É novo » 31.5.2011

Cinema: “A árvore da vida” | VÍDEO | | IMAGENS |
Jack, mais velho de três irmãos, cresce no seio de uma família tipicamente americana, entre um pai austero, trabalhador dedicado, fiel às missas na paróquia local, que conquista e ensina a conquistar a vida a pulso; e uma mãe dona de casa que se preocupa sobretudo em transmitir os valores do amor, da amizade, da cumplicidade entre os irmãos. O filme, porém, não é só isto.

O papa e os astronautas
A tendência (contra a qual temos de lutar até ao fim) é a de tornar tudo ainda mais pequeno e limitado: são assim os nossos trânsitos rotineiros e sonâmbulos; são assim as visões parcelares que nos aprisionam ou os detalhes onde nos perdemos. Contemplar o que conhecemos a partir de outra perspetiva ou ousar o exercício (mesmo que, a princípio, doloroso) de buscar uma compreensão mais ampla, e de conjunto, sobre a realidade constitui o grande desafio da sabedoria.

José Tolentino Mendonça revela “Um Deus que dança”
«Acredito num Deus que dança», «imiscuído, engajado, detetável até pelo impreciso radar dos sentidos, suscetível de ser invocado pelos motores de busca das nossas persistentes interrogações ou do nosso silêncio», escreve o autor na introdução do livro que vai ser lançado a 7 de junho.

“Encontrarás dragões”: guia histórico e cinematográfico | VÍDEO |
Os elementos mais importantes do filme são as duas reações radicalmente diferentes (baseadas na fé e no perdão, de um lado, na duplicidade e na força, do outro) que Escrivá e Manolo manifestam em relação aos “dragões” metafóricos – uma referência à frase “hic sunt dracones” (“aqui há dragões”), com que os mapas medievais assinalavam territórios e mares ainda desconhecidos. Veja o vídeo com declarações do realizador, Roland Joffé, e de um dos atores, Wes Bentley.

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É novo » 23.5.2011

Amar a imperfeição
Ouvi aí umas duzentas vezes o poeta Tonino Guerra citar o verso de um monge medieval: «É preciso ir além da banal perfeição». É isso mesmo: a perfeição pode ainda ser um caminho que trilhamos pela superfície ou constituir uma ilusão que nos impede de aceder ao verdadeiro e paradoxal estado da vida. Levamos tanto tempo até perder a mania das coisas perfeitas, até nos curarmos do impulso que nos exila no aparente conforto das idealizações, ou finalmente vencermos o vício de sobrepor à realidade um cortejo de falsas imagens!

É novo » 22.5.2011

«Quem crê em mim fará as obras que Eu realizo»
Uma mulher vivia cheia de sofrimentos e decidiu partilhá-los com o seu pároco. “Os meus filhos detestam-me. Ninguém me vem visitar. A minha artrite está a ficar pior. Há semanas que o sol não aparece. E esta manhã o leite azedou.” De repente o seu rosto iluminou-se: “Mas sabe, padre, passei a semana inteira com de dor de cabeça e agora ela desapareceu!”. O sacerdote respondeu: “Não, minha querida, a sua dor de cabeça não desapareceu. Agora fui eu que fiquei com ela!”.

É novo » 21.5.2011

Um itinerário para Deus – o comentário de Simone Weil à oração do Pai-Nosso
Esta infinidade da infinidade preenche-se, de um extremo ao outro, de silêncio, um silêncio que não é uma ausência de som, que é objeto de uma sensação positiva, mais positiva que a de um som. Os ruídos, se os há, não me chegam senão depois de atravessarem este silêncio. Por vezes também, durante esta recitação ou noutros momentos, Cristo está presente em pessoa, mas a sua presença é infinitamente mais real, mais lancinante, mais clara e mais plena de amor do que a daquela primeira vez em que me tomou.

É novo » 20.5.2011

Do bom uso das crises
Que num tempo em que escasseiam os mestres, e todos estamos mais ou menos entregues a uma autogestão (para não dizer a um isolamento) devorante da própria vida, as crises «são realmente os grandes mestres que têm alguma coisa a ensinar-nos». Não escutar, a fundo, o que as crises nos dizem é desperdiçar a ocasião para aceder àquela profundidade que pode devolver sentido à vida. Mesmo sabendo que uma crise é sempre um austero mestre para o qual raramente nos consideramos preparados.

Igreja de Marco de Canaveses, de Siza Vieira, faz 15 anos | IMAGENS |
Esta disposição dialoga com o banho de luz sobre as formas curvas dos limites laterais da abside e sobre o espaço da igreja em geral. A iluminação natural varia com o tempo, dependendo da posição do sol, e vai desde a projeção do desenho do raio de luz até ao silêncio da aspersão: um grande intervalo, rigoroso e palpável. A montagem de todos os elementos é, evidentemente, coerente. Todavia esta ordem, caracterizada por algumas contradições existentes e desejadas, foi construída de maneira lenta e laboriosa.

Hanna Arendt: um pensamento situado
No início dos anos 30, quando os judeus começam a ter problemas na Alemanha nazi, começa o seu interesse pela política. Mas em 1933 Hannah vê-se forçada a partir da Alemanha com a sua mãe (já que o pai tinha morrido em 1913) para Paris onde permanece de 1933 a 1939. Durante este período Hannah Arendt trabalha com organizações judaicas para os refugiados e continua o seu estudo sobre o romantismo alemão.

É novo » 19.5.2011

7.ª Jornada da Pastoral da Cultura – Elogio da fraternidade: programa
Estão abertas as inscrições para a 7.ª Jornada da Pastoral da Cultura, dedicada ao “Elogio da fraternidade”. O encontro, que decorre a 17 de junho, em Fátima, conta com a participação de José Mattoso, Lídia Jorge, Mário Gajo de Carvalho, António Jorge Cerejeira Fontes, André Cerejeira Fontes, Joaquim Félix de Carvalho, D. Manuel Clemente, Manuel Braga da Cruz, Manuel Carvalho da Silva, Rebecca Abecassis, Eurico Carrapatoso e Coro Olisipo.

7.ª Jornada da Pastoral da Cultura: perguntas e respostas
Quem pode participar? Como me inscrevo? Quanto se paga? Quem são os convidados? Qual é o horário? A inscrição inclui o almoço? As dúvidas sobre a Jornada respondem-se aqui.

7.ª Jornada da Pastoral da Cultura: pré-inscrição pela internet
O preenchimento deste formulário garante o pré-registo no encontro. A inscrição completa-se no dia da Jornada, em Fátima.

É novo » 18.5.2011

Joana Carneiro e Duarte Brito de Goes apresentam Grupo Sociedade e Política da Pastoral da Cultura | VÍDEO |
Joana Carneiro e Duarte Brito de Goes, do grupo Sociedade e Política do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, foram entrevistados pelo programa Ecclesia (RTP-2), numa emissão que originalmente estava prevista para ser emitida no dia 25 de abril de 2011. «Não podemos esperar que outros melhorem a nossa vida», sublinha a maestrina, que acrescenta: «Sempre acreditei que através da música teria a minha intervenção política, no sentido da construção da sociedade.»

Manuel Clemente, um bispo “xpto”
Existem duas maneiras de um cristão lidar com a esfera pública/política. A primeira passa por aceitar que os princípios e regras da esfera política são de “outro tipo” e que, por isso, o cristão só deve preocupar-se com a salvação da sua consciência; o cristão deve criar uma redoma à sua volta, evitando assim o contacto com a Cidade conspurcada. A segunda via passa por dizer “não, um cristão tem de ir à luta, tem de tentar influenciar a sociedade e a política, tem de tentar levar os seus valores cristãos para a Cidade”; o cristão não tem apenas de salvar a sua consciência, também tem de salvar a sua cultura.

Filmes premiados pela Igreja Católica no IndieLisboa 2011 vão ser exibidos hoje
A partir das 21h30, com entrada livre, será apresentado “La illusión te queda” de Márcio Laranjeira e Francisco Lezama, que ganhou o prémio principal, e “Os milionários” de Mário Gajo de Carvalho, distinguido com uma menção honrosa.