Guimarães: Capital Europeia da Cultura deve ser acessível aos mais pobres, considera arcebispo de Braga
O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, considera que Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, que se inicia este sábado, deve ser acessível aos mais pobres e sublinha que as verbas gastas nas atividades culturais não são desperdício. «Para a população e principalmente para as famílias que estão a passar um momento difícil nesta região, deveria haver ainda mais abertura para que mais pessoas pudessem participar, para que a Capital da Cultura não fosse apenas um acontecimento de elite», afirmou o responsável pela ação social da Igreja Católica.
Guimarães está feliz com a Capital Europeia da Cultura, diz pároco da cidade | IMAGENS |
«É uma iniciativa que vai mexer com tudo em Guimarães. Nota-se alegria e envolvimento das pessoas e estamos todos felizes com a abertura da Capital Europeia da Cultura», afirmou o padre José Antunes ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. O sacerdote realça o preço dos ingressos para os espetáculos, que considera ser «relativamente acessível»: «Num tempo de crise, o facto de os bilhetes custarem no máximo 10 euros é um apelo para que todos façamos parte desta iniciativa». «Este é o momento de nós, cristãos, não sermos mais do que os outros mas trabalharmos e intervirmos fortemente», acrescentou.