por escrever o poema Para João XXIII: «Porque não sei de Deus não trago preces./ Sou apenas um homem de boa vontade./ Creio nos homens que acreditam como tu nos homens/ creio no teu sorriso fraternal».

Leitura: Vaticano II, 50 anos, 50 olhares
«A carta convocatória pedia uma fotografia em vestes episcopais. Por não as ter ainda, pedi ao bispo auxiliar de Coimbra, D. Manuel de Jesus Pereira (mais tarde prelado de Braganca-Miranda), que me emprestasse as suas. Deste modo, foi com vestes alheias que fiquei em documentos conciliares. O nosso país marcou presença no Vaticano II, mas de forma bastante modesta. Os bispos de Portugal eram 42, no início, e 49, no final. Abrangiam a metrópole e as então designadas províncias ultramarinas, de Cabo Verde a Timor, com destaque para os extensos territórios portugueses em África.» A Paulus Editora lançou recentemente a obra “Vaticano II, 50 anos 50 olhares”, que recolhe o testemunho de leigos, religiosos e clero sobre o Concílio ou um dos seus documentos.