É novo » 1.3.2012

Leitura: “Os meus 31 anos na Rádio Renascença”
O livro “Os meus 31 anos na Rádio Renascença”, assinado por Fernando Magalhães Crespo, que dirigiu a emissora católica portuguesa de 1974 a 2005, foi lançado esta terça-feira em Lisboa. «A Rádio Renascença foi assim um caso decisivo de travagem da estatização da comunicação social, e de afirmação da liberdade de expressão. A Renascença identificou-se, nesse período decisivo, com a liberdade e com a democracia. E foi, durante vários anos, até à abertura dos meios de comunicação social à iniciativa privada, já nos últimos anos da década de 80 do século XX, a única voz não estatizada na comunicação social portuguesa», escreve o reitor da Universidade Católica Portuguesa no texto da apresentação da obra, que transcrevemos.

Personalidades das artes, media, ação social e política apagam as velas dos quatro anos do site “essejota.net”
Os cantores Carminho e Tiago Bettencourt, os escritores Jacinto Lucas Pires e Pedro Mexia, o porta-voz do Papa, padre Federico Lombardi, e o eurodeputado Paulo Rangel são alguns dos convidados para o quarto aniversário do site essejota.net. Num momento «em que tanto se fala de crise e de falta de esperança», a edição que comemora os quatro anos da página, criada a 1 de março de 2008, «reúne colaborações de pessoas de vários quadrantes políticos, artísticos, sociais e religiosos que apresentam diversas perspetivas» sobre a esperança.

Cinema: “Extremamente alto, incrivelmente perto” | VÍDEO + IMAGENS |
11 de setembro de 2001. Ao regressar da escola, Oskar Schell apercebe-se de que algo se passa quando no gravador de chamadas de casa se somam várias tentativas do pai de falar consigo. A perceção da desgraça, apesar do esforço tranquilizador que vem do World Trade Center, acaba por paralisar o rapaz, incapaz de atender o telefone. O filme é uma tentativa de tornar a irreparável perda da vida humana num primeiro passo para o extraordinário ganho da descoberta dos outros e do sentido da vida. Uma aventura comovente sobre um rapazinho de aptidões especiais que não se conforma com as sensações de dor e de vazio, perscrutando para além delas.

Revista “Lusitânia Sacra” revela resistências e acatamentos à república
O dossiê temático deste tomo publica artigos resultantes de comunicações apresentadas a uma das secções temáticas do Congresso Internacional de História “Religião, Sociedade e Estado: 100 Anos de Separação” realizado em Lisboa em 2011. Este congresso foi a iniciativa de maior destaque entre aquelas que o Centro de Estudos de História Religiosa promoveu no âmbito das suas atividades de investigação e de debate público em torno da problemática religiosa no contexto do final da Monarquia Constitucional e da implantação do regime republicano e, num sentido mais lato, sobre os processos de desconfessionalização dos Estados modernos ocidentais e as diversas modalidades de separação.

Da Quaresma à Páscoa (9): A vida vem da morte e o que é do nada

É novo » 29.2.2012

Jornadas “Cultura e Identidade” vão ser a primeira atividade da Pastoral da Cultura da diocese do Algarve
O Setor da Pastoral da Cultura da diocese do Algarve vai realizar em maio as jornadas “Cultura e Identidade”, que constituem a primeira atividade do departamento instituído em agosto de 2011 pelo bispo local, D. Manuel Quintas. O diretor do departamento, padre Carlos Aquino, revelou que o encontro, a realizar em Tavira, inclui a exibição de um filme, a inauguração de uma exposição e “workshops” com figuras públicas portuguesas ligadas ao Algarve, como Lídia Jorge e Guilherme d’Oliveira Martins.

Da Quaresma à Páscoa (8): Redescobrir a oração
A oração tem propriedades para qualificar a vida pessoal, familiar, social e comunitária. Muitos podem desconhecer, mas a oração pode ser um laço irrenunciável com o compromisso ético. É prática dos devotos, mas também um estímulo à cidadania. Ao contrário de ser fuga das dificuldades, é clarividência e sabedoria, tão necessários no enfrentamento dos problemas. Na verdade, a oração faz brotar uma fonte interior de decisões, baseadas em valores com força qualitativa. A oração é caminho singular. É, pois, indispensável aprender a orar e cultivar a disciplina diária da oração. Tratar-se de um caminhar em direção às raízes e ao essencial. Nesse caminho está um remédio indispensável para o mundo atual, que proporciona mais fraternidade e experiências de solidariedade.

Investigação: 1.ª República Portuguesa e Igreja Católica
Importava retomar a “alma” portuguesa na sua conotação religiosa e católica, mesmo na aplicação social que o pontificado de Leão XIII (1878-1903) lhe dera, ou, muito pelo contrário, havia de se afastar de vez tal conotação, em obediência à marcha “positivista” da história, que reduzia cada vez mais a religião ao íntimo da consciência de cada um, sem qualquer transposição pública da crença? E quanto ao Estado, na sua relação com a Igreja: – Devia continuar-se em regime público-eclesiástico, com a definição religiosa do país e a quase integração da vida eclesial na administração civil, ou, como o liberalismo católico pretendia desde os anos vinte em França e depois pela Europa e além dela, era necessário “libertar” a Igreja da tutela estatal, mesmo que tal levasse à “separação” das duas esferas.

Roteiro da exposição “São Teotónio: Patrono da diocese e da cidade de Viseu” | IMAGENS |
A exposição “São Teotónio: Patrono da Diocese e da Cidade de Viseu (1162-2012)”, patente no Museu Grão Vasco e na sé viseense, evoca os 850 anos da morte do primeiro santo português. S. Teotónio é figura importante na criação do reino de Portugal e na consolidação da espiritualidade dos Cónegos Regrantes, visível ainda hoje no património material e cultural legado pela ordem religiosa que teve o seu epicentro no mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra. O percurso expositivo é orientado pelo texto “Vita beatissimi domni Theotonii”, escrita por um discípulo anónimo do religioso minhoto logo após a sua morte.

Observatório do Cinema Espiritual criado em Barcelona
O Observatório do Cinema Espiritual, recentemente criado na cidade espanhola de Barcelona, pretende estar atento às iniciativas internacionais nessa área e quer apostar na sensibilização dos católicos para o tema. «Queremos que o Observatório se converta em espaço de reflexão e formação em torno da Sétima Arte e das suas amplas possibilidades», explicou o padre Peio Sánchez Rodriguez. A criação do Observatório visa também coordenar as mais de 50 iniciativas que em todo o mundo promovem mostras de cinema espiritual.

Colóquio debate relação da Igreja com a cultura na sequência do Concílio Vaticano II
A relação entre a Igreja e a cultura na sequência do Concílio Vaticano II (1962-1965) é o tema do encontro que vai reunir o bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e o jornalista especialista em assuntos de religião António Marujo.

É novo » 28.2.2012

Cinema, arte do humanismo, reflexão e transcendência | VÍDEO |
O cinema pode converter-se num argumento sobre o sentido da vida, a dignidade humana e a transcendência, consideram dois professores universitários e investigadores no domínio da Sétima Arte. No programa 70X7 transmitido na RTP-2 este domingo, véspera da entrega dos Óscares, Carlos Capucho, docente na Universidade Católica Portuguesa, sublinhou que o cinema é um meio «muito interessante para a expressão das preocupações e valores humanos», que constituem uma base «fundamental para que o sagrado se manifeste». «A questão da transcendência importa, mas primeiro deve vir o real. Por isso acho que os filmes que têm uma forma mais realista podem tocar mais as pessoas», afirmou por seu lado Inês Gil.

Centro universitário celebra “Missa com Arte”
O Centro Universitário Manuel da Nóbrega, em Coimbra, celebra às quintas-feiras a “Missa com arte”, em que a homilia é um tempo de reflexão baseado numa peça artística. Os participantes têm tempo para meditar sobre a obra e no fim desse período de silêncio colocam em comum a sua reflexão, explicou o padre Afonso Seixas, que em março vai orientar um retiro denominado “A arte com Deus”. O encontro vai partir da ópera, literatura e pintura para «retratar a imagem do homem e a sua relação com o transcendente».

Novidades editoriais de janeiro e fevereiro de 2012
“A família que reza no dia-a-dia”, “A oração do coração”, “Ao lado do doente”, “Bioética”, “Deus de surpresas”, “Direito do ensino religioso”, “Na origem da pretensão cristã”, “Os beijos não dados/Tu és Beleza”, “Os encontros de Jesus no Evangelho de São João”, “Os meus 31 anos na Rádio Renas”Os místicos das religiões”, “Os nossos santos e beatoPara ler o Concílio Vaticano II”, “Pode um cristão ser maçon?”, “Uma Igreja de todos e de alguém”, “Via Crucis e Via Lucis”, “Via sacra: Nas mãos de Deus pelas mãos dos homens” são os títulos que apresentamos com as sinopses ou excertos adiantados pelas editoras.

Da Quaresma à Páscoa (7): Multiplicar a generosidade e a solidariedade
Se queremos ser nómadas de Deus, se queremos viver Dele, temos de criar uma liberdade muito grande face às coisas. A verdade é elas nos aprisionam. O que possuímos rapidamente nos possui a nós. Para o cristão um estilo de vida frugal testemunha melhor do que mil palavras a Fé em Deus.

Abraçar Deus verdade, beleza e ternura
O realizador polaco Krzysztof Kieslowski, no primeiro episódio do seu “Decálogo” («Não terás outro Deus…»), oferece uma das definições de Deus mais emocionantes, mais «estéticas». O pequeno protagonista, Pawel, órfão de mãe e educado numa fé laica na ciência, pelo pai, engenheiro informático – o seu deus é a ciência -, pergunta à tia: «Como é Deus?» A tia permanece um momento em silêncio, depois, aproxima-se de Pawel, abraça-o, aperta-o contra si e sussurra-lhe: «Pawel, como é que agora te sentes?» «Bem», responde a criança. Em seguida, um silêncio: «Estás a ver, Deus é assim», sugere a tia. É uma das definições mais extraordinárias de Deus que a cultura atual elaborou.

É novo » 27.2.2012

Pastoral da Cultura do Algarve vai dar prioridade à formação e diálogo com o mundo
O Setor da Pastoral da Cultura da diocese do Algarve, criado em agosto de 2011 pelo bispo local, D. Manuel Quintas, vai dar prioridade à «formação dos agentes culturais» da Igreja e à relação com pessoas e estruturas distanciadas do universo católico. « A Igreja abre pouco as portas», sublinhou o padre Carlos Aquino, responsável pelo setor, que «gostava de apostar no diálogo com essas franjas que às vezes parecem estar distantes de uma identidade religiosa mas que não estão tanto como aparentam». «Faz falta um trabalho de consciencialização dentro da Igreja» para reforçar a ideia de que a cultura «não é supletiva» nem «algo menor», acrescentou.

Óscares 2012: “O Artista” é o melhor filme e vence prémios de melhor realizador e ator. Releia a crítica [Arquivo] | VÍDEO + IMAGENS |
Se o filme nos trouxesse apenas a evocação de outros tempos, apenas uma boa história ou uma boa história bem filmada, enquadrada ou contada, não bastaria. “O Artista” não só apresenta uma boa combinação de todos estes elementos como se destaca no cartaz por dois motivos essenciais: o caráter diferenciado da sua natureza, enquanto produto, e a preservação de uma essência cinematográfica que não está, como enganosamente se pode crer, tão permeável à passagem do tempo e da evolução tecnológica. Tal como na música distinguimos a voz poderosa dum cantor que dispensa acompanhamento ou um arranjo musical carregado de efeitos para minimizar uma fraca capacidade vocal, também no cinema distinguimos o produto que sobrevive, ou não, sem extraordinários efeitos a decorá-lo.

Óscares 2012: Meryl Streep é a melhor atriz. Releia a crítica a “A Dama de Ferro” [ Arquivo] | VÍDEO + IMAGENS |
O ano de 1975 é marcante para o Reino Unido: no rescaldo do embargo decretado pela OPEP, no meio de uma instabilidade política nacional que não firma nenhum governo por muito tempo e com as forças revolucionárias do IRA a ganhar cada vez mais terreno, Margaret Thatcher é eleita líder do partido conservador. Primeira secretária do Departamento de Educação e primeira líder do partido conservador, torna-se, em quatro anos, a primeira e até hoje única primeira ministra britânica. Mais, inaugurará a sequência de três mandatos à cabeça do governo de sua majestade.

Óscares 2012: “A invenção de Hugo” ganha cinco estatuetas. Releia a crítica [Arquivo] | VÍDEO + IMAGENS |
Na Paris dos anos 30, Hugo Cabret é um órfão de olhar límpido e roupa usada. Vive nos esconsos da gare d’Orsay de alma lançada pela memória do pai à paixão pelo arranjo de relógios e outros múltiplos mecanismos que lhe ficaram de herança. De entre todos, um inerte autómato fixa-lhe o objetivo que conscientemente guia o sentido da sua existência. Tudo o que importa no cinema está lá: um argumento sólido; uma mensagem que parte profunda e construtiva e mais profunda e construtiva torna à estação; uma recriação de época exata, com música, decórs e guarda-roupa a condizer; atores comprometidos; o domínio certeiro e comedido do 3D.

“Le Havre” é o melhor filme europeu de 2011 para os comunicadores católicos | VÍDEOS |
A região europeia da Signis, Associação Católica Mundial para a Comunicação, considerou “Le Havre”, de Aki Kaurismaki, o melhor filme europeu de 2011. «Na sua lacónica estrutura narrativa bem conhecida» o realizador finlandês analisa a «atualíssima» questão da migração. Aki Kaurismaki mostra que o problema «não é irremediável nem insolúvel» e que a «solidariedade e humanidade, reforçadas com um humor seco, obtêm a vitória sobre a indiferença e o egoísmo». Conheça a sinopse do filme e saiba quais foram os restantes trabalhos distinguidos pela Signis.

Exposição: Cuerpos de Dolor
Mais que representar o sagrado, é «dar corpo ao sagrado». O corpo, o lugar do amor e da dor, da alegria e da tristeza, o lugar onde mais somos o que somos, e que desse lugar tão humano possamos aceder ao sagrado. Pelo corpo como via de acesso ao sagrado, o belo como sedução daquilo que nos ultrapassa e ultrapassa o que se inscreve no próprio corpo.

Da Quaresma à Páscoa (6): Tomai esta Quaresma como possibilidade e não como peso
Quando nos esvaziarmos de nós para sermos de Deus, haverá lugar para todos, como sempre havia em Cristo. Ele cumpriu inteiramente a vontade do Pai, procurando-nos sem descanso. Olhou-nos fixamente com aquele olhar que recebeu do Pai, ansioso sempre do regresso dos pródigos. Somos cristãos do nome que nos deram. Mas sejamo-lo de facto. Tomai esta Quaresma como possibilidade e não como peso. Concentremo-nos em Deus e nos outros, em quem Ele nos espera. Deus é simples, em si e para nós. Não sejamos nós tortuosos, pelas tristes sendas dos egoísmos mal desculpados.

É novo » 26.2.2012

Da Quaresma à Páscoa (5): Morrendo a toda a hora, fui encontrando sempre uma vida melhor

Fotógrafos católicos e afastados da Igreja revelam o seu olhar sobre a via sacra
A sé de Silves acolhe a partir deste domingo uma exposição com obras de 15 fotógrafos sobre a Via Sacra. O pároco e responsável pelo Setor da Pastoral da Cultura da diocese do Algarve, padre Carlos Aquino, sublinha que a iniciativa revela «um profissionalismo incrível», resultante de «um diálogo muito interessante» entre a Igreja e perspetivas que olham para as expressões da fé com referências nem sempre coincidentes com o catolicismo.

É novo » 25.2.2012

Da Quaresma à Páscoa (4): Pede à Quaresma
Pede à Quaresma que te ensine o caminho para o abraço de Deus. O caminho para esse lugar onde a festa nunca termina. O caminho para esse lugar de onde saíste para viver a vida do sem rumo e do sem sentido. Porque querias ser livre. Porque querias escutar as mil melodias que ainda não tinham sido tocadas no teu coração. Em vez disso a vida empurrou-te para um lugar de desespero onde nem as bolotas eram tuas amigas. Pede à Quaresma que te ensine o caminho para o abraço de Deus. E ousa recomeçar. E ser filho. E vestir o traje da festa que o Amor prepara para ti a todo o instante.

Padre José Tolentino Mendonça encerra ciclo de debates “SInais de Fumo – Conversas para além da crise”
O diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre José Tolentino Mendonça, é um dos convidados do último encontro do ciclo “Sinais de Fumo – Conversas para além da crise”, que decorre em Montemor-o-Novo a partir deste sábado. Os 10 debates reúnem um «incontornável grupo de pensadores, personagens de referência e reflexão, oriundos de diversos setores da sociedade portuguesa, de forma a reunir uma produção intelectual estimulante e enriquecedora».

É novo » 24.2.2012

A corrente descrita (ou Portugal e os portugueses, em 2008 e depois): D. Manuel Clemente no Correntes d’Escritas
Um jovem dizia que «o trabalho português era geralmente apreciado “lá fora”, em especial pela capacidade de improvisar e resolver problemas inesperados. Dizia até que a anglofonia não tinha tradução exata para o nosso plebeíssimo “desenrascanço”. Mais uma originalidade lexical, para juntarmos ao que se diz sobre a “saudade”. E é possível que entre estas duas originalidades, tão prática uma, tão poética a outra, vá singrando a barca portuguesa, nas partidas e regressos que hoje somos». Conferência de D. Manuel Clemente, bispo do Porto, na abertura do Correntes d’Escritas 2012.

Exposição: “Fez-se Luz”, de Catarina Branco | IMAGENS |
Catarina Branco (n. 1974) conta sempre uma história quando está a falar desta exposição. Diz ela que, em criança, passava muito tempo com a avó na aldeia de Fenais da Luz, na costa norte da ilha de São Miguel, Açores. Fenais da Luz possui uma estrutura urbana característica, com as casas que dispostas em círculo em torno da igreja. Os avós de Catarina produziam vinho, e a avó, muito religiosa, ocupava-se das coisas da igreja local. Quem conhece bem os Açores sabe que as festas religiosas são uma explosão de cor: os caminhos enchem-se de tapetes feitos de pétalas de flores, os andores das procissões ornamentam-se com enfeites de papel recortado, e existe toda uma iconografia ligada à religiosidade que permanece viva nas tradições locais.

Da Quaresma à Páscoa (3): Sexta-feira depois das Cinzas
Da penitência (jejum) de quarta-feira de cinzas até à alegria da páscoa vai o processo de conversão quaresmal. Se for vivido com exigência e sacrifício gera a paz e a alegria. Fazer caminho é a nossa vocação: “Onde moras” perguntaram os primeiros discípulos e perguntamos nós. Onde podemos encontrar Deus, fonte de amor verdadeiro e plenitude de vida? “Vinde e vede” convidou-os Jesus. Fazer caminho é tomar consciência do ponto de partida onde nos situamos e esforçar-se por progredir na bondade, na liberdade interior, no amor. A páscoa propõe-nos uma forma rejuvenescida de viver a fé. Não alcançamos, porém, esta novidade cristã sem sacrifício e renúncia.

Música: Lysoen, tributo a Ole Bull | ÁUDIO |
Para lá das categorias de introspeção ou extroversão, das surpreendentes colorações minimalistas (nas composições de Nils Okland e Sigbjorn Apeland, decorrentes das vanguardas norte-americanas da segunda parte do séc.XX), “Lysoen: Hommage a Ole Bull” propõe-nos uma maneira serena mas rica de articularmos as paisagens que vamos construindo com as que herdámos do passado. Mais que um tributo a Ole Bull, uma maneira de aprendermos estar atentos ao que nos rodeia.

Que viste no meu rosto? O encontro de Edith Stein e Etty Hillesum no campo holandês de Westerbork
O ensaio de Cristiana Dobner imagina e descreve o que cada uma das duas mulheres viu no rosto da outra. Sabendo que se tratam de rostos que revelavam uma longa reflexão interior, rostos que eram espelho da interioridade, conscientes do significado das relações humanas, rostos que tinham escrito o vestígio de outros encontros que tinham vivido, densos de sentido. A escolha do rosto como intermediário privilegiado de comunicação, por parte da Dobner, não é casual: a autora está consciente de que o tema do rosto se tornou «o novo e mais nobre discurso filosófico da modernidade», como explicou claramente Emmanuel Lévinas.

Três dos cinco finalistas dos prémios ArchDaily na categoria de espaços religiosos são portugueses
Uma igreja e duas capelas portuguesas concebidas por arquitetos nacionais estão entre os cinco finalistas da categoria de espaços religiosos dos prémios atribuídos pelo site ArchDaily, que reivindica o título de mais visitado da especialidade. O novo complexo paroquial do Estoril, concelho de Cascais (2010), foi projetado por Roseta Vaz Monteiro Arquitetos, a Capela de Santa Ana, Sousanil, Santa Maria da Feira (2009), teve conceção do Gabinete e|348, enquanto que a Capela Árvore da Vida, no Seminário Conciliar de Braga (2011), tem traço de Cerejeira Fontes Arquitetos.