É novo » 1.4.2012

Átrio dos Gentios de Palermo pode servir de modelo para Guimarães
O presidente do Conselho Pontifício da Cultura considera que o programa do Átrio dos Gentios realizado quinta e sexta-feira em Palermo, Itália, pode repetir-se nos próximos encontros, entre os quais se inclui o de Guimarães, em novembro. «O elemento talvez mais sugestivo é a multiplicidades das vozes. Vozes de gerações diferentes, experiências diferentes e por vezes escolhas profundamente diferentes», referiu D. Gianfranco Ravasi, que elogiou a participação das crianças, «absolutamente original e criativa». O cardeal italiano lembrou o padre Pino Puglisi, morto pela Máfia, e frisou que esta organização «não é uma cultura alternativa mas é uma anticultura, não é uma forma de cristianismo particular – devocional – mas um anticristianismo».

Da Quaresma à Páscoa (40): Reaprender a arte da procura (II)
«Procurar cuidadosamente», ensina a mulher da parábola. Nós também temos de ir ao fundo e procurar a raiz daquilo que nos desvitaliza espiritualmente. Talvez seja um enorme, um terrível medo… Talvez seja uma insegurança fundamental no amor de Deus… Talvez me falte a confiança e também, por isso, a minha coragem é incipiente… Talvez tudo nasça de uma incapacidade de perdoar, isto é, de sobrepor às feridas e humilhações sofridas a certeza de que o amor é o único bem… Eu procuro cuidadosamente. Pudéssemos nós dizer com Santa Teresa Benedita da Cruz: «A minha procura da verdade foi autenticamente uma oração.»

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É novo » 31.3.2012

Da Quaresma à Páscoa (39): Reaprender a arte da procura (I)
«Qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a casa e não procura cuidadosamente até a encontrar?» Se calhar ainda nos restam nove ou sete ou cinco ou três moedas… E podemo-nos tentar consolar e enganar com elas, fingindo que não damos pela falta de uma outra vida, de uma outra frescura, de um coração inteiro. O primeiro momento da reconciliação é a decisão interior que nos leva a retomar, precisamente, a arte da procura e da inteireza. «Para ser grande, sê inteiro», dizia Fernando Pessoa. E o grande desafio da vida espiritual não é, claro, o da grandeza, mas o da inteireza. Sermos nós próprios.

António Tabucchi: tudo o aproximou de Portugal
Tabucchi descobriu Portugal, um dia na Gare de Lyon, em Paris, através de uma tradução de Pierre Hourcade, de Álvaro de Campos. Depois, tudo o aproximou de Portugal: a literatura, a família, as cidades, as letras e as artes. A sua aldeia foi a Rua do Monte Olivete, num lugar de tantas recordações literárias – Ruben A., Alexandre O’Neill… E o certo é que a sua obra é um acervo fantástico de um europeu autêntico, cosmopolita, sedento de encontros e diálogos. O seu espírito era inquieto, inconformista, sempre crítico, e por isso era uma companhia sempre positiva, de quem desejava olhar o horizonte, procurando perscrutar o inesperado, nunca disposto a aceitar o vulgar e o lugar-comum.

Universidade Católica organiza congresso internacional sobre Vergílio Ferreira | IMAGENS |
O Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa vai organizar em maio o Congresso Internacional “Vergílio Ferreira: Da Ficção à Filosofia, no Cinquentenário de Estrela Polar e Da Fenomenologia a Sartre”. «Num tempo de desnorte e de vazio antropológico, trazer uma vez mais ao debate um autor [1916-1996] que não se cansa de procurar o “homem fundamental”, afigura-se tarefa urgente e necessária», sublinha o texto de apresentação.

A poesia está guardada nas palavras – é tudo que eu sei

É novo » 30.3.2012

Da Quaresma à Páscoa (38): Se Deus é amor, a caridade não deve ter fim
Seja, neste tempo, mais larga a nossa generosidade para com os pobres e todos os que sofrem, a fim de que os nossos jejuns possam saciar a fome dos indigentes e se multipliquem as vozes que dão graças a Deus. Nenhuma devoção dos fiéis agrada tanto a Deus como a dedicação para com os seus pobres, pois nesta solicitude misericordiosa ele reconhece a imagem de sua própria bondade. Não temamos que essas despesas diminuam nossos recursos, porque a benevolência é uma grande riqueza e não podem faltar meios para a generosidade onde Cristo alimenta e é alimentado. Em tudo isso, intervém aquela mão divina que ao partir o pão o faz crescer, e ao reparti-lo multiplica-o.

Professor Ratzinger, fale-nos da felicidade
Acredito que a história do desenvolvimento das palavras é como um espelho no qual se lê o progresso do pensamento humano. O termo «felicidade» substituiu gradualmente, no sentimento e na linguagem comum fora da área teológica, o termo clássico de “salvação”. Isto denotou a perda da significação cósmica contida no conceito cristão de salvação. Com o termo “salvação” era definida a salvação do mundo, dentro da qual se realiza a pessoal.» Foi desta forma que o professor Joseph Ratzinger, atual papa Bento XVI, se expressou em 1975, numa aula lecionada para a Faculdade de Teologia do Triveneto, em Itália. A palestra, que incidiu no diálogo com a cultura, foi agora publicada.

“O quarto e o bosque”: desenhos recentes de Ilda David’, com apresentação de José Tolentino Mendonça | IMAGENS |
«Mesmo se parece que não, a civilização ocidental levou muito a sério o dístico de Pascal: “Toda a nossa infelicidade é provocada por uma coisa apenas: não sabermos permanecer em repouso num quarto”. A favor de Pascal estabeleceu-se uma linhagem que no quarto doméstico ou na sala do trono, no plenário civil ou na plateia do teatro, no espaço anonimamente confuso do café ou na recolhida cela monacal colocou os fundamentos para um determinado paradigma do viver. Precisamos de fronteiras, de muralhas, de tabiques, de biombos, de cercas e de linhas, nem que sejam imaginárias, como muitas vezes foram as da história. E as marcas desta necessidade (ou desta imposição herdada) infiltram-se por nós dentro, sem darmos conta.» Texto de apresentação de José Tolentino Mendonça.

Teatro: “A Paixão de Cristo”, «uma alegria tremenda, uma catequese emocionada» | IMAGENS |
Cerca de mil pessoas assistiram na Igreja Paroquial da Palhaça, diocese de Aveiro, às duas sessões da Paixão de Cristo. A dramatização realizada por um elenco de 79 pessoas da vila, narrou em seis atos as últimas horas da vida de Jesus de Nazaré. Dos cenários ao guarda-roupa, toda a produção foi protagonizada pela população, que desde novembro trabalhou na encenação. No final das duas sessões, que envolveram mais de uma centena de pessoas, entre atores amadores e técnicos, não faltaram elogios e pedidos para repetir as apresentações na vila e noutras salas. A segunda atuação contou com a presença do bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, e do bispo emérito, D. António Marcelino.

É novo » 29.3.2012

Bento XVI no México e em Cuba: palavras e imagens | IMAGENS |
A fé católica marcou significativamente a vida, os costumes e a história deste Continente, onde muitas das suas nações estão a comemorar o bicentenário da independência. É um momento histórico sobre o qual continua a brilhar o nome de Cristo, trazido para aqui por insignes e generosos missionários, que O proclamaram com coragem e sabedoria. Eles arriscaram tudo por Cristo, mostrando que o homem encontra n’Ele a sua consistência e a força necessária para viver em plenitude e edificar uma sociedade digna do ser humano, como o quis o seu Criador. O ideal de não antepor nada ao Senhor e de fazer com que a Palavra de Deus chegue a todos, valendo-se das características próprias de cada um e das suas melhores tradições, continua a ser uma válida orientação para os Pastores de hoje.

Evangelizar deve ser a prioridade da Igreja na relação com a Cultura
Há que “criar, manter, repensar” a necessidade de ultrapassar o preconceito de que a Igreja é que está em falta no diálogo cultural. Sobretudo, porque em diversas mentalidades do nosso tempo se reduz a cultura a um certo tipo de erudição artística e intelectual. Como se a sabedoria dos ‘pequeninos’ não tivesse valor cultural. «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei»: haverá outra disposição para a Igreja no diálogo cultural e no apontar a realização da vocação humana? Porque, se as artes e os dinamismos artísticos e intelectuais não manifestarem a vocação humana, serão cultura? Se reduzirem a condição humana a uma existência natural e terrena, que cultura criam?

Da Quaresma à Páscoa (37): O alimento do jejum
Vem muito a propósito o facto de sentirmos o efeito do jejum nos nossos ventres. Alegrar-se-á o nosso coração, se sentirmos que as nossas mentes passam fome. (…) Esse manjar não nos é preparado por nenhum cozinheiro, nem nos é trazido de além-mar por mercadores, como os frutos exóticos. É alimento que pode ser saboreado por todo aquele que tem sãs as fauces do homem interior. É alimento que restabelece e que não se acaba. É alimento que não desaparece, quando se consome. É alimento que sacia os famintos e permanece inteiro. Quando fordes daqui para as vossas mesas, não podereis comer nada assim.

Presidente da República distingue Renascença com Ordem de Mérito
O Presidente da República vai atribuir a Ordem de Mérito à Rádio Renascença por ocasião dos seus 75 anos. A distinção será entregue em cerimónia marcada para 9 de abril, no Palácio de Belém. No dia seguinte a Renascença comemora oficialmente o seu aniversário em sessão presidida pelo cardeal patriarca de Lisboa. A emissora católica é a patrocinadora do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes, que o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, em nome da Igreja em Portugal, atribui desde 2005 a personalidades e instituições que se tenham destacado no mundo da arte e do pensamento.

É novo » 28.3.2012

A intervenção cultural da Igreja
É sempre necessário despertar inquietações culturais. Chamar à responsabilidade. Ajudar os leigos a tomar consciência da missão cultural própria que lhes compete. Em todos os âmbitos: artes plásticas, literatura, moda, ciência, estilos de vida, pensamento…, terão de fomentar a procura da verdade, a manifestação da beleza, a defesa da liberdade, a promoção da dignidade humana. Com mentalidade aberta. Com audácia. Com humildade para aprender. Com generosidade para não recuar.

Ação da Igreja na Cultura implica promover protagonismo dos leigos
O vigário regional em Portugal da Prelatura do Opus Dei considera que a ação da Igreja na cultura implica «respeitar, possibilitar e promover o protagonismo dos leigos na intervenção cultural na sociedade». «A resposta às propostas mono-culturais que menosprezam a dimensão religiosa e contemplativa da vida não é uma proposta mono-cultural da “cultura católica” de sinal oposto, criando um mundo à parte», refere o monsenhor José Rafael Espírito Santo. O sacerdote frisa que «a resposta é, antes, a riqueza e variedade da intervenção dos leigos, cidadãos livres e responsáveis», o que exige o fortalecimento da sua «identidade cristã – porque a cultura é um mundo “complicado”».

Cinema: Igreja Católica volta a atribuir prémio “Árvore da Vida” no IndieLisboa
A um mês de encetar a sua nona edição, o IndieLisboa, Festival Internacional de Cinema Independente que conta com um prémio atribuído pela Igreja Católica, apresentou-se esta terça-feira à imprensa. A seleção, que com menos dinheiro conseguiu reunir mais filmes portugueses – seis longas e 32 curtas – e mais estreias mundiais, demonstra uma «vontade de desbravar novos caminhos, um cinema que não é formatado nem é convencional». Pela terceira vez consecutiva a Igreja Católica junta-se ao festival com o seu prémio Árvore da Vida, que contempla as curtas e longas metragens da competição nacional.

Eunice Muñoz e Ricardo Carriço dão voz à Bíblia e a meditações da Semana Santa | ÁUDIO |
Os atores Eunice Muñoz e Ricardo Carriço vão dar voz aos textos bíblicos e meditações propostos pelo site passo-a-rezar.net para a Semana Santa, que começa no domingo. As reflexões são recolhidas dos discursos do irmão Roger, fundador da Comunidade de Taizé, e do irmão Alois, atual prior, enquanto que a música deriva da espiritualidade da congregação ecuménica do sul de França. Das meditações da Semana Santa, já disponíveis no site, adiantamos a de Domingo de Ramos.

Ler e ver: “Mistérios da Semana Santa em Idanha” | IMAGENS |
O livro “Mistérios da Semana Santa em Idanha”, de António Catana (textos) e Hélder Ferreira (fotografias) é apresentado esta quarta-feira em Lisboa. O volume prefaciado pelo bispo do Porto, D. Manuel Clemente, «retrata a riqueza das encenações, de uma enorme originalidade em termos mundiais, que se diferenciam de freguesia para freguesia, todas elas únicas e de grande beleza». «A Idanha, as suas tradições pascais, as suas terras antigas, tudo é também terra de Cristo e dos que lhe foram e são mais próximos. Culto redundado em cultura, cultura transfigurada pelo culto», escreve o historiador. Leia o prefácio e veja algumas das fotografias.

Da Quaresma à Páscoa (36): Respirar Deus
Quanto mais vigilante a mente estiver, mais ardente será o teu desejo de orar a Jesus, e também, quanto mais negligentemente vigiares a mente, mais dele te afastarás. E, como a vigilância ilumina fortemente o ar da mente, assim a abstinência do doce chamamento de Jesus, normalmente entristece-a. O permanente chamamento de Jesus, com desejo caloroso, cheio de felicidade e alegria, leva a que o ar do coração, da extrema atenção se encha do delicioso silêncio. Acontece a mesma coisa para que a oração se purifique completamente. Jesus Cristo, Filho de Deus. Este doce Nome agarra-se à tua respiração e reconhecerás o fruto do silêncio.

Exposição “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?” recorda Anne Frank | IMAGENS |
A mostra baseada no “Diário” da jovem de origem alemã, «ícone das leituras da juventude», pretende «colocar aos visitantes a mesma pergunta de Jesus na cruz». Anne Frank, nascida em 1929, residiu a maior parte da sua vida em Amesterdão, na Holanda, país onde foi detida pelo regime nazi por ser judia. Foi enviada para o campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha, onde ela e a irmã morreram de tifo em março de 1945. «Que esta não seja uma exposição apenas para ficar patente, mas antes nos ajude a comprometer-nos num mundo mais humano e mais fraterno», sublinhou o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, na inauguração.

É novo » 27.3.2012

D. Gianfranco Ravasi vem a Fátima como «peregrino de um lugar materno para a cultura contemporânea»
O presidente do Conselho Pontifício da Cultura, que vai dirigir a peregrinação de 12 e 13 de maio em Fátima, considera que o santuário é um espaço de encontro das tendências culturais da atualidade. D. Gianfranco Ravasi afirma que recebeu o convite para presidir às celebrações com «alguma emoção» e sublinha que se desloca à Cova da Iria «como peregrino de um lugar materno para a cultura contemporânea». «A simpatia com que tantas figuras da cultura portuguesa acolheram Bento XVI demonstrou ser campo aberto para um trabalho pastoral. Aliás sei que várias dioceses estão a percorrer esse caminho, sublinhou.

Dia Mundial do Teatro: Luís Miguel Cintra fala de “Fingido e Verdadeiro ou martírio de S. Gens, ator” | VÍDEO |
Gens é um famoso ator pagão a quem Diocleciano chama para representar uma sátira aos cristãos, que o imperador romano perseguia. A meio do auto Gens converte-se ao cristianismo e o que até então ridicularizava passou a ser a razão de ser da sua vida. O enredo é subitamente transtornado com falas imprevistas, os atores atrapalham-se e o imperador confunde-se: o que vem a ser isto? O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura assinala o Dia Mundial do Teatro, que se comemora esta terça-feira, com uma entrevista a Luís Miguel Cintra, onde o encenador e ator fala sobre a peça e a arte teatral.

Pré-publicação: “A Alegria da Palavra” em Santo Agostinho
«É ovo, mas ainda não é galinha. Está revestido com uma casca, não se vê porque está tapado. É preciso esperar com paciência. Que ele se aqueça, para que nasça. Avança, volta­te para diante, esquece o que já passou. As coisas que se vêm, são temporais.» A obra “Santo Agostinho – A Alegria da Palavra”, de Fr. Isidro Pereira Lamelas, vai ser apresentada esta sexta-feira, 30 de março, pelo Fr. Joaquim Cerqueira Gonçalves, da Academia das Ciências de Lisboa. O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura oferece, em pré-publicação, alguns dos textos da obra, começando pelo Sermão 105, sobre «O ovo e a esperança da Páscoa».

Documentário: “É na terra não é na lua” | VÍDEO |
O que começa por parecer um registo puramente documental da fantástica e desolada paisagem natural e humana do Corvo depressa se inscreve numa nova trama poética, como se as mãos sulcadas daquela mulher entretecessem não só o típico gorro azul e branco que vemos tricotar mas também a erva fresca daquele cume ventoso, o casario, as pedras de basalto das ruelas, o terço e as preces desfiadas numa igrejinha local… Gonçalo Tocha pertence a uma nova geração de realizadores portugueses genuinamente interessados em escutar e perscrutar a essência da sua e nossa identidade, o que é verdadeiramente impressionante.

Da Quaresma à Páscoa (35): Deus é vidente do coração
Lembra-te que Deus é vidente do coração, olha para ele. Chama-o para o teu coração, pois vem na Escritura: «fecha a porta, reza em, segredo ao teu Pai (Mt 6, 6). Fechemos pois a boca, e rezemos no coração. Aquele que fecha a boca e invoca Deus, ora-lhe no coração, cumpre o mandamento. O teu trabalho do coração deve constar da oração permanente a Deus. Se quiseres ser bem sucedido, inicia o trabalho sem preguiça, com esperança, e Deus abençoar-te-á pelo sucesso. Da verdadeira oração consta a conversa com Deus, sem distrações, reunindo todos os nossos sentimentos.

“Concertos de Ramos” do Coro Vox Laci
O Coro Vox Laci inaugura este domingo a 8.ª edição dos “Concertos de Ramos”, ciclo com entrada livre que vai ser dirigido pela maestrina polaca Marta Jakubiec. A iniciativa começa às 16h00 na Basílica dos Mártires, em Lisboa, prossegue na segunda-feira na igreja matriz de Cascais, às 21h30, e termina na terça-feira, à mesma hora, no mosteiro da Penha Longa, em Sintra.

É novo » 26.3.2012

Passagem suprema: a Quaresma na cultura portuguesa
«O tempo da Quaresma é dinâmico envolve a provação e a alegria, a limitação e a emancipação, a esperança da passagem suprema que é a Páscoa. “Minha aldeia na Páscoa… / Infância, mês de abril! / Manhã primaveril! / A velha igreja. / Entre as árvores alveja, / Alegre e rumorosa / De povo, luzes, flores… / E, na penumbra dos altares cor-de-rosa. / Rasgados pelo sol os negros véus. / Parece até sorrir a Virgem-Mãe das Dores. /Ressurreição de Deus!”». Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura, escreve sobre a Quaresma em autores portugueses.

Da Quaresma à Páscoa (34): Caridade material e espiritual
Seria uma grave culpa se um fiel permanecesse na necessidade, embora tu o soubesses; se tu soubesses que ele está desprovido de meios, sente fome, sofre tribulações, sobretudo se se envergonha da sua indigência; seria grave culpa a tua se, estando ele reduzido à escravidão pelos seus ou fosse caluniado, não o ajudasses; se um justo ee encontrasse na prisão por dívidas, entre penas e tormentos, e não obtivesse nada de ti, no seu sofrimento; se no momento do perigo, quando fosse conduzido à morte, para ti tivesse mais valor o teu dinheiro do que a vida de quem está prestes a morrer.